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Homilia do Jubileu dos Catequistas - 25 de setembro PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2016

Jubileu dos Catequistas no Porto

1.Sede bem vindos a esta Igreja Catedral, onde nos congregamos com os catequistas das Vigararias da Cidade do Porto, como em tantas outras igrejas jubilares da nossa Diocese se reúnem, em jubileu, os catequistas das diversas Vigarias da Igreja do Porto.

Neste Jubileu Extraordinário da Misericórdia, em que somos convidados a descobrir que a «Misericórdia é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado»(MV, 2), queremos dar graças ao Senhor por todos os catequistas da nossa Diocese e a todos confirmar na missão. Agradecemos a Deus aqueles que, desde há vários anos, vivem, com dedicação e generosidade, a alegria desta missão. Acolhemos, com gratidão e esperança, aqueles que agora iniciam, nas nossas comunidades, o caminho da igual missão.

 

Neste dia, em que o Papa Francisco celebra, em Roma, o Jubileu dos catequistas, queremos, também nós, em comunhão com ele e unidos aos catequistas de todo o mundo, viver o Jubileu da Misericórdia nesta celebração, para que Deus nos molde a alma e o coração com sentimentos de bondade, acolhimento e misericórdia.

Reunimo-nos, como sempre gostamos de o fazer, nós os cristãos e concretamente os catequistas, em cada domingo, à volta do altar, para celebrar a Eucaristia – memorial santo da Páscoa do Senhor e certeza perene da Sua presença no meio de nós.

Precederam esta Eucaristia, em muitas das nossas comunidades, os momentos do início das nossas catequeses e do acolhimento feliz das crianças, adolescentes, jovens e adultos das nossas paróquias.

2. Trazeis convosco, caros catequistas, tudo o que sois e tudo quanto, semana a semana, viveis na catequese. Trazeis muito daquilo que vos ajudam a ser as vossas famílias e aqueles que convosco partilham a mesma missão.

Sei que daqui levareis muito daquilo que os outros são para nós. Nisto se configura a riqueza de uma família numerosa que é a família dos catequistas da Diocese do Porto. Somos, felizmente, muitos milhares de catequistas dedicados, generosos e disponíveis para a missão. Bem-Hajam! Que Deus vos recompense e abençoe!

Viveis com entusiasmo, caros catequistas, o Ano Santo da Misericórdia e todas as iniciativas da Pastoral Diocesana como se a vós fossem particularmente dedicados. Sentimo-lo, nós os bispos, no encontro convosco e com a catequese das nossas paróquias em horas de Visita Pastoral, ou nas diversas celebrações nas Comunidades, no acompanhamento das caminhadas de Advento-Natal e de Quaresma-Páscoa e em tantos outros abençoados momentos vividos no meio do Povo, que Deus nos chamou a servir. Sentiu isso mesmo toda a Diocese ao ver tantos grupos de catequese, reunidos à volta de Nossa Senhora, na recente visita da Imagem Peregrina de Fátima.

Sabemos que tudo deve partir sempre do amor por Cristo e do encontro pessoal com Ele, verdadeiro Mestre das crianças, adolescentes, jovens e adultos das nossas catequeses. É de Cristo que falamos sempre que de catequese se trata. De Cristo vivo e ressuscitado.

3. São, também por isso, para todos nós os conselhos de Paulo a Timóteo, de que nos dava conta a segunda leitura de hoje: “Tu, homem de Deus, pratica a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão…Combate o bom combate da fé…Guarda os mandamentos do Senhor” (cf. 1 Tim 6, 11-16). Permiti-me transpor para este tempo e traduzir para esta Catedral o conselho de Paulo a Timóteo: “Tu, catequista em nome de Deus e por mandato da Igreja, pratica a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão…Combate o bom combate da fé…Guarda os mandamentos do Senhor”.

Noutra carta, Paulo diz a este mesmo discípulo Timóteo, quando fala da sua vocação de apóstolo, que é enviado livremente a anunciar o Evangelho, a anunciar o Reino de Deus e a proclamar a ressurreição de Jesus. Isto constitui para Paulo a síntese do mesmo anúncio, a proclamação da verdade essencial da fé e o caminho necessário da sua transmissão e da iniciação cristã: “ Lembra-te de Jesus Cristo ressuscitado, nascido da família de David, segundo o Evangelho que anuncio e pelo qual eu sofro” (2 Tim 2, 8). Deixai-me transpor para esta hora e traduzir para vós este mesmo ensinamento de Paulo a Timóteo, seu discípulo próximo e continuador fiel: “Lembra-te, caro catequista, de Jesus Cristo ressuscitado, nascido da família de David, segundo o Evangelho que anuncio e pelo qual eu sofro”.

