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E em vós rebrilhará a luz de Cristo, de que a Imaculada Conceição de Maria foi o primeiro alvor! PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2012

 

NA SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA, PADROEIRA DE PORTUGAL – ORDENAÇÃO DE DIÁCONOS

 

 

1. Amados irmãos aqui reunidos, para celebrar a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, Padroeira de Portugal, e a Ordenação de novos diáconos para o serviço da Igreja:

Com esta celebração entenderemos, sempre mais e melhor, que somos chamados a ser, diante de Deus e do mundo, o que Maria eminentemente foi, desde a sua Conceição Imaculada: «santos e irrepreensíveis, em caridade, na presença de Deus” (Ef 1, 4).

Muito fraternalmente saúdo os que vão ser ordenados, bem como as suas estimadas famílias e pessoas amigas; assim também a todos os caríssimos sacerdotes e diáconos, bem como a todo o Povo de Deus aqui presente, em tão formosa ocasião, no esplendor original da nossa Mãe e Padroeira.

 

Pouco a pouco e francamente, vai crescendo o diaconado na Igreja, cumprindo assim a oportuna decisão do Concílio Vaticano II, cujo feliz cinquentenário começámos a celebrar. Na nossa diocese e disseminados por boa parte dela, os diáconos demonstram já, em diversas comunidades e serviços, a conveniência deste grau da Ordem, segundo a indicação conciliar: «Os diáconos recebem a imposição das mãos, “não para o sacerdócio, mas para o ministério”. Assim, confortados pela graça sacramental, servem o Povo de Deus nos ministérios da liturgia, da palavra e da caridade, em comunhão com o bispo e o seu presbitério. […] Dedicados às tarefas de caridade e administração, recordem os diáconos o conselho de S. Policarpo: “Misericordiosos e diligentes, procedam de harmonia com a verdade do Senhor, que se fez servidor de todos”» (Lumen Gentium, 29).

Pelo episcopado e o presbiterado, Jesus Cristo torna-se sacerdotalmente presente na Igreja e no mundo, em especial na presidência da Eucaristia e da Reconciliação, que a precede ou recupera. Ativa-se assim nos crentes o sacerdócio comum, que nos converte e entrega a Deus, seu e nosso Pai celeste.

O diaconado, por sua vez, representa, sacramentalmente também, a atitude diaconal de Cristo, pela atenção aos mais pobres e fragilizados e na concretização de tudo quanto aproxima o mundo do altar e o altar do mundo. Fazendo-o com diligência, os diáconos motivam os crentes em geral para idêntica atitude, de serviço a todos e prontidão constante.

Motivação redobrada e inteiramente convergente com a recente Carta Apostólica sob a forma de Motu Próprio sobre O Serviço da Caridade, do Papa Bento XVI, em cujo proémio se lê: «…o serviço da caridade é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência; todos os fiéis têm o direito e o dever de se empenharem pessoalmente por viver o mandamento novo que Cristo nos deixou, oferecendo ao homem contemporâneo não só ajuda material, mas também refrigério e cuidado para alma. A Igreja é chamada à prática da diakonia da caridade também a nível comunitário, desde as pequenas comunidades locais passando pelas Igrejas particulares até à Igreja universal». Deste reiterado desejo do Papa sereis, caríssimos ordinandos de diácono, muito particulares cumpridores.

 

2. Isto mesmo nos obriga a um discernimento eclesial lúcido e atento, para divisarmos nas nossas comunidades tanto os sinais concretos de vocação sacerdotal – ou de outras, consagradas ou laicais – como os de vocação diaconal. Neste caso, reparemos nos mais disponíveis, mais humildes, mais generosos e propensos a acolher, a unir e a promover os seus irmãos.

Cumprindo também nisto a intenção do Concílio, acompanhemo-los e apresentemo-los para uma oportuna assunção sacramental, mediante conveniente preparação e precisamente com a ordenação diaconal. Pela sua atitude prévia e pelos serviços comunitários que frequentemente já desempenham, são sobretudo esses os candidatos ao diaconado. Retomamos assim outra indicação conciliar: «É justo, com efeito, que os homens que exercem um ministério verdadeiramente diaconal […], sejam fortificados pela imposição das mãos transmitida já desde o tempo dos Apóstolos, e unidos mais estreitamente ao serviço do altar, para que mais eficazmente desempenhem o seu ministério com a graça sacramental do diaconado» (Ad Gentes, 16).

