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Nota Pastoral - Visita da Imagem Peregrina - um olhar de gratidão e um desafio de missão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Notas Pastorais

 

Um mês depois da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese do Porto, nas suas 22 vigararias e nas suas mais diversas instituições e variados grupos, sentimos o dever de recordar esse tempo com “um olhar de gratidão e como um desafio de missão”.

Sabemos que um dos grandes objectivos da visita da Imagem Peregrina a todas as dioceses de Portugal consistiu em conduzir-nos a Cristo e a partir deste encontro pessoal ajudar-nos a fazer da “alegria do Evangelho nossa missão” e a trabalharmos juntos na renovação pastoral da Igreja em Portugal.

Nesta visita, integrada na preparação da celebração do centenário das Aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, a Lúcia, Francisco e Jacinta, tornou-se mais visível que a Mensagem de Fátima é de grande actualidade pela sua riqueza teológica e espiritual e constitui um apelo  evangélico à oração, à conversão, ao amor eucarístico, à adoração da  Santíssima Trindade, à devoção ao Imaculado Coração de Maria e à construção da paz no Mundo.

Reafirmamos o que escrevemos na mensagem dirigida à Diocese sob o título “Causa da nossa Alegria” a anunciar a visita da Imagem Peregrina: “Fátima, Nossa Senhora do Rosário de Fátima, desde então, pela riqueza da Mensagem unida à simplicidade da sua representação, correram mundo e entraram no coração da Igreja, mormente dos mais pequeninos. O fascínio da Imagem que compendia este gesto de Deus encontra explicação na força atrativa de todas as representações maternas.” (Nota pastoral – Causa da nossa alegria – 4.3.2016).

Assim, a Mãe de Jesus e nossa Mãe convocou-nos e reuniu-nos, de 10 de abril a 1 de maio, na Cidade e na Diocese, para cantarmos as maravilhas divinas e celebrarmos a gratidão pelas  bênçãos que Deus derramou em toda a nossa  Diocese ao longo da sua história.

A maior alegria das mães é ver reunidos à sua volta todos os filhos! A maior alegria dos filhos, por seu lado, é estar ao redor da mãe. Fomos embalados pelas nossas mães no berço da vida e com elas crescemos e vivemos, aconchegados pela ternura e desvelo maternos.

A Mãe de Jesus acompanha-nos pelas estradas da vida e  da missão; reacende em nós a chama do anúncio da Alegria do Evangelho; ilumina com a luz de Cristo as ruas das nossas aldeias, vilas e cidades e o coração dos habitantes desta extensa e povoada geografia pastoral da Diocese do Porto.

Por toda a parte, ao longo daqueles dias, a nossa Diocese viveu momentos inesquecíveis de fé, de oração e de escuta da mensagem de Nossa Senhora de Fátima. Em todas as vigararias reuniram-se as comunidades e congregaram-se as pessoas de todas  as idades, meios sociais, instituições públicas e privadas. Uma grande…uma imensa…uma inesgotável riqueza de bênção e de graça!

A presença da Imagem Peregrina trouxe-nos alegria e consolação. Tivemos todos a graça de o testemunhar! Vimos esta alegria e este júbilo estampados nos muitos milhares de rostos que diariamente se aproximaram da Senhora mais brilhante do que o sol que, há quase cem anos, escolheu Portugal para trazer a três crianças, pobres e simples, uma mensagem divina.

Como agradecer aos sacerdotes, verdadeiros protagonistas desta encantadora mobilização das comunidades, e ao Movimento da Mensagem de Fátima, a quem cumpriu coordenar na nossa Diocese a visita da Imagem Peregrina, cujos membros foram incansáveis e inexcedíveis em generosidade, em dedicação e em trabalho!

