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Homilia na Ordenação do diácono dehoniano Antonino Sousa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2015

1.Este é um dia de alegria, de gratidão e de esperança para Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, Sacerdotes Dehonianos, para a Igreja do Porto e para a Igreja em Portugal.

Iniciamos hoje as celebrações jubilares da Congregação dos Dehonianos, presentes  em Portugal, desde 27 de dezembro de 1946, e instituídos como Província portuguesa, a 27 de dezembro de 1966. O Seminário Missionário Padre Dehon, em Rio Tinto, tem para a Congregação dos Sacerdotes Dehonianos um particular significado, porque foi o seu primeiro Seminário em Portugal.

Somos convidados a reconhecer, com particular gratidão, neste Ano da Vida consagrada, a beleza da vocação para a vida religiosa e a importância da missão, que aos Seminários e aos Colégios Missionários está confiada. Foi no íntimo do coração humano, no ambiente abençoado da família e no espaço da comunidade cristã que a voz de Deus se fez ouvir e encontrou resposta em tantos jovens, que hoje são religiosos dehonianos.

Saúdo os irmãos bispos, D. António Sousa Braga, D. Manuel Neto Quintas e D. José Ornelas Carvalho, aqui presentes. Saúdo o Superior Provincial, Padre José Agostinho de Figueiredo Sousa e o Padre Joaquim Manuel Garrido Mendes, Superior desta Comunidade e Director deste Seminário. Faço extensiva esta saudação a todos os membros da Congregação em Portugal: bispos, presbíteros, diáconos, seminaristas, irmãos leigos, cooperadores, beneméritos, benfeitores e amigos.

2. Hoje, é acrescida a nossa alegria porque nos reunimos à volta do altar da Eucaristia, neste domingo da Sagrada Família, para celebrarmos a ordenação de diácono do Antonino Gomes de Sousa, da paróquia de S. Tiago da Carvalhosa, da Vigararia de Paços de Ferreira.

Saúdo-te, caro ordinando, e agradeço aos teus pais, Carlos Manuel Ferreira Alves de Sousa e Maria Amélia Gomes da Silva, a vida, a fé e o testemunho cristão, que tu e o Pedro, teu único irmão, também ele religioso dehoniano, deles recebestes. O teu Pároco, Padre Tiago Nuno de Castro Santos e a Comunidade cristã de S. Tiago da Carvalhosa estão aqui presentes para te testemunharem a certeza da sua alegria, oração e comunhão.

Os diáconos são chamados a serem portadores felizes dos tesouros da graça e do amor de Deus, no serviço da liturgia, da evangelização e da caridade.

A missão dos discípulos de Jesus confiada aos que recebem o sacramento da Ordem não é uma invenção humana. É um dom divino que torna presente o mistério do amor de Deus pela Humanidade e actuante o ministério de Cristo na vida do Mundo.

Quando respondemos “Sim” ao chamamento divino, então Jesus diz-nos, como outrora pediu aos seus discípulos: “Faz-te ao largo; sê servidor do meu povo; sê pastor do meu rebanho; reparte os pães e os peixes, que o milagre multiplicou; cuida dos pobres e cura os doentes, que encontras no caminho; alimenta o povo com o teu trabalho; sacia-o com a Palavra de Deus e com o Pão da Vida”.

Em nome deste irmão, que hoje avança, decidido e feliz, para a ordenação, em nome dos seminaristas e dos jovens, aqui presentes, que nele vêem um testemunho a suscitar novas vocações e em nome da Igreja do Porto, onde os Dehonianos iniciaram a sua presença em Portugal, de onde provêm muitos membros da Congregação e onde tantos trabalham generosamente, dou graças a Deus pelo testemunho do Antonino, pela generosidade da sua família humana e religiosa e pela oração da sua comunidade cristã de origem.

A nossa vida é um caminho. Caminhar como discípulo missionário de Jesus Cristo nasce de uma escolha livre, pressupõe disponibilidade para a missão e exige de nós uma entrega permanente da nossa vida dada a Deus e à Igreja.

