Faixa publicitária
Solenidade da Imaculada Conceição PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2014

1.Bendito seja Deus que nos abençoou em Cristo. E n’Ele nos escolheu” (Ef. 1, 3-12)”. É com as palavras deste magnífico hino da carta aos Efésios, que hoje ouvimos proclamar na segunda leitura, que saúdo Maria, a escolhida de Deus para ser Mãe de Jesus. É com estas mesmas palavras que saúdo a Comunidade cristã da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Porto, Cidade da Virgem, neste dia em que celebramos a Padroeira de Portugal e evocamos o 160.º aniversário da definição pelo Papa Pio IX do dogma da Imaculada Conceição.

Em Maria concretiza-se a esperança do povo de Israel e desenha-se o caminho daqueles povos que procuram a verdade, a concórdia, o bem, a dignidade, a justiça e a paz.

 

Maria é a expressão e o rosto da nova Humanidade, enriquecida pela graça de Deus, como o provam as palavras do Evangelho de hoje, na saudação do Anjo que proclama: «O Senhor está contigo, encontraste graça diante de Deus» (Luc 1, 28-30).

Maria converte-se, assim, na figura por excelência do Advento. Ela é sinal da presença de Deus no meio dos homens, ao anunciar-nos que o Natal vai acontecer. Ela é o modelo da nova Humanidade que ama e espera, que recebe e aceita Deus, que acolhe a sua Palavra. Ela é feliz, porque acreditou que havia de cumprir-se quanto o Anjo de Deus lhe anunciara. No horizonte da esperança de uma Humanidade que Deus salva, encontra-se a resposta de Maria: «Faça-se em mim segundo a tua Palavra» (Luc 1,38).

A vida de Maria, a Imaculada Conceição, foi um longo e exigente caminho de fidelidade ao projeto de Deus. Com Maria saibamos, também nós, abrir o nosso coração para fazermos da “alegria do evangelho a nossa missão”, como é lema pastoral na nossa Diocese.

 

2. São grandes as incertezas, os desafios, os apelos e as angústias deste tempo em que vivemos e do mundo que somos chamados a servir, onde os pobres, os que sofrem e os refugiados são em tão grande número. Mas é bem maior ainda a bênção da presença de Deus, manifestada no rosto terno de Maria, a Imaculada Conceição, e espelhada no rosto materno da Igreja.

Por tudo isto, a nossa forma de amar a Deus no Porto, o nosso modo de anunciar a alegria do Evangelho, o nosso jeito de construir aqui e agora “a casa para a alegria do evangelho” consiste em preparar o mundo em que vivemos para celebrar Natal, abrindo o nosso coração à paz e a nossa casa aos mais pobres.

Consciente do amor de Deus por esta sua Igreja, que está no Porto, e por cada um de nós, torna-se mais visível para mim fazer desta hora que vivemos uma hora de desafio à missão de anunciar a alegria do evangelho.

É nesta Igreja viva, em que cada paróquia é chamada a acolher o Evangelho e a celebrar a fé integrada na comunhão da Igreja Diocesana, que devemos viver hoje esta Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, colocando no seu coração de Mãe os nossos projetos pastorais para a Igreja do Porto.

É urgente cultivar entre nós e a partir de nós no coração do mundo a alegria da fé, as razões da nossa esperança e a ousadia criativa da caridade. O futuro, que nasce por entre luzes e sombras do tempo presente, só é possível a partir da força interior do coração humano tocado pelo amor, pela graça e pelo perdão de Deus e decidido a inundar de bondade, de esperança e de paz o mundo, para que as bem-aventuranças do reino estejam ao alcance de todos por igual.

Nesta caminhada de Advento/Natal sentimos que este pulsar novo da Igreja se deve fazer sentir necessariamente nas famílias e nas paróquias. Que também as famílias e as paróquias da nossa Diocese aprendam na escola do presépio e no exemplo de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, e se deixem encantar neste Natal e sempre pela novidade revigorante da alegria do evangelho.

 

3. A ordenação de dois diáconos, a caminho do presbiterado e de quatro diáconos permanentes, que vamos celebrar logo à tarde, na Sé, constitui mais um sinal da bênção de Deus derramada sobre o povo que somos. Uma ordenação é sempre, para a Igreja e para o mundo, uma bênção.

Que todos possam ver em nós, sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, em tudo e sempre, verdadeiros discípulos de Cristo e possam encontrar em nós sinais visíveis da bondade de Deus e do seu amor pela Humanidade. Sejamos mensageiros felizes da alegria do Evangelho, do qual devemos ser servidores generosos e disponíveis.

Rezo a Deus, para que a prontidão de Maria na sua resposta a Deus, a fidelidade de Maria ao projeto divino e a felicidade experimentada por Maria, ao dar Jesus, o Filho de Deus, ao Mundo, sejam para nós um exemplo e façam surgir na Igreja do Porto homens e mulheres, crianças, jovens e adultos disponíveis para fazermos do anúncio da “alegria do evangelho a nossa missão”.

Que Nossa Senhora, a Imaculada Conceição, a Quem confio e consagro esta Paróquia de que Ela é Mãe e Padroeira, seja para a Igreja diocesana do Porto estímulo da nossa esperança e certeza da nossa alegria.

 

 

Porto, igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro de 2014

António, Bispo do Porto

 
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Quer receber as nossas novidades no seu e-mail? Subscreva a nossa Newsletter especificando o seu endereço de e-mail:

D. António Francisco dos Santos fala sobre o padre Joaquim Cunha, sacerdote mais idoso de Portugal

Missa
2017-06-14 15:57:08
Terço
2017-06-14 15:56:37
Programa e Ficha de inscrição.
2017-06-02 09:34:51
Ficha de inscrição.
2017-06-02 09:34:11
Faixa publicitária
Faixa publicitária


© Diocese do Porto, Todos os Direitos Reservados.