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SESSÃO SOLENE DE INÍCIO DO ANO LETIVO 2013/2014 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

 

De início, invocou-se o Espírito Santo através do canto do Veni Creator Spiritus, interpretado pelo Coro da Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos, dirigido por António Mário Costa. Seguiram-se algumas palavras de acolhimento do P. Adélio Abreu, diretor do Centro, que enquadrou a sessão e o ano letivo no âmbito do lemaConhecer e confessar Jesus Cristo, inspirado no magistério pontifício recente. Apresentou também a situação do Centro, que no ano que começa conta com cerca de 30 professores e 121 alunos, distribuídos pelos diferentes cursos: Básico de Teologia - 49 alunos; Complementar de Formação de Catequistas - 1; Acólitos - 9; Leitores – 7; Música Litúrgica (Preparatório, Geral e Salmistas) - 55. Agradeceu ainda a colaboração dos secretariados diocesanos, a dedicação dos professores e a confiança que várias comunidades da diocese depositam no Centro para a formação dos seus membros mais empenhados.

Sob o título “Sacrosanctum Concilium”: Primeiro Fruto do II Concílio do Vaticano, foi proferida pelo Cón. João da Silva Peixoto, professor de Liturgia no Centro, uma conferência evocativa do cinquentenário da promulgação da Constituição conciliar sobre a Sagrada Liturgia. Começou por apresentar o movimento litúrgico da primeira metade do século XX, que tornou possível a reforma litúrgica e o próprio texto conciliar, destacando a reflexão e ação do beneditino Lambert Beauduin, monge de Mont-César, na afirmação da liturgia como verdadeira oração da Igreja. Com o duplo objetivo de levar o povo à liturgia e de levar a liturgia ao povo, o movimento litúrgico irradiou para vários países da Europa, também para Portugal, graças sobretudo à relação do beneditino D. António Coelho, desde o tempo do seu noviciado, com movimento litúrgico que despontou a partir de Beauduin. O Cón. João Peixoto evidenciou então o movimento litúrgico em Portugal, fazendo sobressair outras figuras, como D. João Evangelista de Lima Vidal, que, ainda como vigário geral do Patriarcado de Lisboa, caraterizou expressivamente a situação da liturgia na época e refletiu sobre o problema litúrgico como um problema de comunicação religiosa. Já como bispo de Vila Real, convocou e ficou ligado ao Congresso litúrgico realizado naquela cidade em 1926. O movimento litúrgico tinha alcançado já dimensão mundial, quando João XXIII anunciou a convocação do II Concílio do Vaticano. Assim se explica que o Concílio tenha começado precisamente pela discussão da Constituição sobre a liturgia. O documento refletia o que o movimento litúrgico já amadurecera e adequava-se, com a sua linguagem bíblica e litúrgica, ao estilo querido pelo papa João XXIII. Promulgada em 4 de dezembro de 1963, no dia em que se comemoravam quatrocentos anos do encerramento do Concílio de Trento, a Constituição punha termo a uma época – a do fixismo imobilístico tridentino, caraterizado pelo rubricismo – e iniciava uma nova época, caraterizada pela pastoralidade.

A conferência revelou depois a Sacrosanctum Concilium nos seus conteúdos fundamentais, constituída por um preâmbulo, sete capítulos e um apêndice relativo à reforma do calendário. Convidando o auditório sobretudo a ler este e os outros documentos conciliares, o Cón. João Peixoto considerou depois brevemente cada um dos capítulos da Sacrosanctum Concilium: os princípios gerais em ordem à reforma litúrgica, o sagrado mistério da Eucaristia, os outros sacramentos e sacramentais, o ofício divino, o ano litúrgico, a música sacra, a arte e as alfaias litúrgicas. Sobre estes últimos aspetos, referiu que a perspetiva esteticista antecedente deu lugar a uma nova visão ministerial da música e das artes na liturgia. A parte final da conferência foi dedicada a uma apreciação da reforma litúrgica e a salientar os principais aspetos da receção do documento conciliar. O conferencista afirmou então, socorrendo-se do Sínodo dos Bispos de 1985 e do magistério de João Paulo II nos 25 e nos 40 anos da Sacrosanctum Concilium, que a reforma litúrgica é o fruto mais visível de toda a obra conciliar. Relativamente à receção do documento, explicitou os seguintes aspetos: a valorização da presença real de Cristo e da sua obra redentora nas ações litúrgicas; a descoberta da Igreja realizada no âmbito da liturgia, tendo em conta que a assembleia, na sua dimensão ministerial, é sujeito integral da liturgia; a recuperação e valorização da Palavra de Deus nas celebrações, de que são exemplo os novos lecionários, apreciados até em ambiente ecuménico; a redescoberta da presença e ação do Espírito Santo na liturgia. Este último aspeto não se vê diretamente no documento conciliar, mas foi a reforma por ele desencadeada que evidenciou posteriormente a presença do Espírito nos rituais, no novo missal, nos preliminares do ordenamento das leituras da missa e no Catecismo da Igreja Católica, expressão de uma pneumatologia litúrgica riquíssima.

Finda a conferência, D. Pio Alves entregou os diplomas aos alunos que terminaram os seus cursos no último ano letivo: 16 do Curso Básico de Teologia, dois do Curso de Acólitos, quatro do Curso de Leitores, três do Curso de Salmistas e quatro do Curso Geral de Música Litúrgica. Fez então uso da palavra para agradecer o esforço empreendido pelo Centro de Cultura Católica na formação cristã, reconhecendo a importância do seu trabalho no âmbito da diocese, nomeadamente no aprofundamento da condição do cristão e do seguimento de Jesus. Incentivando a que muitas outras pessoas aproveitem as propostas do Centro, D. Pio Alves apelou também a que os agora terminam os seus cursos possam contribuir, sob orientação dos seus párocos, para que a formação recebida possa chegar a mais gente. Por último, destacou o valor do investimento na formação por parte das comunidades cristãs.

A sessão solene foi encerrada com uma breve participação musical dos alunos do Curso de Música Litúrgica. Diogo Carriço, aluno que concluiu este Curso, interpretou ao órgão a Fuga em sol menor de J. S. Bach (BWV 578) e o coro cantou Sicut Cervus de G. P. Palestrina.

 
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