Os discípulos de Jesus são convocados, particularmente neste Ano santo da Misericórdia, a “dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, cuidar dos enfermos, visitar os presos, sepultar os mortos, dar bons conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo e rezar a Deus pelos vivos e defuntos” (cf. Mt 25).

3.Ouvimos a Palavra de Deus, que ilumina a viagem da história da salvação, lança luz abundante sobre a celebração que aqui nos reúne e abre horizontes de esperança à missão, que, tu caro ordinando, és chamado a servir, e que é sempre campo de acção do religioso dehoniano, que és chamado a ser.

O livro do Eclesiástico lembrava-nos que “aquele que ama a Deus honra os seus pais. Deles recebe a vida e com eles aprende a amar e a servir “(Ecl 3, 3-7). Sei como é cristão o ambiente da família do Antonino e como é exemplar a vida da comunidade paroquial, onde ele nasceu e cresceu. É na família e na comunidade, diz-nos S. Paulo, na Carta aos Colossenses, que se aprendem “os sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão e de paciência, … para que tudo o que fizermos, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus” (Col 3, 12-21).

O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus que vai a Jerusalém com os pais para cumprir o que estava prescrito na lei. Aí se demora entre os doutores. A sua morada já não é a casa de Nazaré, mas sim a casa de Deus, seu Pai. Perante a humana advertência de Maria, sua Mãe, é aparentemente estranha a resposta de Jesus! “Maria, porém, guarda estes acontecimentos e estas palavras no silêncio do seu coração, enquanto Jesus ia crescendo em idade, sabedoria e graça, diante de Deus e diante dos homens” (Luc 2, 41-52).

As mães e os pais advinham os mistérios de Deus, que aos filhos respeitam, e guardam-nos no coração. Eles são os grandes confidentes de Deus e os melhores conselheiros dos filhos!

A missão recebida de Deus, aprendida com Cristo e inspirada pelo Espírito Santo tem o poder mobilizador de unir toda a Igreja e de lhe dar novo rosto, acrescido encanto e garantida esperança. Anunciar a Alegria do Evangelho é para nós cristão uma incontornável missão. É um imperativo, que nasce do encontro pessoal com Cristo. É um ministério a que todos somos chamados.

Diz-nos o Papa Francisco que “os modos que Jesus tem de servir e cuidar do seu povo são a esperança que congrega na unidade. A esperança de que não falte ninguém. A esperança de que não se acabe a alegria. A esperança de que Deus vê com agrado os nossos gestos de amor mais escondidos. A esperança de que o perdão seja contagioso. A esperança de que o pão chegue a todos. A esperança de que a pequena luz contribui para o brilho da grande festa. A esperança de que o que mais agrada a Deus é que sejamos seus amigos, testemunhas e mensageiros do seu amor.” (Missa Crismal de 2013)

4. Celebramos setenta anos da presença dehoniana em Portugal e cinquenta anos da Província Portuguesa. Do vosso Fundador, Padre João Léon Déhon, recebemos um veemente apelo a sermos uma Igreja de rosto missionário. Este mesmo apelo é agora tão insistentemente retomado, por palavras simples e em gestos proféticos, pelo Papa Francisco.

A vossa vocação religiosa, segundo o carisma dehoniano, é processo marcadamente conciliar; é projecto decididamente missionário; é compromisso profundamente evangelizador. Tu, caríssimo ordinando, serás diácono e presbítero ordenado nesta hora jubilar, que hoje aqui iniciamos. Vive esta hora com renovado encanto, com sentido de missão e com permanente fidelidade.

5. Que Maria, a Senhora do Natal e Rainha das Famílias, que moldou no Antonino um coração simples e bom, o abençoe e ajude a ser diácono a caminho do presbiterado, ao jeito de Cristo, Bom Pastor, e fiel ao carisma missionário da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus.

Rio Tinto, Igreja do Seminário Padre Dehon, 27 de dezembro de 2015

António, Bispo do Porto

 
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