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HOMILIA NAS EXÉQUIAS DO PADRE ACÁCIO RIBEIRO DE FREITAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2014

 

1.Ouvimos a Palavra de Deus que a liturgia exequial nos propõe nesta celebração. Na primeira leitura, Isaías diz-nos que “o Senhor do Universo destruirá a morte para sempre e enxugará as lágrimas de todas as faces, porque Ele é o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e exultemos, porque nos salvou” (Is 25, 6 -9).

Diante da morte e concretamente diante de um sacerdote que parte ao encontro de Deus, em quem acreditou e a quem ofereceu a sua vida, devem ser de serenidade e de confiança os nossos sentimentos, ancorados na fé e sustentados pela certeza da salvação, que de Deus recebemos.

Sabemos pela fé em Jesus Cristo, morto e ressuscitado, como nos lembrava S. Paulo na Carta aos Romanos, que “fomos sepultados com Cristo pelo batismo na sua morte para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos para glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova” (Rom 6, 3-9).

 

Reunimo-nos, hoje, nesta Igreja matriz, onde o Padre Acácio Ribeiro de Freitas tantas vezes celebrou a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição de Cristo e certeza definitiva da Páscoa.

A certeza da ressurreição, fonte de vida, de serenidade e de paz para o Padre Acácio é certamente, hoje, a melhor palavra e o exato sentimento que nos faz serenos na dor e fortes na saudade e nos abre a todos o necessário caminho da bem-aventurança eterna.

Jesus subiu ao monte, diz-nos o evangelho de S. Mateus, e rezou esta bela oração:. “Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado” ( Mt 11, 25-30).

A esperança da salvação de que Isaías nos fala na primeira leitura, transformada em certeza da ressurreição segundo a convicção firme de S. Paulo, é mais facilmente compreendida quando fazemos da vida um caminho de simplicidade e de entrega a Deus. É às pessoas simples e humildes que Deus revela as suas maravilhas.

É isso que vos peço, irmãos sacerdotes, para bem do Povo a quem servimos. Diante de um irmão sacerdote, que parte ao encontro de Deus, compreendemos ainda melhor o valor de nossa vida simples e humildes entregue por inteiro ao serviço do Reino, para fazermos “da alegria do evangelho a nossa missão”, como é lema deste ano pastoral.

Aos discípulos de Jesus foi confiada esta missão: anunciar sempre e em todos os lugares a alegria do evangelho que nos traz a certeza de que a bem-aventurança eterna está ao nosso alcance e é diariamente repartida e multiplicada pelos pobres, pelos humildes e pelos misericordiosos.

O Padre Acácio Ribeiro de Freitas foi dedicado discípulo de Jesus, até ao fim. Nos últimos tempos viveu esta missão peculiar de discípulo, partilhando a cruz de Cristo no sofrimento, que a doença lhe trouxe. Nestas últimas semanas a doença ia delindo a sua vida, apagando o brilho do seu olhar e reduzindo a sua autonomia mas nele continuava a vida do discípulo de Jesus que assim se unia ainda mais à sua cruz redentora. Eram para ele nesses momentos também as palavras do evangelho de hoje: “Vinde a mim todos vós que andais cansados e Eu vos aliviarei” ( Mt 11, 25-30).

Isso mesmo eu senti nas visitas ao Padre Acácio na Casa de Saúde da Boavista, onde estava hospitalizado, quando apreensivo com a sua situação de saúde abordei a Irmã Religiosa que dele se ocupava com desvelo e lhe manifestei a minha preocupação. Dela ouvi esta palavra: «Esteja tranquilo, ele está sereno e confiante em Deus”.

Ali rezei, na última visita que fiz, acompanhado do senhor Vigário Geral, Padre António Coelho, e de um dos seus sobrinhos do Padre Acácio, que ali se encontrava junto dele. Confiei ao Padre Acácio as minhas intenções daquela hora e confiei a sua vida a Deus.

O Padre Acácio nasceu, em Tabuado, Marco de Canaveses, no dia 13 de fevereiro de 1928. Foi ordenado presbítero em 31 de julho de 1955. Ao longo destes cinquenta e nove anos de sacerdote trabalhou pastoralmente em várias paróquias da nossa diocese, nas vigararias de S. João da Madeira, de Baião e agora de Santa Maria da Feira, como pároco de S. Vicente de Louredo e de Santo André de Gião, tendo sido também durante dois anos administrador paroquial de S. Mamede de Guizande.

Quero agradecer a Deus, em nome da nossa Diocese, das Comunidades que serviu e das Escolas em que ensinou, a sua vida e o seu ministério sacerdotal.

Peço-lhe que junto de Deus, agora, ele ajude a crescer na fé, na esperança e na caridade cristãs as comunidades que serviu e implore para os seus paroquianos e para a sua família e para quem dele cuidou a bênção de Deus. Peço-vos, irmãos e irmãs, que acompanhemos o Padre Acácio Ribeiro de Freitas com a nossa oração e com a nossa gratidão.

Que Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, o acolha com a ternura e a benevolência de Mãe.

Igreja de Louredo, Santa Maria da Feira, 19 de setembro de 2014

António, Bispo do Porto

 
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