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PENTECOSTES 2012 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2012

 

 

Isso nos segreda o Espírito de Cristo e isso mesmo testemunhamos nós…

(Tópicos da homilia, na Sé e em Vila d’Este)

 

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Quando vier o Paráclito […], Ele dará testemunho de Mim. E vós também dareis testemunho…’” (Jo 15, 26-27)

 

 

 

1. Amados irmãos (crismandos na Sé e frágeis em Vila d’Este): o que aconteceu há dois mil anos com Jesus de Nazaré foi bom de mais, verdadeiro de mais, belo de mais, para que pudesse ficar morto e sepultado como naquela trágica sexta-feira…

E realmente não ficou assim. Este “realmente” refere-se à ressurreição de Jesus, hoje aqui connosco, como na alvorada primeira da Páscoa de que vivemos. Quando repetimos convictamente “Ele está no meio de nós!”, sabemos o que dizemos e experimentamos a vitória de Cristo sobre a morte; a dele e a nossa, como sucede e sucederá também.

2. Em Jesus Cristo tudo é pleno e certo, quando nos fala de Deus como Pai e dos outros como próximos. Pleno, porque percebemos que não há nada mais a dizer, senão isso mesmo e crescentemente assimilado; certo, porque certificado pela sua conduta, de modo tão congruente e sem despiste. Em Jesus tudo é dito e feito em plena coincidência. É Verbo de Deus incarnado, pois n’Ele Deus se diz ao nosso modo, para nos esclarecer e refazer ao modo de Deus. E isto em todas as línguas que a sua única voz consegue ter, como lembravam os Atos dos Apóstolos, falando da primeira pregação em Jerusalém.

3. O Evangelho (feliz notícia) que Jesus disse e foi, não podia ficar por ali. Cinquenta dias depois da Páscoa (passadas 7 semanas de 7 dias, tempo pleno da colheita pascal), o Espírito que movia Jesus - por isso mesmo “Cristo”, ungido pelo Espírito de Deus - desceu sobre os discípulos para que nada se perdesse do que dissera e nada findasse do que fizera e o Evangelho continuasse, como continua agora, porque “nós também damos testemunho”.

4. Caros crismandos: Recebereis o Espírito para testemunhar a Cristo e ao seu Evangelho. Há tanta gente à vossa volta que espera de vós o testemunho de Cristo, mais ou menos conscientemente o espera. Não desiludais a esperança do mundo, agora porventura mais insistente ainda. Cada um de vós demonstrará que com Cristo é possível, porque a sua ressurreição é o indubitável futuro do mundo. Na escola e no trabalho – ou na recriação deste –, na família e na comunidade cristã, aqui ou onde for, um crismado é sinal vivo da vitória de Cristo, esperança fundada do futuro que será, certamente será.

5. Caríssimos irmãos, fragilizados por qualquer enfermidade ou circunstância: O Espírito reproduzirá em vós o sentimento e a fortaleza com que Cristo suportou a fragilidade humana, fazendo mesmo dela instrumento e meio da nossa redenção.

Ofereceram-me há dias uma cruz com esta inscrição: “Beija e tua cruz e ela há de florir”. Dum modo que dificilmente se explica, mas realmente se vive, há dois milénios que o Espírito nos ensina que é assim. A vida salva-se como é, tão magnífica como frágil, qual cálice do vidro mais perfeito. Esse mesmo cálice da nossa vida frágil bebeu-o Jesus, garantindo-nos a sua comunhão absoluta com o que somos e nele havemos de ser.

Não temos propriamente um seguro de vida, mas em Cristo temos a vida segura em Deus. Isso nos segreda o seu Espírito e isso mesmo testemunhamos nós, na paz e na esperança. Oferecemos com Cristo o pouco que somos, ganhamos com Cristo o tudo de Deus.

 

+ Manuel Clemente

Sé e Vila d’Este, 27 de Maio de 2012

 
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