Os sinais de comunhão que bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e leigos, autarquias locais e instituições da sociedade civil ofereceram ao Povo de Deus, em tantos momentos desta visita, consolidam a nossa unidade eclesial e incentivam a Igreja do Porto a viver em missão, com novo ardor, “para irradiar na esperança e servir na caridade”, como nos propomos decididamente no objetivo geral do nosso Plano Diocesano de Pastoral (PDP, 34).

E tudo isto é possível, porque Maria transportou para cada um de nós segredos de Deus no seu Imaculado Coração! Quantos olhares, quantas preces, quantas súplicas, guardadas no seu coração de Mãe!

Nós precisamos da Mãe de Deus. O Mundo necessita da ternura desta Mãe, que nos conduz ao seu Filho, rosto da misericórdia do Pai. Só o seu Coração Imaculado nos pode ensinar a edificar uma Igreja de rosto materno, para que seja “uma mãe de coração aberto” (E.G.46-49).

Clamavam pela Mãe de Jesus, por entre lágrimas de alegria, de emoção ou de dor, as gentes do mar, os alunos das escolas, os trabalhadores dos campos, os operários das fábricas, as gentes das aldeias e das cidades. As crianças e os idosos, as famílias inteiras e tantos doentes fizeram parar a Imagem Peregrina diante das casas e das escolas, nas ruas e nas praças, para que o olhar de Mãe ali se fixasse mais demoradamente e se transformasse em bênção guardada para sempre!

Há gelos que só as mães quebram como só elas sabem aproximar as pessoas, unir as famílias, trazer primaveras de esperança! Que o digam os cerca de 300 sem-abrigo reunidos na ampla igreja que se fez sua casa porque era «casa da Mãe»! O mesmo aconteceu com os Dias Diocesanos da juventude, dos escuteiros, das famílias, dos universitários, dos frágeis, dos consagrados! O mesmo se viveu nos Hospitais, nas Escolas, nos Estabelecimentos prisionais, nas Instituições militares, nas Forças de Segurança, nos Bombeiros! O mesmo se sentiu nas ruas, nas praças, nas estradas, nas igrejas de toda a Diocese!

A visita da Imagem Peregrina ensinou-nos a viver juntos, a estar próximos e a ser irmãos como uma grande família diocesana, em que a presença de todos e de cada um, na sua singularidade, tornaram possível este abençoado encontro de Nossa Senhora com a Cidade da Virgem e com a Diocese, de que é Padroeira.

Compreendemos, agora, ainda melhor e de forma mais exemplar, que “Maria, Mãe de Misericórdia, não nos distrai dos acentos pastorais que temos à nossa frente. Melhor do que ninguém, nos ajudará a abrir os olhos e o coração à Boa Nova de Jesus Cristo. A descobrir que “a alegria do Evangelho” é mais que uma frase: é o segredo de uma vida com sentido e é, por isso, “a nossa missão” (Nota Pastoral – Causa da nossa alegria – 4.3.2016).

Maria levou do Porto para guardar sempre e para sempre no seu Coração de Mãe os segredos, as esperanças, as alegrias, as lágrimas  silenciosas, os sofrimentos, os olhares e os sonhos de quantos A encontraram nesta sua peregrinação pela nossa Diocese.

Esta é, por isso, a hora de testemunhar uma sentida gratidão a todos os diocesanos do Porto a todas as instituições que acolheram a Mãe de Deus e de escutar, com renovada confiança, os segredos e as intuições pastorais que a Senhora de Fátima nos trouxe da parte de Deus para os repartir e multiplicar em novos caminhos de missão, a partir de agora, por toda a Cidade e Diocese do Porto.

Porto, 31 de maio, Festa da Visitação de Maria, de 2016

António Francisco dos Santos, Bispo do Porto

António Bessa Taipa, Bispo Auxiliar do Porto

Pio Alves de Sousa, Bispo Auxiliar do Porto

António Augusto Azevedo, Bispo Auxiliar do Porto

 
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Missa da Peregrinação diocesana do Porto de 9 de Setembro 2017

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