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Homilia na Bênção das Pastas 2015 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2015

Pastoral Universitária1. “Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor…Permanecei em Mim e Eu permanecerei em Vós. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podereis fazer” (Jo 15, 1-8).

Em linguagem simples e poética, tão familiar aos discípulos, Jesus fala-nos da sua união a Deus e da sua relação próxima com aqueles que acreditam na sua mensagem. Esta imagem da videira e dos ramos diz-nos a união de Cristo com Deus e connosco. O ramo recebe da videira a força da vida. Ramos sem tronco que os suporte e sem seiva circulante que os irrigue não perduram nem produzem. Tronco sem ramos não floresce nem frutifica. Só a união entre tronco e ramos faz circular a seiva e surgir a beleza das flores e a abundância dos frutos. Ser ramo desta videira que é Cristo significa centrar a nossa vida n’Ele a fim de darmos fruto.

 

Trata-se aqui de duas lógicas de pensamento e de vida: a lógica da tentação de vivermos separados de Deus, de trabalharmos sem Ele, de nos autodispensarmos da seiva do tronco e a lógica do desejo de vivermos esta comunhão íntima e vivificante com Deus. Hoje também nos acontece frequentemente encontrarmo-nos na encruzilhada destas duas lógicas: pensarmos que podemos viver sem Deus ou esquecidos d’Ele, separados do tronco, produzindo os frutos imaginados do saber, do talento, da ciência e da arte que nos habitam ao concluirmos os nossos percursos académicos; ou procurarmos unir-nos a Deus e a partir d’Ele desenharmos os nossos caminhos, fazendo render os talentos que d’Ele recebemos e colocando ao serviço de todos o fruto do trabalho que estes anos de vida e de estudo nos proporcionaram. Estas duas lógicas estão presentes, com mais ou menos visibilidade, no mundo e na cultura do nosso tempo.

O caminho da Igreja só pode ser o de Jesus: aproximar a Humanidade de Deus; abrir espaço para o encontro com Cristo; estabelecer pontes de diálogo entre a razão e a fé; unir as pessoas tantas vezes distantes e dispersas, sem tronco que as unifique e sem seiva que as alimente; estreitar laços solidários que desfaçam distâncias e desmoronem os muros da indiferença e da injustiça. Este caminho não é fácil e não pode ser apenas um sonho da Igreja! É a própria missão de cada um de nós. Uma missão que contagia, que arrisca, que apaixona sobretudo os jovens. Servir é o sinal distintivo dos cristãos. Viver unido a Cristo, como o ramo à videira, exige e implica viver unido aos irmãos. Só os ramos unidos ao tronco e em harmonia entre si formam árvores que dão fruto.

2. Celebramos a festa da Bênção na Academia do Porto. É um dia feliz para todos nós, mas sobretudo para vós, caros finalistas, para as vossas famílias, para os vossos amigos, para as vossas terras e para as escolas frequentadas ao longo do vosso percurso académico. É um dia feliz para a cidade do Porto, para a Academia e para todos os portuenses.

A Igreja está convosco, neste gesto de bênção, como sempre esteve com solicitude fraterna, através das comunidades cristãs que aqui vos acolheram e da Pastoral Universitária que vos acompanhou ao longo destes anos.

O dia da Bênção constitui uma data assinalável, inscrita para sempre no calendário das vossas vidas. Este dia é uma etapa essencial do percurso feito e da coragem necessária para a viagem a realizar, a partir daqui. A melhor bênção que daqui levais consiste na certeza de que Deus vos ama e vos acompanha no caminho.

Esta é uma hora de ação de graças a Deus pelo caminho percorrido, pelo esforço feito, pelo trabalho realizado, pelo mérito alcançado e pelos resultados conseguidos. Esta é uma hora de gratidão aos vossos pais e às vossas famílias, aos vossos professores e às vossas escolas, sempre presentes, desde o berço da vida nos vários degraus do caminho que vos fez chegar aqui.

3. O horizonte do sonho não se esgota hoje nem se circunscreve a esta bela moldura humana e à alma cristã que a habita e anima. O tempo da Universidade foi para cada um de nós, bem o sabemos e sentimos, o tempo necessário para aprendermos a assumir as exigências da vida, a descobrir as energias positivas dos obstáculos, a transformar as dificuldades em possibilidades e as crises em oportunidades. O tempo da Universidade constituiu, para cada um de nós, tantas vezes o experimentamos e agradecemos, o tempo útil para integrarmos o saber adquirido na sabedoria da vida.

A Universidade ofereceu-nos o dom abençoado das pessoas encontradas, dos mestres competentes, dos funcionários dedicados e dos companheiros inesquecíveis. A Universidade será sempre, para cada um de vós, um marco maior, um sinal determinante e uma memória inesquecível de toda a vossa vida.

A Universidade treinou-nos para sermos capazes de decisões, de compromissos, de respostas ao serviço das causas da dignidade humana, da valorização da vida, da consolidação da família, do desenvolvimento científico, do progresso económico, da justiça social e da paz.

4. Conhecemos, como nos recordava o Papa Francisco na mensagem anteontem dirigida aos participantes da Exposição Internacional de Milão, os dramas das pessoas sem pão, sem casa, sem trabalho, sem paz, sem alegria e sem esperança.

A Igreja esteve sempre, desde os tempos apostólicos, na vanguarda deste serviço solidário aos mais pobres e desta solicitude permanente pelos que mais sofrem.

Somos convidados a reinventar a solidariedade, com ousadia e com perseverança. A Universidade é hoje, também, esta escola de sabedoria, de diálogo e de solidariedade no coração do mundo.

É proibido desistir de acreditar e de confiar, caros Finalistas! Convosco é possível sonhar e construir um mundo melhor! O mundo precisa de jovens como vós! O nosso país deve saber dar-vos valor, abrir-vos espaço e contar convosco.

Oxalá o Mundo e a Igreja saibam aprender convosco o amor pela vida, o respeito pelas pessoas, o encanto da alegria, o valor da verdade, a preocupação pelo bem comum, o anseio da justiça e o testemunho de fé.

A vossa felicidade depende de muitos. Concretamente de quantos, estando atentos aos vossos valores, são responsáveis por vos abrir as portas do mundo do trabalho, do desenvolvimento e do progresso de um País, que não vos pode ignorar nem dispensar. Mas a vossa felicidade depende sobretudo de vós: da verdade da vossa vida e da seriedade do vosso trabalho. Esse é também o sonho e o desejo de Deus para vós! Essa é a razão deste Dia de Bênção que para vós imploramos de Deus!

5. Vivemos o mês de Maio com o olhar e o coração voltados para a Mãe de Jesus e Mãe da Igreja. Em Portugal acresce a esta antiga e consagrada tradição da Igreja a coincidência de ter acontecido a treze de Maio de 1917 a primeira Aparição de Nossa Senhora, em Fátima.

Confio-vos, caros finalistas, à proteção da Mãe de Deus e nossa Mãe. Que a Mãe de Deus vele por vós com o seu afeto materno. Que vos ilumine nos vossos caminhos, nos vossos trabalhos e nos vossos projetos. Confio também à Mãe de Deus as nossas mães, neste Dia da Mãe.

Queridas mães: abençoai os vossos filhos com o vosso amor, com a vossa ternura, com a vossa oração! Queridas mães: abençoai-nos a todos nós!

Obrigado Mães! Parabéns Finalistas!

Porto, Avenida dos Aliados, 3 de maio de 2015

António Francisco, Bispo do Porto

 
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