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Mensagem na celebração de abertura do Festival Internacional de Música de Órgão do Porto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2015

“Exulto de alegria no Senhor, e minha alma rejubila no meu Deus” ( Luc 1, 46).

1.Estas palavras do cântico do Magnificat com que abrimos e iniciamos a nossa celebração inspiram o momento que hoje vivemos e dão sentido às razões que nos trazem à Sé Catedral do Porto.

Celebramos no dia 11 de outubro de cada ano nesta Igreja Catedral, mãe de todas as igrejas da diocese, a festa de Nossa Senhora de Vandoma, Padroeira do Porto. Foi por decisão de D. António Ferreira Gomes, nosso Bispo, que a Senhora da Vandoma, que aqui veneramos de olhar voltado para a bela e antiga imagem do século XIV que se encontra no altar do transepto no lado esquerdo de quem entra na Catedral, foi declarada Padroeira da Cidade, trazendo até nós, em decreto datado de 1981, uma nobre e antiga devoção do Porto.

 

A minha presença aqui, neste dia litúrgico vivido na nossa Igreja Catedral, quer desde já e sempre afirmar a gratidão a Deus pelo dom da Mãe de Jesus e agradecer à Cidade este preito filial à nossa Padroeira.

Venho confiar a Nossa Senhora de Vandoma o sentido de acção pastoral para a nossa Cidade: uma pastoral marcada pela comunhão, pela sinodalidade e pela unidade das paróquias, das reitorias, das comunidades religiosas, dos serviços diocesanos e dos movimentos apostólicos presentes neste espaço urbano; uma acção pastoral desafiada a fazer uma diferenciação positiva e uma necessária complementaridade, decididos que estamos a procurar espaços onde o anúncio do evangelho ainda está ausente e a ir ao encontro de novas periferias da evangelização; uma pastoral construtiva de novos modelos de acolhimento aos que nos visitam: uma pastoral que integre o valiosíssimo património artístico e religioso da Cidade numa proposta que o transforme em livro aberto onde os crentes e os não crentes possam ler o evangelho, admirar a beleza sublime da fé e entrar na “porta da misericórdia” do coração de Deus.

Imploro da Senhora de Vandoma, Padroeira do Porto, que nos ajude a dar valor à riqueza humana e cristã das pessoas, das famílias, das instituições e das organizações do Porto, tão variadas e determinantes no viver da nossa Cidade e Diocese.

2. A presença a intercessão de Maria, Senhora de Vandoma, na vida e na devoção dos portuenses fizeram do Porto a Cidade da Virgem e inseriram a sua imagem no estandarte da nossa Cidade. A Igreja que aqui vive, com alma de muitos séculos, deve espelhar no seu rosto, no seu coração e no seu agir a ternura de uma Mãe acolhedora, a exemplo da Mãe de Jesus e das nossas Mães, sempre presentes e atentas aos seus filhos, sobretudo aos mais pequenos e aos mais frágeis.

O Porto é pátria da liberdade, da lealdade, do trabalho, do carácter, da cultura, do conhecimento, da arte, da fé e da devoção filial à Mãe de Deus, sob a invocação de Senhora de Vandoma. Estes são valores que se aprendem no regaço das Mães!

Aqui, a esta Catedral, verdadeiro solar da Mãe dos cristãos e santuário da Cidade de todos os portuenses, acorremos como peregrinos em momentos marcantes do nosso viver como Igreja.

3.Neste dia, vivemos aqui um momento maior e iniciamos um evento de grande dimensão, significado e valor em que o Porto e as Cidades que nos envolvem se reúnem e congregam nesta Catedral para a abertura oficial e solene do Festival Internacional de Música de Órgão. Sede bem vindos! Esta é a casa comum de todos nós. Aqui nos reunimos como família. Aqui celebramos o 30.º aniversário da inauguração do Grande Órgão desta Catedral. Aqui procedemos agora ao restauro dos dois Órgãos que integram a capela-mor. Aqui e em tantas outras igrejas queremos devolver à Cidade e Diocese o imenso património que os nossos antepassados nos legaram, valorizado, requalificado e colocado ao serviço de todos os portuenses.

4. Quando, em 1999, antes do grande Jubileu do Ano 2000, o Papa João Paulo II escreveu aos Artistas dizia-lhes assim: “A sociedade tem necessidade de artistas da mesma forma que precisa de cientistas, técnicos, trabalhadores, especialistas, testemunhas da fé, professores, pais e mães, que garantam o progresso da Comunidade, através daquela forma sublime da arte que é a arte de educar”. Lembro, também, as palavras de Paul Claudel que nos dizia que “a Sagrada Escritura tornou-se uma espécie de dicionário imenso onde foram beber a cultura e a arte”.

A Palavra de Deus, agora proclamada, lembra-nos o valor dos templos sagrados para o povo de Israel e convida-nos a cantar sem cessar a glória e os louvores do nosso Deus.

5. Agradeço ao Cónego Doutor António Ferreira dos Santos e a quantos com ele coordenam e patrocinam esta bela e audaciosa iniciativa. A eles se deve a ideia e a capacidade de mobilizar, artistas, instituições e interventores culturais para a concretização deste Festival. O Porto também aqui faz escola; é exemplo; é pioneiro; abre caminho ao futuro e dá voz à cultura através do órgão de tubos, “rei dos instrumentos”, como lhe chamava Johann Sebastian Bach.

Faço minhas as palavras de sua Eminência, o Cardeal Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho de Cultura que, em mensagem enviada, de Roma, para este Festival Internacional de Música de Órgão escreve: “Ao envolver a cidade e a região, a Igreja sai ao encontro das pessoas, como tanto nos exorta o Papa Francisco”

É neste espírito de uma Igreja aberta à cultura e disponível para fazer da “Alegria do Evangelho a nossa missão” que damos início a este Festival Internacional !

Porto, Igreja-Catedral, 11 de outubro de 2014

António, Bispo do Porto

 
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