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Semana Oração das Vocações 2019

A Semana de Oração pelas Vocações, assinalada já desde há 56 anos a esta parte e celebrada pela Igreja do mundo inteiro, constitui um desafio para que todos,

particularmente os cristãos, possam refletir sobre a incontornável dimensão vocacional da vida de cada ser humano, rezando pelas vocações no seio da Igreja (matrimónio, sacerdócio, vida consagrada e vida laical).

Tendo lugar em pleno tempo da Páscoa, quando trazemos no coração e nos lábios, de modo particularmente mais intenso, o anúncio festivo da Ressurreição de Jesus, esta Semana, realizada entre os III e IV domingos deste tempo e culminando naquele que é conhecido como o domingo do Bom Pastor, Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o que este ano corresponde ao intervalo de dias entre 5 e 12 de maio, recorda-nos que as vocações na Igreja têm uma marca profundamente pascal, porque todas nos interpelam para o serviço aos outros, para o amor sem medida, para a entrega da vida, para o risco de procurarmos a alegria inédita e indiscritível que se ergue e se descobre na manhã perfumada e luminosa da Ressurreição.

 

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A surpresa de Deus

(Mensagem 30)

Ao longo desta semana, não consegui deixar de associar o que, à primeira vista, parecem dois antípodas: a Páscoa e o desastre de Notre Dame de Paris.

Neste, vi uma Europa que sofreu em conjunto, que se solidarizou na dor e unanimemente se dispôs à colaboração. Vi uma Europa que fez o que já não fazia há séculos: uniu-se em alma comum. Alma de matriz religiosa cristã, como é fácil de ver.

Mas vi mais. Pelas televisões, que faziam reportagens em direto, vi que os jovens choravam e era predominantemente dos seus olhos que escorriam grossas lágrimas. Vi que neles, nos jovens, a laicíssima França ajoelhou, rezou e cantou para pedir a Nossa Senhora que salvasse a sua casa. Vi mãos postas onde era mais inverosímil, vi afeição ao religioso na pátria da revolução antirreligiosa por excelência, vi fé na «cidade das luzes» do racionalismo.

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Homilia na Páscoa de 2019

Salvação e fé

Recordamos a profecia de Jesus: “Destruí este templo e eu, em três dias, o reedificarei” (Jo 2, 19). E o Evangelista explica: “Ele referia-se ao templo do seu corpo” (Jo 2, 21). Destruído na sexta feira e permanecendo no túmulo em dia de sábado, na aurora de Domingo cumpre-se a profecia e o Senhor, vivo e próximo, volta ao contacto com os seus. É esta ressurreição gloriosa que celebramos neste dia de Páscoa, no qual ressoa o grito incontido: “Jesus está vivo! Aleluia”.

Como se chegou a esta certeza? O Evangelho dá-nos pistas: a perceção de Maria Madalena, a pedra de acesso ao túmulo retirada, as ligaduras no chão, o sudário enrolado. São estes “sinais” que levam à compreensão e aceitação do mistério. Sinais para alguns insuficientes, pois não demonstram laboratorial ou matematicamente, mas plenamente reveladores para quem os vive a partir da experiência da proximidade, da fé e do amor.

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Homilia na Vigília Pascal de 2019

Salvação e luz

Começamos esta solene Vigília em ambiente de trevas. Gradualmente, esta Catedral foi-se iluminando até se cantar o louvor do círio pascal, expressão do que aqui celebramos: a ressurreição do Senhor.

Mas a maior iluminação não foi a do espaço exterior: dentre de nós, surgiu um especial estado de alma, descrito como alegria, que não pudemos calar e exprimimos com uma luz acesa na nossa mão. E demos por nós a cantar um aleluia festivo, genuíno e emotivo! Sim, passamos das trevas à luz, da tristeza à alegria incontida!

