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HOMILIA NA EUCARISTIA DOS 50 ANOS DA ULTREIA DE MATOSINHOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2014

1.Celebramos esta Eucaristia na Igreja de S. Miguel de Leça da Palmeira, em cuja paróquia, há precisamente 50 anos, se iniciaram as Ultreias do Movimento dos Cursilhos de Cristandade, na Vigararia de Matosinhos.

Estamos a viver em Portugal, desde há algum tempo, o jubileu do Movimento dos Cursilhos de Cristandade em cada Diocese. Lembremos que o primeiro Curso de Cristandade, em Portugal, foi realizado em Fátima, em novembro de 1960. Os Cursilhos de Cristandade tinham começado, em Espanha, em 1944.

 

 

Em todas as dioceses portuguesas, os Cursilhos de Cristandade foram, ao longo destes cinquenta e quatro anos, um movimento apostólico e fermento de evangelização, que ajudou os cristãos ao aprofundamento da fé e ofereceu oportunidades de experiência de Deus e de encontro com Cristo a milhares de homens e de senhoras.

 

Num primeiro momento, animados pela força do Espírito, os Cursilhos de Cristandade foram ao encontro dos mais distantes da Igreja e porventura mais afastados de Deus, aos que vivem nas periferias, como lhe chama agora o Papa Francisco. Viveram-se horas inesquecíveis de graça e de conversão! Ajudados pelos novos cursistas muitas comunidades cristãs viveram e vivem momentos de intensa renovação pastoral!

 

Um dos carismas deste movimento apostólico consiste em transformar os ambientes com os valores do Evangelho. Soava nesse momento a hora da evangelização dos ambientes humanos, familiares, profissionais, culturais e sociais, na continuidade de tanto já anteriormente feito pela Acção Católica e como antecipação do espírito renovador do Concílio, que se anunciava já no horizonte da vida da Igreja.

 

O segredo da eficácia da pedagogia apostólica cursilhista está na vida espiritual coerente dos seus membros, na procura de uma continuada formação, na vivência comunitária dos grupos e na acção apostólica de todos. O célebre tripé: piedade, estudo e acção, sustenta vidas cristãs conscientes e alicerça grupos apostólicos decididos a viver, em Igreja, o amor a Cristo e a serem, nos seus ambientes, fermento de um mundo melhor.

 

Cinco décadas passadas, os Cursilhos de Cristandade estão conscientes de que os tempos mudaram, mas estão igualmente convictos de que a força do Espírito que os fez nascer permanece a mesma e de que a missão que constituiu o seu carisma fundador é hoje tão premente como há 50 anos. Os novos Cursos, em cada ano realizados na nossa Diocese do Porto, dizem-nos isso com a beleza da primeira hora, acrescida do extraordinário testemunho de fidelidade dos que vêm desde o início e que acolhem, como irmãos mais velhos, os que agora chegam.

 

Poucas serão na nossa Diocese, as Comunidades cristãs que não usufruem do testemunho cristão dos Cursistas e desta experiência evangelizadora no interior das comunidades. Muitos são hoje os ambientes que devem o seu viver cristão ao dinamismo apostólico de quem passou por esta experiência única de um Curso de Cristandade.

Esta é certamente para todos nós e concretamente para esta Vigararia de Matosinhos uma hora de acção de graças. A Igreja não esquece quem abriu o coração aos mistérios insondáveis do amor de Deus, em horas únicas de encontro com Cristo e de descoberta do fundamental cristão, renascendo homem e mulher novos e irrompendo pelo mundo com o incansável ardor do discípulo e com o insuperável entusiasmo do apóstolo de Jesus.

 

2. Serve de modelo e de patrono ao Movimento dos Cursilhos de Cristandade, o apaixonado mensageiro do Evangelho, S. Paulo. É ele que na primeira leitura, da Carta aos Coríntios, nos recorda que “na diversidade de dons, de operações, de membros e de ministérios, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só Corpo” (1 Cor 12, 3-13).

A partir deste texto tem ainda mais sentido descobrir esta sintonia permanente entre a vida e a missão do apóstolo Paulo e a vida e a missão do cursista. Um e outro se sentiram iluminados por Cristo, em diferentes caminhos de Damasco, e enviados em missão por novos caminhos, sem medos nem fronteiras.

 

A vanguarda da missão foi sempre o desígnio apostólico de Paulo e é hoje o lugar do testemunho do cursista. Escrevem-se com novos nomes e novas vidas, em testemunhos de heroicidade e em gestos discretos e acções ignoradas, também hoje os Actos dos Apóstolos da Igreja dos nossos tempos.

 

Todos sentimos o valor apostólico do caminho feito e da missão realizada e todos conhecemos a urgência da missão que temos diante de nós. Cumpre-nos olhar o futuro e relermos, à luz do Evangelho, a parábola do fermento que leveda o pão e lhe dá sabor e qualidade. E porque de fermento da sociedade se trata quando falamos dos Cursilhos de Cristandade é necessário que do fermento do Evangelho se guarde sempre a qualidade e o valor.

 

A sociedade de hoje, que somos chamados a evangelizar, exige e merece de nós esta qualidade da mensagem e este trabalho atento de quem lhe dá sentido e sabor. A melhor palavra que dos Cursos nos fala é o exemplo e o testemunho dos cursistas, que querem fazer diariamente na família, na escola, no trabalho e na comunidade da “alegria do evangelho nossa missão”, como é nosso lema deste ano pastoral.

 

3. Pertence-nos a nós sacerdotes estarmos disponíveis para acolher este dom do Espírito às suas Igrejas e acompanharmos os cursistas com a abertura espiritual de quem os ajuda a crescer na vida e na fé, ao longo do pós-curso, nesse diariamente renovado quarto dia.

 

Pertence às comunidades darem espaço de acção apostólica e abrirem horizonte de missão a esta presença de quem encontrou Cristo nessa experiência intensa de um Curso de Cristandade e de quem precisa de descobrir o rosto deste mesmo Senhor Jesus, vivo e ressuscitado, na vida das nossas Comunidades.

 

Que Nossa Senhora, Mãe da Igreja, e S. Paulo, nosso padroeiro, nos abençoem, protejam e fortaleçam para que façamos da alegria do evangelho verdadeira missão cursista, na Diocese do Porto.

De Colores!

Leça da Palmeira, 14 de outubro de 2014

António, Bispo do Porto

 
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