Assim aconteceu certamente convosco, caríssimos ordinandos de hoje, como com aqueles que vos precederam e já servem como diáconos a Igreja e a sociedade portuenses. E, como os bispos e presbíteros contribuem para o crescimento dum autêntico povo sacerdotal, assim os diáconos, pela respetiva graça e dedicada vida, acrescem a diaconia da Igreja toda, no maior serviço da Igreja e dos pobres. - Graças a Deus, porque assim é e mais ainda há de ser!

Porque é bem necessário reforçar agora tal dimensão da Igreja que somos, caríssimos ordinandos. Se chegastes a este momento tão irrepetível e marcante das vossas vidas cristãs - que se repercutirá, certamente, nas outras dimensões que tendes, da família ao trabalho, do trabalho à sociedade -, foi porque sentistes o apelo divino a ir ainda mais longe, na intensidade caritativa de quanto fazeis e fareis.

Não podia ser doutro modo. Para isso recebereis a graça e por isso vos encontrais aqui; para isso, sobretudo, vos espera um mundo que ainda mais precisa daquela solidariedade que em Cristo encontrou o seu ponto absoluto, que é a nossa única definição também: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15, 12-13). Seja assim convosco, diáconos de aqui a pouco; seja assim convosco, para ser assim com todos, pelo vosso exemplo também.

 

3. Tardava muito que tal acontecesse, até Jesus vir ao mundo. O mundo antigo não conhecera um amor assim e continua a desconhecê-lo quando não conhece a Cristo, ou não é tocado pelo seu Espírito. Mas em Cristo aconteceu, como Sol finalmente aparecido. Sol de que a Imaculada Conceição de Maria foi o primeiro fulgor, como alvorada do amor e madrugada do serviço.

O que Lhe ouvimos responder ao Anjo: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra», antes de ser a resposta da Anunciação foi a qualidade absoluta de Maria, desde a sua Conceição. Por isso ela é a “cheia de graça”, nada tendo em si senão a caridade de Cristo, a nova criação do mundo, que no seu ventre começaria depois.

Caríssimos ordinandos: Tendes famílias, tendes ocupações, tendes aspirações e dificuldades, tão comuns às dos vossos coetâneos e conterrâneos, na generalidade das vidas que se levam, sofrem e projetam. Certamente sentis que esta hora que vivemos, na sociedade que integramos e na Igreja que somos, não pede menos do que tudo, em termos de reposta solidária e criativa.

Pois bem, melhor altura não teríeis para a vossa ordenação do que esta mesma, para em vós se repercutir sacramentalmente a autodefinição do próprio Cristo: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve [= como um diácono]» (Lc 22, 27); para ecoarem em vós as palavras de Maria Imaculada: «Eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 01, 38); e para realizardes plenamente, na Igreja e no mundo, o significado inteiro do vosso novo nome de “diáconos” (= servidores).

A fonte é a única, onde tudo pode e deve recriar-se: a caridade divina. A obra é urgente: uma sociedade finalmente fraterna. A operação é como aqui a divisais, nesta grande assembleia que vos acompanha: a diaconia concreta da Igreja toda. Desta sereis ministros e, para o mundo, aplicadíssimo sinal. E em vós rebrilhará a luz de Cristo de que a Imaculada Conceição de Maria foi o primeiro alvor!

 

+ Manuel Clemente, Sé do Porto, 8 de dezembro de 2012

 

 

Foram ordenados:

Diáconos Permanentes:

  • Djalma Pinto de Sá Moscoso Marques - Oliveira de Azeméis
  • Fernando Ferreira Rodrigues da Conceição - Sobrado, Castelo de Paiva
  • Fernando Joaquim Fernandes Oliveira - Candal, Vila Nova de Gaia
  • Hélder Pacheco Pereira - Candal, Vila Nova de Gaia
  • João António de Oliveira Araújo - Oliveira de Azeméis
  • João Manuel de Araújo Alves - Santiago de Bougado, Trofa
  • Joaquim da Silva Bandeira - Jovim, Gondomar
  • José Agostinho Carvalho Moreira - Leça da Palmeira, Matosinhos
  • José Manuel Rodrigues Gonçalves - Leça da Palmeira, Matosinhos
  • Mário Henrique Pinto dos Santos -  S. Lourenço do Douro, Marco de Canaveses
  • Paulo Jorge Neves Moreira - Parada de Todeia, Paredes
  • Pedro Miguel Ferreira Soares - Alpendurada e Matos, Marco de Canaveses
  • Raúl de Magalhães Borges - Leça da Palmeira, Matosinhos

  • Diácono:
  • Tesha Antipas Edward - Missionários da Consolata
 
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