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HOMILIA NO INÍCIO DA MISSÃO DOS MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2014

 

1. Damos hoje início á missão de alguns membros das nossas comunidades paroquiais como Ministros Extraordinários da Comunhão. Sede bem-vindos. Agradeço a vossa generosidade. Louvo a vossa disponibilidade. É bela e muito necessária a missão que hoje vos confio e o serviço eclesial para que vos nomeio. Agradeço, igualmente, aos vossos párocos que vos indicaram, às comunidades donde vindes e que ides servir e ao Secretariado Diocesano de Liturgia que vos acompanhou na formação inicial e que caminhará convosco na missão e na formação ao longo do tempo.

 

Muitos são os sinais na vida da Igreja, como este da vossa disponibilidade, que nos revelam que o nome e a mensagem de Deus, mesmo em tempos distraídos e confusos, como são os nossos, suscitam interesse e exercem um novo fascínio na vida dos crentes, sempre que está no horizonte o serviço dos irmãos. A decisão da Igreja, depois do Concílio Vaticano II, de criar este serviço e de nomear Ministros Extraordinários da Comunhão é uma bênção, que nunca nos devemos cansar de agradecer.

Sabemos bem quanto a vida das pessoas e dos povos pode ser animada pela Palavra de Deus e transformada e fortalecida pelo alimento que nos vem do Corpo do Senhor. Importa abrir a Deus um caminho novo no coração dos homens e mulheres do nosso tempo para que escutem a sua Palavra e se alimentem do Corpo de Cristo.

Os Ministros Extraordinários da Comunhão ajudam sobretudo os doentes a quem são enviados em nome da comunidade e redescobrem diariamente que Deus reata os laços de amizade e de comunhão, por nós quebrados, tantas vezes, com os que mais sofrem.

2.A Palavra de Deus que ouvimos é disso certeza clara e afirmação muito bela. O desvelo do vinhateiro com a sua vinha, o cuidado de Deus com o povo de Israel e o dom do Filho de Deus enviado para redimir e salvar a Humanidade são sinais de amor divino tão necessários ao nosso tempo. De olhos postos em Deus e aconchegando ao coração o Corpo de Cristo que se faz alimento de vida por nós partilhado e multiplicado com tantos irmãos descobrimos no exemplo de Cristo a verdade e a oportunidade do conselho de Paulo na segunda leitura: “O que aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes em mim é o que deveis praticar. O Deus da paz estará convosco” (Fil 4, 6-9).

O que significa afirmar que Jesus de Nazaré, que viveu há dois mil anos e que agora ides levar em comunhão aos nossos irmãos, é nosso contemporâneo? Jesus entrou na história humana e continua a viver nela neste corpo frágil e necessitado de purificação mas também cheio do amor divino e da caridade cristã, que é a Igreja. Esta contemporaneidade de Jesus revela-se de modo especial na Eucaristia, na qual Ele está presente com a sua paixão, morte e ressurreição.

Nosso contemporâneo e companheiro de caminhada, Jesus é, pela Eucaristia, nosso alimento de peregrinos. Sois chamados, caríssimos irmãos e irmãs, Ministros Extraordinários da Comunhão, a partir de hoje e enviados a partir desta igreja-mãe da diocese, a repartir o Pão da Vida nas Eucaristias celebradas em cada comunidade e a levar o mesmo Corpo de Cristo aos irmãos e irmãs doentes e idosos. Convosco vai, também, toda a comunidade cristã e no vosso olhar espelha-se o olhar de Deus, a presença atuante da Igreja e o amor solícito dos irmãos. É esta uma bela e abençoada forma de presença, de proximidade e de fraternidade de cada comunidade cristã junto dos seus membros. Trazei de volta à comunidade as notícias destes irmãos, as suas intuições, os seus desabafos e os seus testemunhos. Nas notícias que deles nos dais trazeis-nos notícias de Deus e nos testemunhos de fé e de vida neles encontrados descobrimos, também nós, o rosto belo da Igreja que somos.

3.Construindo e consolidando cada vez mais esta rede humana de laços que nos unem, de certezas da fé que partilhamos, de sinais de Deus que repartimos, da mesma Palavra de Deus que escutamos e dos sacramentos que celebramos, sabemo-nos Igreja diocesana, fraternidade de famílias, que confirma a esperança e anima a vida e a fé das famílias da nossa diocese. Vivemos este dia unidos ao Papa Francisco, que nesta manhã deu início, em Roma, ao Sínodo Extraordinário sobre a Família.

É em família e com todas as famílias da nossa diocese e em cada comunidade cristã, verdadeira família de famílias, que queremos viver este Sínodo. Esta celebração que tem presentes tantos membros vindos das diversas comunidades paroquiais da nossa diocese é sinal visível da nossa unidade, certeza da nossa alegria e fonte de renovação das nossas famílias, como comunidades de amor, santuários de vida e verdadeiras igrejas domésticas.

4. É no horizonte deste ano pastoral, que há um mês aqui iniciamos, que faremos também desta vossa missão caminho de abertura aos múltiplos sinais que Deus nos dá em pessoas, gestos e intuições pastorais onde “a alegria do Evangelho é a nossa missão”.

A vossa missão de Ministros Extraordinários da Comunhão é este momento sagrado e este lugar abençoado onde o pão repartido e multiplicado faz felizes os pobres; as lágrimas, por vós choradas com os que sofrem, alivia a sua dor; a paz construída nas visitas que fazeis torna o mundo melhor; a misericórdia aprendida no diálogo com aqueles a quem sois enviados converte o coração; a proximidade procurada com a vossa presença abre caminhos de fraternidade e de esperança para os que vivem mais sós.

 

5. Que Nossa Senhora, Mãe de Jesus, nossa Mãe e Padroeira desta Catedral e da nossa Diocese, nos anime, inspire e fortaleça na alegria de caminhar e na coragem da missão que de Jesus hoje recebeis. Ámen!

Porto, Igreja Catedral, 5 de outubro de 2014

António, Bispo do Porto

 
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