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Homilia das Exéquias do Dr. Diogo Vasconcelos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2011

Viemos prestar uma última homenagem ao Diogo Vasconcelos. Viemos celebrar a Eucaristia e rezar para que ele esteja na paz de Deus.

Desejo saudar a Esposa, os Pais, demais Familiares e Amigos do Diogo, os Representantes do Senhor Presidente da República e Primeiro Ministro, o senhor Ministro, o senhor Presidente da Câmara, os  senhores Vereadores e Deputados da nação. Saúdo igualmente os Sacerdotes presentes e todos os demais que participam nesta celebração.

Da liturgia:

Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim… Eu vou preparar-vos um lugar…

Confortam-nos estas palavras do Verbo da Vida que é Jesus Cristo: Não tenhais medo nem da morte nem do sofrimento nem do presente nem do futuro. Um homem e uma mulher de fé sentem, sofrem, passam por calafrios e provações, mas não desistem, não se perturbam e olham em frente. Porque a fé os anima.

Temos um lugar junto de Deus. As promessas são para cumprir. E, se os homens cumprem, também Deus cumpre o que prometeu. Se disse que nos preparou um lugar no reino da justiça e da paz, Ele cumpre, se fizermos a nossa parte. Nós acreditamos que é esse lugar que o Diogo ocupa ou ocupará.

 

 

Recuperámos para esta celebração duas leituras bíblicas que foram do casamento do Diogo e da Paula, sua esposa. E as duas deixam-nos uma mensagem de Sabedoria e um Hino ao amor, conjugal ou não.

A Sabedoria é mais, muito mais do que folhear manuais, que também são necessários. A Sabedoria é outro nome de Deus e, na experiência humana, vai-se consolidando no decorrer da vida. O Amor está definido nas palavras de S. Paulo que fazem parte da literatura universal:

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como bronze que ressoa… A caridade é paciente, é benigna, não é invejosa, não se orgulha, não é inconveniente, não se irrita, alegra-se com a verdade… A caridade não acaba nunca!

O Diogo partiu. Antes do tempo, para o que nos diz respeito, porque para Deus não há tempo. Na expressão da sua própria esposa, este é um momento muito, muito difícil. Nem admira. Ele era um homem simples, homem da inovação que confiava nos homens. Foi formado nos valores cristãos no seio da sua família, onde o conheci em menino. Seguiu depois a formação universitária na Universidade católica. Empenhou-se em múltiplas tarefas, como não se tem cansado de repetir a comunicação social. Era cristão mas de uma espiritualidade não efusiva. Repetia até à exaustão a frase: Nós somos o que partilhamos. Uma publicação destes dias chamou-lhe o evangelizador digital. Através do digital também passa e passará cada vez mais o evangelho de Jesus Cristo.

O que nos fica para meditação é que a vida é um dom precioso mas não nos pertence. Está nas nossas mãos, está por vezes nas mãos dos médicos, mas finalmente está nas mãos de Deus. Podemos repetir aqui a frase que Maria José Nogueira Pinto, mulher de fé e profundas convicções cristãs, deixou escrita na sua derradeira página: O Senhor é meu Pastor, nada me faltará.

Dela e do Diogo fica-nos a saudade mas também a certeza de que o bem feito permanece, não apenas na memória dos homens ou nas páginas escritas, mas nos arcanos de Deus. Somos frágeis, muito frágeis. Por isso não adiantam vaidades. As vaidades esfumam-se como o nevoeiro da madrugada ou como a gota de orvalho ao sol da manhã.

A própria Bíblia pergunta: Que é o HOMEM sobre a terra? E responde: Fizeste-o, Senhor, um pouco inferior aos anjos. Mas acrescenta também: O homem é semelhante à flor do campo que hoje existe amanhã é deitada fora porque secou.

Será o homem e a mulher para deitar fora? NÃO! Mas que são como a flor do campo, isso são. De um momento para o outro o fio que nos liga à vida desliga aqui, para se unir à COMUNHÃO dos Santos em Cristo. Nesta vida, se forem fiéis e justos, se buscarem a paz e a comunhão fraterna, o homem e a mulher deixam um rasto de LUZ…

Regressemos ao evangelho: Não se perturbe o vosso coração… Eu vou preparar-vos um lugar. Quem crê, acredita que temos um lugar no céu. O fundamento dessa nossa fé é que Jesus ressuscitou dos mortos e nós, batizados, ressuscitaremos com Ele. A partida do Diogo é um convite a vivermos a vida, fazendo-a render não apenas para o momento presente, mas até à eternidade. A sua Esposa, Pais e restante família, os nossos sentidos pêsames.

Porto e Igreja da Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, 16 de Julho de 2011

+ João Miranda Teixeira, Bispo Auxiliar do Porto

 
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