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Homilia na Peregrinação Vicarial de Felgueiras ao santuário de Santa Quitéria PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2016

1.No passado dia 19 de abril a imagem da Virgem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima percorreu as nossas Terras de Felgueiras. A Mãe de Deus visitou-nos. Esteve connosco. Percorreu as estradas da nossa Vigararia e as ruas das nossas Paróquias. Reuniu-nos em tantos lugares à volta da Mãe da Igreja, Senhora da Mensagem e Senhora dos Pastorinhos.

A Virgem Peregrina foi saudada pelas crianças e pelos adultos. Congregou jovens e viu o esforço diligente dos idosos que acorriam de todos os lados. Reuniu famílias. Abençoou casas, fábricas e empresas. Foram pequenas as nossas praças. Às gotas da chuva que pela manhã nos acompanhou juntavam-se pétalas de flores espalhadas por onde passava Nossa Senhora. Desenharam-se belos tapetes no chão diariamente trilhado pelos nossos passos e agora percorridos pela Imagem Peregrina. Vimos lágrimas nos olhares emocionados de sacerdotes e leigos.

 

Uma multidão de peregrinos vindos de todos os lados reuniu-se, na tarde desse mesmo dia, para rezar o Terço do Rosário. E, já noite, caminhamos, como peregrinos, desde o Hospital da Santa Casa da Misericórdia até à Praça do Município, para que, por alguns momentos, a nossa Cidade fosse a Casa da Mãe de Deus e a praça mais nobre da nossa Terra de Felgueiras se transformasse no Santuário de Maria, Mãe da Igreja e nossa Mãe.

Já a noite avançava e quisemos, também nós, acompanhar Nossa Senhora até este Santuário de Santa Quitéria, para desta colina, donde se amplia o horizonte, e na vigília da noite, feita berço de novos dias, Nossa Senhora velasse sobre a nossa Cidade e sobre o nosso Concelho, sobre as suas famílias e as suas gentes.

 

2. É tão oportuno recordar hoje aqui, nesta peregrinação vicarial, as palavras com que o Padre Benjamim Mesquita, Vigário de Felgueiras, acolheu e saudou a Imagem da Virgem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima:

“Em pleno Jubileu da Misericórdia, recebemos a Mãe da Misericórdia. O coração de Maria é um coração imenso, alto, próximo. O seu coração inclina-se sobre o mundo, dobra-se sobre aqueles que andam cansados e oprimidos. As palavras de Jesus ganham uma ressonância extraordinária dentro do seu coração grande e misericordioso. Com Maria queremos também nós guardar as alegrias e as dores do seu Filho. Queremos ser levados à proximidade do seu Filho no presépio e no calvário. Queremos ser decididos quando é necessário atravessar a montanha; queremos ser mansos e humildes quando é necessário refrear a ira ou a vingança; queremos ser fortes quando chega a hora de chorar as nossas dores e as dores do mundo; queremos ser misericordiosos quando as pragas da violência e da crueldade tomam conta do nosso mundo” (Saudação à Virgem Peregrina, na Igreja de Margaride, 19.04.2016).


3. Diante de Maria, façamos nossos os sentimentos e as palavras do Povo de Israel diante de Judite, que libertou o seu povo da opressão estrangeira: “Bendita sejas tu, filha, pelo Deus Altíssimo, mais do que todas as mulheres sobre a terra, e bendito seja o Senhor Deus, que criou os céus e a terra” (Judite 13, 17-20).

Diante de Maria, a Mulher que acreditou no projeto de Deus, fazemos nossos os sentimentos e as palavras de Jesus que, em resposta à voz daquela mulher que do meio da multidão disse: “Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te alimentaram!”, Ele responde: “Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática” (Luc 11, 27-28).

É desta felicidade de quem acredita em Deus e na sua Palavra que nos fala Maria. É esta felicidade que nós encontramos no seu Imaculado Coração.

Nesta peregrinação e neste santuário jubilar, onde diariamente se abre a porta santa da misericórdia, queremos viver esta hora em clima de verdadeira alegria, que a experiência do caminho e a visão do santuário sempre despertam nos peregrinos.

Os santuários trazem, como lembramos no texto do nosso Plano Diocesano de Pastoral, um convite á alegria, que se experimenta precisamente nesta «tenda do encontro» de Deus com o Seu povo, lugar da aliança e do encontro com a Palavra de Deus, do encontro sacramental com a Eucaristia, do encontro com a paz recebida do sacramento da Reconciliação e do compromisso com a Caridade, a partir do exemplo de Maria, «santuário do Deus vivo».

Na segunda aparição, em Fátima, a 13.06.1917, Maria promete a Lúcia: “O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus”. No essencial a mensagem é esta: Deus não desiste de nos procurar. O seu amor vence. Não devemos ter medo: são palavras semelhantes às de Jesus: «Não temais. Tende confiança, eu venci o mundo» (Jo 16, 33).

A devoção ao Coração Imaculado de Maria, pedida na aparição de 13 de junho de 1917, é no fundo a redescoberta do coração materno de Deus. A misericórdia de Deus não é uma ideia abstrata mas uma realidade concreta, como nos lembra o Papa Francisco na Bula em que convoca o Ano santo da Misericórdia (cf. MV n.º 6).

A experiência feliz da visita da Imagem Peregrina, o Ano da Misericórdia e os seus frutos e a perspetiva do centenário das aparições de Fátima ajudam-nos a redescobrir a misericórdia divina e a tornarmo-nos pessoas misericordiosas e convidam-nos a vivermos esta peregrinação anual da Vigararia de Felgueiras com Maria, para nos renovarmos nas fontes da alegria.

Ajudados por Maria, Mãe de Deus, ajudados por Maria, Mãe da Igreja, queremos ser uma Igreja em saída, que faz da alegria do evangelho a sua missão; uma Igreja que valoriza a cultura do encontro e da proximidade; uma Igreja que sabe o valor da alegria e da beleza, na celebração festiva e feliz da sua fé; uma Igreja que encontra na misericórdia o princípio da sua ação pastoral e na piedade popular uma força de evangelização (cf. PDP, 2016-2017).

Confiamo-nos à Mãe de Misericórdia para lhe pedir de novo como lhe pedi, minuto a minuto, no passado dia 19 de abril, que volte para nós o seu olhar misericordioso. Ela tudo pode, porque é Mãe de Deus e tudo deve, porque é nossa Mãe! Simplesmente e sempre, porque é Mãe!

Ela consegue tanto e faz tanto por nós, ultrapassando limites e excedendo expectativas! O seu Coração Imaculado desafia-nos a edificarmos uma Igreja de rosto terno e de coração materno.

Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho para os outros, faz de Maria um modelo eclesial para a evangelização” (EG, 288) na Igreja do Porto e nas terras de Felgueiras, que tão bem souberam acolher a imagem Peregrina e tão bem sabem concretizar as intuições pastorais, que dessa visita todos recebemos e nesta peregrinação todos encontramos.

 

Felgueiras, Santuário de Santa Quitéria, 14 de agosto de 2016

António, Bispo do Porto

 

 

 
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