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Homilia- Domingo de Ramos na Paixão do Senhor PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2015

1.”Hoje estamos reunidos para darmos início, em união com toda a Igreja, à celebração do mistério pascal do Senhor, isto é da sua paixão e ressurreição”. Iniciamos com estas palavras da liturgia, com estes mesmos sentimentos e com esta renovada convicção de fé a nossa celebração neste domingo, primeiro dia da Semana Maior.

 

A liturgia do domingo de Ramos e da Paixão do Senhor recorda e revive a entrada de Jesus em Jerusalém. O evangelho diz-nos como foram muitos os que nesse dia aclamaram Jesus, ao chegar à cidade santa. Estava próxima a Páscoa. Avizinhavam-se os dias da festa que congregava anualmente, em Jerusalém, multidões de peregrinos.

 

Na mensagem que a todos dirigi, no início da quaresma, convidei a diocese a fazer uma peregrinação interior, em caminhada de quaresma-páscoa, para abrirmos as portas do coração à alegria do evangelho. Quisemos, assim, caminhar, ao longo da quaresma, de olhar voltado para Deus, abrindo, semana a semana, uma porta à alegria do evangelho; assumindo desafios, atitudes e gestos concretos de serviço aos irmãos, nas nossas famílias e nas nossas comunidades. Por seu lado o nosso contributo, fruto da renúncia quaresmal, vai transformar-se em partilha fraterna com os nossos irmãos pobres da nossa Diocese e com a Igreja da Guiné-Bissau para ajudar na escolarização das crianças daquele país lusófono, um dos países mais pobres do mundo.

 

2. Para fazermos esta caminhada quaresmal, rumo à Páscoa, e abrirmos as portas do coração à alegria do evangelho necessitamos, no meio das dificuldades do caminho, de ouvir “uma palavra de alento e de esperança”, como nos diz Isaías, o profeta, neste impressionante cântico do Servo de Javé. (Is. 50, 4).

Voltamo-nos para Deus na procura desta palavra de alento e vemos em vós jovens, como nos lembra o Papa Francisco, na mensagem para o dia de hoje, os grandes protagonistas da esperança da Igreja e do futuro do mundo. Vós tendes o coração trabalhado por Deus e sois profetas de um mundo novo e esperança para uma Igreja renovada e evangelizadora, que deve ser escola de fé e de oração, onde homens e mulheres de boa vontade aprendam as bem-aventuranças do evangelho.

O texto do evangelho de hoje, nesta narração pormenorizada da paixão de Jesus, abre-nos a porta da Semana Maior e convida-nos a participar em todos os momentos aí vividos e em todos os mistérios aí celebrados.

Peço-vos, irmãos e irmãs, que façamos esta experiência espiritual participando nas celebrações do Tríduo Pascal. Quantas vezes o acontecimento, a beleza e a dignidade da liturgia celebrada se tornaram para tantos de nós momento providencial de conversão pessoal e experiência abençoada de encontro com Jesus e com a Igreja!

Sempre que nos encontramos com Jesus, vemos n’Ele o rosto de Deus, que é Pai, cheio de bondade, de paciência, de misericórdia e de perdão. Sempre que nos encontramos com Jesus, somos por Ele e com Ele guiados pelos caminhos da fé, que são necessariamente caminhos de humildade e de despojamento, como nos recorda S. Paulo na Carta aos Filipenses (cf Fil 2, 6-11).

 

3. Ir ao encontro de Jesus Cristo, caminhar com Ele e anunciar o evangelho não é para nós uma opção facultativa. É um imperativo assumido; é uma decisão consciente; é um caminho que urge percorrer; é uma missão, hoje mais necessária do que nunca.

É isso, afinal, que procuraremos, de modo muito concreto, ao longo desta semana, animados por dois sentimentos: o louvor como fizeram os que acolheram Jesus na sua entrada na cidade santa, e a gratidão pelo dom maior que Jesus oferece à Humanidade, que é a sua vida, o seu corpo e o seu sangue, o seu amor. Ao jeito das crianças e da multidão, em Jerusalém, aclamemos também nós o Senhor, não só com ramos nem tanto com o gesto dos mantos estendidos no chão, mas sobretudo com a nossa vida oferecida em sinal de gratidão e de adoração, neste tempo em que celebramos a sua Paixão.

Iniciei esta semana santa, ontem, na vigília deste Domingo de Ramos. O pároco da comunidade onde celebrava a Eucaristia propôs à assembleia cristã, numerosa e participativa, um itinerário espiritual de adoração eucarística até sexta-feira santa, revivendo em oração os passos de Jesus desde a entrada em Jerusalém ao Cenáculo, desde o Getsémani ao Pretório e daqui até ao Calvário. Façamo-nos, também nós, presença orante neste caminho de Jesus e no caminho de tantos mártires da fé, em países feridos pela violência, pelo ódio e pela perseguição religiosa.. “Velai e orai”, pedia Jesus aos seus discípulos, no momento da paixão e pede-nos também a nós, hoje (Mc 14, 37).

 

Que Maria, Mãe de Jesus, que acompanhou com desvelo constante e carinho materno, a vida de Seu Filho em todas as horas e concretamente nas horas da sua paixão, morte e ressurreição, nos acompanhe, ampare e fortaleça neste itinerário que nos conduz à Páscoa do Ressuscitado.

Porto, Sé Catedral, 29 de março de 2015

António, Bispo do Porto

 
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