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HOMILIA NO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM - NA SEMANA NACIONAL DE EDUCAÇÃO CRISTÃ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2014

 

1.Celebramos o domingo, como dia dedicado a Deus e espaço privilegiado para as famílias viverem e afirmarem a sua fé. Queremos viver este domingo e celebrar esta Eucaristia em comunhão com o Papa Francisco. Hoje, em Roma, começa o Sínodo Extraordinário, o primeiro Sínodo convocado pelo Papa Francisco, sobre “os desafios pastorais da Família no contexto da nova evangelização”.

A partir desta paróquia de S. Cristóvão de Mafamude, na cidade de Gaia, diocese do Porto, queremos, igualmente, significar a nossa comunhão e abertura a todas as famílias, escolas e paróquias de Portugal, neste dia em que se conclui a Semana Nacional de Educação Cristã.

Saúdo as crianças e os jovens, os seus pais e avós, os seus catequistas e professores e a partir desta Igreja, com toda a assembleia cristã aqui reunida, saúdo todos quantos nos acompanham através da Rádio Renascença.

 

Somos uma grande família nesta Comunidade, com centenas de crianças, adolescentes e jovens na catequese, com muitos alunos nas nossas escolas. Mas hoje somos uma família maior onde cabem todas as famílias, dispersas pelo mundo, que nos acompanham nesta celebração. No coração de Deus todos têm lugar. Na oração da Igreja todos estão presentes.

Saúdo com alegria todos quantos nas paróquias e nas escolas da nossa diocese e do nosso país se dão por inteiro à causa da educação. Esta celebração é momento de renovação da vossa missão diante de Deus e perante a Comunidade. Lembro com acrescido carinho todos os que se sentem sem família e todas as famílias que vivem momentos difíceis de provação e de sofrimento, causados pela doença, pelo desemprego, pela falta de alegria e pela ausência de esperança.

2.Ouvimos a Palavra de Deus. O profeta Isaías, na primeira leitura, fala-nos do encanto do vinhateiro pela sua vinha e da dor deste homem quando vê que a vinha por ele cuidada se tornou infértil. Na Bíblia e na pedagogia de Jesus compara-se muitas vezes o Povo de Deus a uma vinha que o proprietário cuida com desvelo. Nem sempre o Povo de Israel, vinha por Deus plantada e cuidada, foi agradecido, atento e sensível à ternura e ao carinho de Deus.

A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens e mulheres de Judá são a plantação escolhida por Deus”, afirma Isaías ( Isaías 5, 7).

A parábola do evangelho retoma a mesma imagem da vinha por Deus trabalhada e diz-nos que Deus escolheu o seu Filho, Jesus Cristo, como pedra fundamental da Igreja, a nova vinha do Senhor, a fim de que produza bons e abundantes frutos. “Esta é a obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos.” (Mt 21, 42).

Por seu lado, S. Paulo na segunda leitura, exorta os cristãos da cidade de Filipos a viver na alegria e na serenidade, respeitando o que é verdadeiro, nobre, justo e digno. São esses os valores perenes do evangelho, frutos que Deus espera da sua vinha que ali plantou pelo anúncio do Evangelho feito por S. Paulo.

3. A missão da Igreja, continuada e renovada no tempo, consiste no anúncio do evangelho, na celebração dos mistérios da fé e no serviço fraterno da caridade, seguindo os valores, paradigmas e critérios que Jesus nos deixou.

Também nós somos chamados a anunciar a alegria do evangelho, como o fez Paulo junto dos Filipenses no seu tempo. Como o fazem hoje tantos pais, catequistas, professores e educadores da fé! Como o fazem com novo ardor, renovada alegria e aumentado entusiasmo, neste tempo, tantas famílias cristãs!

A Igreja, consciente da sua missão e conhecedora do valor da família na sociedade sabe quanto «a família tem por dever ser um espaço onde o evangelho é transmitido e de onde o evangelho irradia» (Paulo VI, E.N. n.º 71).

A educação cristã realizada em cada família, em cada escola e em cada paróquia não pode ser um tesouro guardado ou uma experiência vivida apenas no interior das mesmas, mas é um dom do Senhor e uma bênção de Deus parao mundo e para a cultura do nosso tempo.

Vivemos um momento de profunda e complexa mudança cultural. A família, parte viva da sociedade, também mudou. Neste contexto de mudança, cumpre-nos afirmar o desígnio de Deus sobre a família e dizer que a Igreja acredita no valor sagrado e insubstituível da família, afirma sem ambiguidade o valor do matrimónio entre homem e mulher, defende a vida como dom primeiro e maior desde a conceção até à morte natural, valoriza o sentido de pertença da família à comunidade humana e cristã e deve ser acolhedora, próxima e presente junto das famílias que vivem momentos de dificuldade, de provação e situações de rutura ou de dor. A Igreja é sempre, em todas as situações, uma verdadeira mãe que deve espelhar o rosto terno, acolhedor e compassivo de Deus.

Na sua missão educativa, como em todas as outras, a família nunca esteve só. É clara a mensagem do evangelho e tem de ser corajosa e criativa a ação da Igreja no campo da educação à qual todos devem ter acesso livre e igual.

4. Escolhemos como lema pastoral na diocese do Porto: “a alegria do evangelho é a nossa missão. Isto só é possível se cada um de nós estabelecer um encontro pessoal com Cristo e dele partir para a missão.

É a partir deste encontro com Cristo, aberto à vivência da fé em família e em comunidade e à implicação concreta na vida do mundo, que descobriremos como tem sentido e valor todo o esforço realizado diariamente nas nossas escolas e nas nossas catequeses.

Uma fé viva, acolhida, celebrada e transmitida enraíza-nos em Cristo, torna-nos firmes na fé e faz das nossas famílias testemunhas do seu amor no mundo, escola de uma bela experiência de fé e de vida de tantas crianças e jovens. As crianças e os jovens das nossas escolas e comunidades dizem-nos tantas vezes como estão próximos de Deus, como se sentem atentos à sua voz e como se revelam disponíveis para a missão em Igreja.

Muitas destas crianças e destes jovens não têm nem lêem outro evangelho senão aquele que vêm escrito e impresso na vida dos seus pais e avós e no testemunho coerente dos seus catequistas e professores. Aqui reside um dos valores maiores das famílias cristãs e um dos desafios mais urgentes que se colocam aos catequistas e aos professores, concretamente aos professores de Educação Moral e Religiosa Católica, assim como às escolas no seu todo e muito particularmente às escolas católicas.

Esta é a hora de agradecer a todos quantos na família, na paróquia, na escola e nos movimentos apostólicas se entregam com alegria e generosidade a esta nobre causa da educação. Obrigado, em nome da Igreja de Portugal!

5. Neste início do mês do Rosário, invoco, com acrescida veneração, Maria, Mãe de Deus e Educadora da fé, e peço-lhe que abençoe as famílias, as escolas e as comunidades e conduza os passos dos párocos, dos pais e avós, dos catequistas e dos professores nesta bela e necessária missão de educadores da fé. Ámen.

Mafamude, Igreja matriz, 5 de outubro de 2014.

António, Bispo do Porto

 
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