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Comunicação e misericórdia PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Textos e Apresentações

 

Celebramos o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

 

A Mensagem do Papa Francisco, para este Dia, insere-se numa extensa, variada e enriquecedora lista de pronunciamentos dos Romanos Pontífices (desde Paulo VI) sobre o fenómeno e a realidade da comunicação.

Em pleno Ano da Misericórdia, anunciado e pedido pelo Santo Padre, era expectável que este núcleo central da perceção e da vida cristã, estivesse presente na Mensagem. Adivinha-se, contudo, a indiferença, quando não a incompreensão, por parte da comunicação formal (empresarial ou não), da conexão temática “comunicação e misericórdia”.

 

A Mensagem não se orienta, direta e preferencialmente, para a comunicação formal. Fala, de modo abrangente, de todo e qualquer modo de comunicação. Obviamente, aí está também a comunicação social em todos os seus suportes e modalidades. Fiquemos aí.

A realidade da generalidade da comunicação social que tem que ver com misericórdia?

Os diferentes estatutos editoriais e a sua concretização respiram, tantas vezes, impiedade, e não misericórdia! É notória a dificuldade, quando não a incapacidade, para reconhecer erros ou insuficiente razão. A verdade, que sempre se deve procurar, é, frequentemente, usada como arma de arremesso. O erro e o seu combate, contudo, não justificam o combate à pessoa que erra; ou, dito com palavras do Papa Francisco, “a palavra do cristão (…), mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação”. E insiste mais adiante: “Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio”.

Poderiam multiplicar-se os sinais de ausência ou, pelo menos de distância, entre comunicação social e misericórdia. Com efeito, não é difícil adivinhar o comentário:

– Então, nestes tempos tão complicados em que a sobrevivência é a palavra de ordem, em que dia-a-dia se contam os leitores, os ouvintes e os espetadores vem o Santo Padre falar-nos de misericórdia?

O Papa Francisco adivinha o comentário e escreve: “Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. (…) Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade”.

O importante é saber de que lado queremos estar: da inútil sobrevivência a prazo, a qualquer preço, ou do lado da construção de pontes que possibilitem a união da humanidade na sua rica diversidade? Do lado da imposição de um pensamento tendencialmente único, sempre empobrecedor, ou do lado da apresentação dos factos, tão objetiva quanto possível, assumidamente distinta da sua leitura?

Por elementar respeito para com os consumidores, no mínimo, exige-se que estas opções constem com clareza dos respetivos estatutos editoriais e que, depois, se cumpram com fidelidade. E não é, obviamente, aceitável que estas supostas opções sejam fixadas normativamente por uma qualquer entidade exterior, por mais estatal que seja.

“A comunicação (toda a comunicação), escreve o Papa Francisco, tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade”. Esta ambição, de que não nos queremos privar, se se cruza com a misericórdia, entendida no sentido mais humano da palavra, produzirá um desejável “encontro fecundo”. E todos teremos a ganhar com isso.

+Pio Alves

Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais

 
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