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HOMILIA NA PEREGRINAÇÃO A NOSSA SENHORA DO CASTELINHO - Marco de Canaveses PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2014

 

1.Reunimo-nos em peregrinação neste Santuário de Nossa Senhora do Castelinho, na festa litúrgica da Natividade da Virgem Santa Maria, vivida em dia de feriado municipal do nosso concelho do Marco de Canaveses.

Uma peregrinação é dia da família reunida, da comunidade congregada, das instituições mobilizadas e dos movimentos apostólicos convocados para a missão

Uma peregrinação é uma abençoada oportunidade para o anúncio incessante do evangelho que vivifica a Igreja e congrega as comunidades cristãs num belo momento de celebração da fé, reunidos à volta do altar da Eucaristia. Uma peregrinação afirma publicamente a alegria da fé e a beleza da diversidade das motivações crentes que aqui nos trazem.

A missão para que vos convoco na véspera do início oficial do novo Ano Pastoral é um convite a revigorar a nossa fé para anunciarmos com entusiasmo a alegria do Evangelho.

 

A tarefa de evangelizar não perdeu a sua urgência com o decurso do tempo. Evangelizar é a graça e a missão da própria Igreja. A Igreja é “missão”, diz-nos o Papa Francisco, na Exortação Apostólica: “A Alegria do Evangelho”. O Evangelho não é um bem exclusivo de quem o recebeu, mas constitui uma dádiva a partilhar, uma boa notícia a comunicar.

Que este dia de peregrinação reavive em cada um de nós o desejo e a alegria de «ir» ao encontro dos outros nas nossas famílias, nas nossas escolas, nas nossas empresas, nas nossas instituições, nas nossas terras, levando Cristo a todos.

Convocados pelo Senhor e reunidos em nome de Cristo sentimos o apelo à evangelização e saboreamos a alegria de o fazer.

Esta nossa assembleia de peregrinos vindos de todas as paróquias da nossa Vigararia do Marco vive este dinamismo missionário, consolidando na fé as comunidades que somos e alargando a novas fronteiras o anúncio do Evangelho com criatividade e com alegria.

Vem ao encontro desta urgência de missão e desta pedagogia pastoral a Palavra de Deus que hoje escutamos. S. Paulo escreve à Comunidade cristã de Roma. Esta comunidade aprendeu a percorrer com Paulo o caminho de amor a Jesus Cristo, “sabendo que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam” ( Rom 8, 28-30).

Também hoje o testemunho de um cristianismo vivido com alegria e generosidade pode e deve ser semente de evangelização, levando em tudo, a todos e sempre a boa nova de Jesus Cristo.

À luz desta mensagem do Evangelho, que nos traça as linhas da genealogia de Jesus (Mt 1, 18-23), compreendemos melhor a primeira leitura, em que o profeta Miqueias nos fala da sua alegria, porque “Aquele que vai nascer de Maria, a Mãe por Deus escolhida, será o eleito de Deus que se há-de erguer para apascentar o seu rebanho, pelo poder do Senhor. E Ele trará a Israel a justiça e a paz (Miq 5, 1-4).

3.Maria, de quem hoje celebramos o nascimento, está presente desde sempre no sonho de Deus e cumpre em si este projeto divino de redenção da Humanidade. Isenta do pecado, graças aos méritos de seu Filho, Maria acolhe desde o dia da anunciação este projeto de Deus e acompanha Jesus na sua vida e missão, desde essa hora. O mesmo vai acontecer com Maria, Mãe de Jesus, que acompanha os discípulos e a Igreja nascente, desde o Cenáculo e desde o Calvário, desde a Páscoa e desde o Pentecostes. Assim o sentimos neste dia da festa da Natividade e neste deslumbrante lugar da colina do Castelinho.

É de olhar voltado para a Mãe de Jesus e nossa Mãe, que aqui estamos hoje. Trazemos connosco, Mãe, preces e lágrimas, promessas a cumprir e graças recebidas a agradecer. Trazemos connosco esta terra que é chão e berço, casa e mesa, escola e horizonte de vida. Trazemos connosco pessoas e famílias por inteiro, sonhos e projetos no olhar das crianças e no coração dos jovens, súplicas e louvores que tecem o nosso viver diário. Trazemos connosco o coração disponível para evocar a memória do passado e o coração aberto para acolher o sonho do futuro de uma Igreja que se faça escola da fé desde crianças e desígnio da nossa missão ao longo de toda a vida.

Queremos aprender, ó Mãe, Senhora do Castelinho, a amar a Deus e a servir a Humanidade na família e na comunidade, na oração e no trabalho, no anúncio da alegria da fé e na disponibilidade para a missão,  desenhando com o nosso testemunho cristão o belo rosto materno da Igreja de Jesus na Diocese do Porto.

4. Nesta semana, em que se inicia um novo ano escolar, quero confiar a Nossa Senhora as crianças e os jovens, os alunos e os professores, os funcionários e os pais, as escolas e as famílias, as comunidades e as instituições, para que todos em missão de corresponsabilidade saibamos dar à educação o melhor de nós mesmos.

A Igreja tem neste campo específico da educação longa experiência e acrescida responsabilidade e é chamada a estar presente na Escola, com alegria, dedicação e competência, de muitas formas mas concretamente através dos professores de Educação Moral e Religiosa Católica para bem dos alunos e das escolas.

5. Que Nossa Senhora da Natividade do Castelinho nos ilumine e abençoe neste caminho de missão e nos fortaleça na perseverança da fé e na alegria do Evangelho.

Senhora do Castelinho, Marco de Canaveses, 8 de setembro de 2014

António, Bispo do Porto

 
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