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HOMILIA NA EUCARISTIA DE MEMÓRIA DOS BISPOS, SACERDOTES E DIÁCONOS DO PORTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2014

 

1. Reunimo-nos, nesta Igreja Catedral, para celebrar a Eucaristia, trazidos pelo desejo e pelo dever de celebrar a memória dos bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos que foram pedras vivas deste templo do Senhor, que é a Igreja de Jesus Cristo no Porto.

Escolhemos este dia, porque celebramos hoje o aniversário da morte do senhor D. Armindo Lopes Coelho, o último bispo que serviu esta Igreja Diocesana e que já partiu ao encontro de Deus.

 

2. Celebra a Igreja neste dia a festa litúrgica dos arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael. Porque vivem junto de Deus, os anjos vêm a sua face e contemplam a sua glória. Uma das missões atribuídas aos anjos é a de serem mensageiros de Deus, trazendo ao mundo notícias de Deus. Esta missão e esta presença dos anjos são visíveis na história de Israel e na vida de Jesus. Os anjos foram mensageiros de Deus na anunciação a Maria, em Nazaré, no nascimento de Jesus, em Belém, na ressurreição, em Jerusalém, junto do túmulo vazio, e na ascensão ao Céus, para dar tranquilidade e ânimo aos discípulos.

“Em verdade, em verdade vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre os discípulos”, dizia-nos, hoje, o evangelho, para nos recordar que a missão dos anjos continua no decurso do tempo e cumpre-se na vida da Igreja e no percurso da sua história (Jo 1, 47-51).

A Igreja, consciente desta presença e fortalecida por esta intercessão, afirma Deus no mundo e irradia o seu amor, vencendo o mal e anunciando a alegria que, através dos anjos e dos santos, dos Céus nos vem. “Alegrai-vos, ó Céus e vós que neles habitais”, ouvíamos na primeira leitura do livro do Apocalipse (Ap 12, 7-12).

 

3. É esta alegria, merecida e encontrada por todos aqueles que nos Céus habitam, que aqui nos reúne. Faz-nos bem recordar, na memória e na gratidão, os nossos bispos que já partiram ao encontro de Deus e, através deles, todos quantos nos precederam na vida, na fé e na missão ao serviço da Igreja do Porto. Atravessando épocas de civilização tão diversificadas e momentos de cultura tão diferentes, eles foram sinal de salvação para o mundo, anúncio corajoso do evangelho, alimento de pão partilhado com os pobres e esperança multiplicada com os que sofrem.

O testemunho de vida dos nossos bispos e o magistério da Igreja, que deles recebemos, devem ser sempre fonte de sabedoria e modelo de santidade a iluminar a inteligência dos crentes, a orientar o sentido da vida das comunidades e a estabelecer pontes de diálogo entre a fé e a cultura, entre a Igreja e a Sociedade.

Aos bispos que hoje recordamos, e por quem rezamos, devemos, no percurso da história da nossa diocese, concretamente nas décadas mais recentes, a lucidez das ideias, a coragem das decisões e a generosidade da entrega, em vidas dadas por inteiro ao serviço da Igreja do Porto.

Recordamo-los como homens livres e generosos, que fizeram da vida uma estrada para seguirem o desígnio da missão e o caminho que Deus percorria com eles. Eles cinzelaram na Igreja que somos o seu rosto missionário, donde irradia a beleza da fé e a alegria do evangelho. Quando chegaram ao Porto, muitos deles já vinham de longe no tempo e na missão. Chegaram aqui depois de caminho andado e com trabalho feito, mas sempre disponíveis e decididos a começar de novo, como se esta fosse a sua primeira e definitiva missão.

Ao conhecer o itinerário do caminho e o testemunho de vida dos nossos bispos, encontramos neles um coração de pastor, coração bom, misericordioso e compassivo, ao jeito do coração de Cristo, o Bom Pastor. Muitas vezes fizeram do sofrimento e do silêncio a escola da compaixão e da caridade e da ousadia pastoral e do exílio um hino de liberdade, que abriu o caminho ao futuro da Igreja e de Portugal.

Eles são para nós testemunhas exemplares de memória  e de profecia, porque nos legaram os sonhos de Deus por eles recebidos para a Igreja do Porto e aqui desenharam o rumo de uma Igreja acolhedora, orante, dinâmica e servidora das grandes causas da Humanidade; uma Igreja decidida e preparada para fazer “da alegria do evangelho a nossa missão”, como é nosso lema pastoral para este ano.

Nos seus bispos encontrou sempre a Igreja do Porto o vínculo da unidade e da comunhão com os sucessores de Pedro e o sinal da caridade e da fraternidade entre todos os seus membros.

Com os nossos bispos viveram, na alegria de uma só fé e na comunhão no ministério ordenado, os sacerdotes e os diáconos, de quem guardamos o nome, a memória e o exemplo e por quem hoje rezamos. Sabemos que o melhor sepulcro dos mortos é sempre o coração agradecido dos vivos! Não há caminhos na nossa diocese que eles não tenham percorrido, nem missão que eles não tenham acolhido com alegria e generosidade. A sua memória é para nós uma bênção e o seu testemunho é herança abençoada que queremos merecer a agradecer. Que Deus a todos recompense e acolha na bem-aventurança eterna!

5. Esta Eucaristia é memorial sagrado da nossa fé e celebração da vida. Da vida do Ressuscitado, espelhada e continuada em vidas que não acabam apenas se transformam; em vidas feitas fontes inesgotáveis da missão da Igreja!

Pela Eucaristia, memorial santo da Páscoa e memória abençoada da gratidão, passa sempre o caminho da Igreja, que tanto mais cresce e se renova quanto mais fizer de Cristo e do testemunho dos seus discípulos o desígnio da sua missão, a fonte da sua esperança e o alicerce do seu futuro. Ámen.

 

Porto, Igreja Catedral 29 de setembro de 2014

António, Bispo do Porto

 
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