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HOMILIA NAS EXÉQUIAS DO PADRE ANTÓNIO ALVES RORIZ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2014

1.O mistério do nascimento de Jesus, o Filho de Deus, e os valores culturais que envolvem o Natal oferecem-nos o sentido da celebração deste domingo nas nossas comunidades cristãs – a Festa desta singular família de Jesus, Maria e José.

É o valor, o sentido e a missão da família que hoje se exaltam e que aqui celebramos. A partir deste olhar para a família de Jesus, nós somos convidados a celebrar a família humana e a pedir às famílias que aprendam a viver à luz da casa de Nazaré e da mensagem de Jesus.

Jesus precisou de uma família. Esta família está ligada a uma terra e a um povo: à cidade de Nazaré e ao povo de Israel, com a sua história, o seu percurso e com tantos acontecimentos que definiram e moldaram a sua cultura e a sua religiosidade.

 

A família aparece-nos, na Palavra hoje proclamada e na exemplaridade encontrada nesta singular família de Jesus, como o espaço de vida, de amor e de fé.

Os tempos mudaram nas formas e nos conteúdos de viver e até de ser, mas mal vai ao mundo e à nossa cultura se estes valores da vida, do amor e da fé que devem configurar a estrutura sólida da família não se mantiverem actuais e não forem preservados no futuro!

2. A primeira leitura (Ecl 3, 3-17) apresenta-nos algumas atitudes concretas dos filhos em relação aos pais. O texto repete cinco vezes a palavra “honrar” que significa dar o devido valor e reconhecer a importância dos outros, da sua vida e da sua missão: neste caso concreto, a importância dos pais e dos avós em relação aos filhos e aos netos.

Nem sempre temos sabido dar o valor merecido e a atenção necessária aos idosos nesta relação de harmonia, de ternura, de carinho e de beleza que eles oferecem ao crescimento saudável e feliz das gerações mais novas. Creio, felizmente, que estamos a reaprender o caminho esquecido durante algum tempo. Importa descobrirmos de novo o lugar imprescindível e a sabedoria inesgotável dos mais idosos na construção do futuro. Os idosos não são o passado, o ontem, o já vivido, que se pode esquecer com facilidade ou ignorar sem disso sentir falta. Os idosos são a garantia, a escola e a luz que abrem caminho ao amanhã e iluminam o futuro. Os idosos, concretamente os nossos sacerdotes idosos, são para todos nós uma bênção.

A segunda leitura (Col 3, 12-21) sugere-nos os sentimentos de que se deve revestir a família segundo a perspectiva paulina: sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, de tolerância e de perdão.

Aqui reside certamente o segredo da fidelidade e aqui se situa um dos critérios de felicidade de tantas famílias que vão moldando nestes sentimentos a forma, o estilo e o conteúdo de vida e as razões sublimes da alegria de ser família. Os sentimentos referidos e propostos por S. Paulo são estruturantes de um diálogo de liberdade e de harmonia, de uma compreensão sem barreiras nem limites, de uma inesgotável comunhão de amor nos casais e de uma fecundidade humana e espiritual que faz de tantas famílias verdadeiras comunidades de amor e santuários de vida.

O evangelho (Lc 2, 22-40) coloca-nos diante desta singular família de Nazaré. À porta do templo de Jerusalém, decididos a cumprir as prescrições religiosas da sua terra, apresentando Jesus no templo, Maria e José são surpreendidos por duas pessoas, de idade avançada, que aguardavam ansiosos este momento: Simeão e Ana. Um homem e uma mulher idosos, de olhar voltado para o futuro, capazes de perceber os sinais de Deus na vida humana e na história do Mundo.

Simeão e Ana tomam Jesus nos braços e reconhecem, neste Menino, o Messias enviado por Deus como luz e salvação. A partir daquele encontro com o Filho de Deus passaram a falar de Jesus a todos os que esperavam a libertação de Israel e a salvação do Mundo. Esta é a nossa missão: acolher Jesus e anunciá-Lo; celebrar Natal e irradiar a alegria do evangelho e a certeza de que o Natal é também hoje.

Quem de nós tem esta mesma coragem de acolher Jesus nos braços e no coração e de falar d’Ele a todos os que encontra?

Esta é a missão das famílias cristãs, acolhendo Jesus no dom de seus filhos e ampliando este acolhimento a tantas outras crianças a quem falta o aconchego sereno e saudável de uma família e a alegria tão necessária para crescer em idade, em sabedoria e em graça.

3. Acolher Jesus e o seu chamamento e segui-lo como discípulo disponível para anunciar a alegria do evangelho foi também a vida e o ministério do Padre António Alves Roriz, de quem celebramos hoje solenes Exéquias.

O Padre António Roriz nasceu a 14 de junho de 1919. Foi ordenado presbítero a 1 de janeiro de 1946. Iniciou o seu ministério pastoral como pároco de Santo Estêvão de Barrosas, na Vigararia de Lousada. Em 1950 foi nomeado pároco de Santa Leocádia, em Baião, e daí veio, seis anos depois, para Fol

gosa da Maia, onde permaneceu até ao momento em que a idade e a falta de saúde o levaram a pedir ao senhor D. Armindo Lopes Coelho, nosso Bispo, para o dispensar do múnus de pároco, continuando aqui a residir.

Demos graças a Deus pela longa vida do Padre António Roriz e pelo ministério sacerdotal destes 69 anos. Quando o visitei neste peregrinar, semana a semana, ao encontro dos sacerdotes da nossa Diocese encontrei-o a rezar o terço ao som e em sintonia com a Rádio renascença e senti nele a alegria e a serenidade de quem se tinha entregue a Deus e à Igreja até ao limite das suas forças.

Quero agradecer em nome da Igreja do Porto o testemunho sacerdotal e o trabalho pastoral realizado pelo Padre António Roriz na nossa Diocese e renovo-lhe aqui a gratidão pela sua generosidade, que fez dele, segundo palavras escritas de D. Júlio Tavares Rebimbas, nosso Bispo, um benemérito da Casa Diocesana de Vilar, a quando da sua construção.

4. Imploremos da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, bênçãos e graças para todas as famílias da nossa Diocese, particularmente para as famílias dos nossos sacerdotes, para que, ao vermos partir ao encontro de Deus este irmão sacerdote, sintamos que novas vocações podem e devem surgir no ambiente abençoado de tantas famílias cristãs da nossa Diocese.

Folgosa, Maia, 28 de dezembro de 2014

António Francisco, Bispo do Porto

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