Não fomos nós os primeiros a fazer esta experiência. Há dois mil anos, as mulheres que foram ao sepulcro, viveram idêntica experiência: iam cheias de dor, como quem vai a um cemitério e, na visão dos dois homens ou anjos “de vestes resplandecentes”, sentiram fazer-se luz no seu interior ao recordar a garantia de Jesus de que três dias depois de morto havia de ressuscitar, e atingiram a plenitude da alegria absoluta no encontro com o Cristo vivo.

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Homilia na Paixão do Senhor de 2019

Salvação e dor

Se alguma palavra pudesse resumir esta santa liturgia, escrever-se-ia com poucas letras: dor. É de dor que fala a primeira leitura, quando refere um servo de Deus “desfigurado”, “sem rosto humano”, e não é difícil imaginar a dor física e moral do Senhor covardemente atraiçoado, injustamente julgado, barbaramente chicoteado, sadicamente coroado, brutamente conduzido ao Calvário e cruelmente crucificado. Não obstante, dizemos que por aqui passou a nossa salvação. Mas será que Jesus nos salvou porque sofreu?

Não. O Senhor salvou-nos porque nos ama e não se afastou de nós, mesmo tendo de suportar o extremo sofrimento que deveria ser nosso e passou para Ele. Não se afastou. A Redenção não depende da quantidade do sofrimento. A Redenção acontece nesta proximidade de Deus à história humana, tecida de sangue, de suor, de lágrimas, de injustiça, de dor e de pecado. Em Jesus Cristo, Deus assume essa história e permanece connosco, mesmo quando o sofrimento se torna extremo e humanamente incompreensível.

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Homilia da Missa Vespertina da Ceia do Senhor de 2019

Salvação, Eucaristia e serviço

Na tarde de quinta feira santa, em plena consciência da história, o Senhor Jesus sabia que estava próxima a sua hora. Por isso, era altura de selar com o exemplo as palavras e os gestos que tinha transmitido aos discípulos, ao longo de três intensos anos.

De facto, durante a sua vida pública, o Senhor tinha recomendado a humildade de coração, o não ocupar os primeiros lugares e de não fazer como os reinos deste mundo que exercem o seu poder, tantas vezes opressor, sobre os últimos e sobre os mais pobres. Pelo contrário, pediu aos futuros membros da Igreja que se colocassem ao serviço de todos, que buscassem os valores do coração em detrimento das aparências, que não se preocuparem com os juízos dos homens, mas somente com os de Deus. Não obstante, alguns discípulos ainda se interrogavam qual deles seria o maior e mais importante.

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Homilia da Missa Crismal de 2019

Salvação e identidade

Sabemos bem que formamos uma especialíssima unidade, aquela que o Decreto Presbyterorum ordinis define assim no seu nº 8: “Cada membro do colégio presbiterial está unido aos outros por laços especiais de caridade apostólica, de ministério e de fraternidade. Isto mesmo, desde tempos remotos, é significado liturgicamente quando os presbíteros presentes são convidados a impor as mãos, juntamente com o Bispo ordenante, sobre o novo eleito, e bem como quando concelebram, num só coração, a sagrada Eucaristia. […] Assim, se manifesta aquela unidade na qual Cristo quis que os seus fossem consumados, para que o mundo conheça que o Filho foi enviado pelo Pai”.

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Homilia da Missa de Ramos de 2019

Salvos no amor

Esta celebração dos Ramos e da Paixão do Senhor possui dois âmbitos de referência que parecem inconciliáveis entre si: o aplauso e o triunfo contrastam fortemente com a condenação e a morte de cruz. Não obstante, a primeira parte quase se dilui na segunda e a Paixão predomina sobre os Ramos. Porquê?

A entrada triunfal em Jerusalém refere-se à simpatia e emotividade do povo para com Jesus. Julgo que nem sequer se poderá falar em amor por parte da multidão. Mas na Paixão, sim, há amor e do mais puro, daquele que não espera nada em troca. O Senhor, na verdade, pode dizer ao Pai: “Eis-me aqui. Eu venho, à Deus, para fazer a vossa vontade” (Heb 10, 7). E esta vontade é o nosso bem total: é uma vontade salvífica.

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