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Homilia - Celebração da Paixão do Senhor PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2015

1.A ação litúrgica da sexta-feira santa, nos seus vários momentos celebrativos, oferece-nos tempo “para unir os corações do Senhor Jesus e do seu Povo”(Papa Francisco, EG 143 e 144).

Escutemos, por isso, como quem contempla as palavras que Cristo pronunciou desde os primeiros momentos da sua paixão até à sua morte na cruz.

 

Perante a ira de Pedro, Jesus recomenda-lhe serenidade e paciência: “Mete a espada na bainha. O cálice que o Pai me deu, não havia de bebê-lo?” (Jo 18, 11).

 

A Pilatos, que o interrogava se Ele era o Rei dos judeus, Jesus convida-o a perceber a diferença entre os sonhos de Deus e as ambições do mundo: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é deste mundo”(Jo 18, 36).

Quando ao pé da cruz, Jesus viu sua Mãe e João o discípulo ali presente, disse-lhe com este jeito profético de quem nos dá a garantia de que Maria será nossa Mãe e Mãe Igreja: “Mãe, eis o teu filho”. Depois disse a João: “Eis a tua Mãe”(Jo 19, 26-27).

Já no auge do sofrimento e na proximidade da sua entrega ao Pai por amor e para salvação da humanidade, Jesus confia a sua vida a Deus, consciente de que na cruz se cumpre por inteiro o mistério da salvação do mundo: “Nas tuas mãos, ó Pai, entrego o meu Espírito”(Lc 23, 46).

Quantas vezes balbuciamos estas palavras que se escondem no silêncio junto de quem sofre, na proximidade ao lado de quem chora ou na atenção dada a quem já nem forças possui para dizer a Deus o que precisa de pedir.

 

2.Encontramos, neste percurso da paixão de Jesus, atitudes que redimem, gestos que salvam e lições de vida que nos ensinam caminhos de proximidade com os irmãos que sofrem. Contemplemos o gesto de Simão de Cirene, o Cireneu,

 

como o conhecemos, de tal modo a sua terra o identifica e o bem que fez a Jesus perpetua o valor do seu gesto.

Tenho uma grande simpatia por Simão de Cirene! Foi Simão de Cirene, a pessoa que, de mais perto, ajudou Jesus, partilhou o peso da sua cruz, o amparou para que caminhasse com menos dor e menor cansaço.

Temos todos muito a aprender com Jesus, que precisou do cireneu, e muito também a aprender com Simão de Cirene, que compreendeu quanto a ajuda oferecida dá valor ao seu gesto, para que Jesus cumprisse o seu caminho até ao fim. A disponibilidade de Simão de Cirene é modelo para nós!

 

3.Ainda ontem, no início da noite, depois da celebração da Ceia do Senhor, nesta Catedral, fui ao encontro de uma bela iniciativa da nossa cidade, que reuniu pobres e sem abrigo para a ceia de Páscoa. Eram mais de 400 pessoas ali reunidas à volta da mesa. Algumas famílias inteiras com pais desempregados e filhos pequeninos.

Não faltava ali o alimento nas mesas nem a alegria que a possibilidade de uma refeição abundante e servida com carinho sempre traz! Sofri com a pobreza ali estampada no rosto magoado de tanta gente! Mas acreditei ao ver tantos voluntários ali presentes que também, no Porto, os pobres têm cireneus disponíveis para aliviar a sua dor, saciar a sua fome, encontrar casa e procurar trabalho! Vi no rosto e na alma de tantos voluntários, ali presentes, verdadeiros cireneus a aliviar a cruz de quem sofre!

Gostava de agradecer a Deus, de olhos colocados na cruz de Cristo, os sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos da nossa Diocese do Porto, que são autênticos cireneus junto daqueles a quem a cruz da vida mais pesa. Na sua vida e nos seus gestos encontramos o valor redentor da cruz de Cristo, que hoje aqui contemplamos e adoramos.

Porto, Sé Catedral, 3 de abril de 2015

António, Bispo do Porto

 
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