Esta foi a missão específica dos apóstolos. Esta é, também hoje, a missão concreta de todos os baptizados. A missão dos catequistas!

Num ambiente de cultura plural, de afirmada indiferença religiosa lado a lado com sinais muito belos de busca, ainda que muitas vezes tímida e discreta, de Deus e de procura de alicerces firmes da fé, o anúncio da ressurreição retoma toda a sua necessidade e ganha toda a sua atualidade.

É ainda S. Paulo que designa o memorial eucarístico como lugar de excelência para anunciar a ressurreição de Jesus e indica o ministério da reconciliação e da misericórdia, como meio prático de testemunhar a ressurreição de Jesus e de lhe dar sentido pleno e eficácia redentora. Preocupemo-nos, assim, com a atenção dada nas nossas catequeses ao anúncio da ressurreição, à proclamação da Páscoa do Senhor Jesus, à vivência da Eucaristia e à celebração do sacramento da Reconciliação e da Misericórdia.

4.O esforço pastoral e a pedagogia catequética devem centrar-se nestas prioridades que nascem do encontro com a pessoa de Cristo.

Neste contexto, indico-vos, caros catequistas, alguns modos, caminhos e desafios, entre tantos outros, que nos ajudam a fazer esta experiência de encontro com Cristo:

. Importa, primeiramente, fazer esta experiência de encontrar Cristo no coração de cada pessoa. Mesmo aquelas crianças, jovens ou adultos que não trazem da família uma educação cristã têm muitas vezes uma vida interior profunda e aberta ao acolhimento da graça divina. Cristo actua neles pela autenticidade das suas vidas, pelo bem que realizam e pela “semente do Verbo” que neles germinam (cf. Bento XVI, audiência geral de 21.3.2007, sobre S. Justino).

. O segundo caminho consiste em conhecer e encontrar-se com Cristo através da Palavra de Deus. Se queremos conhecer Jesus caminhemos para o Evangelho e procuremos conhecer, ouvir, rezar e contemplar a Palavra de Deus, para a podermos viver com verdade e anunciar com alegria.

. Um terceiro caminho, igualmente necessário e imprescindível, para nos conduzir ao encontro com Cristo é o amor pela Igreja. Só na comunhão da Igreja a catequese se torna possível. Sem Igreja é impossível compreender a beleza, a fortaleza e o sentido da fé cristã e saborear o encanto de transmitir esta mesma fé.

. Um caminho essencial e convergente com os anteriores que nos conduzem a Cristo é a vivência e a experiência de vida sacramental. Conduzi, por isso, as crianças, os adolescentes, os jovens e os adultos das nossas catequeses ao coração da fé, ao coração do Evangelho, à vida da Comunidade e à vivência dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, onde se toca de perto o amor misericordioso de Deus por cada um de nós. Também aqui o testemunho e o exemplo dos catequistas são o melhor caminho.

.Peço-vos, igualmente, uma grande abertura à prioridade a dar à pastoral vocacional. A Igreja precisa de trabalhadores para a messe: no ministério ordenado, na vida consagrada, em ministérios instituídos e em serviços pastorais essenciais à missão. As catequeses são, bem o sabemos, momentos privilegiados para descobrir o sentido oblativo da vida dada a Deus e o encanto feliz da missão, vivida na comunhão da Igreja.

.É essencial, por fim, que saibamos dar nas palavras e na vida uma particular atenção aos pobres e aos que sofrem. O anúncio do Evangelho e a transmissão da fé são caminho da construção da paz, da misericórdia, da reconciliação e da justiça e devem levar as crianças, adolescentes, jovens e adultos a aprender os imperativos da caridade cristã e da solidariedade humana e a tocar de perto nas muitas periferias existenciais a “carne sofredora de Cristo” nos irmãos (cf. Papa Francisco, E. G. 24).

As nossas famílias, comunidades e catequeses são as primeiras escolas onde se ensinam, por palavras e gestos, as bem-aventuranças do Evangelho e onde se aprende a cuidar da criação e a praticar as obras de misericórdia, segundo o mandamento novo do amor.

O texto da primeira leitura na denúncia do profeta Amós e o texto do Evangelho, agora proclamado, através da parábola do rico avarento e do pobre Lázaro, ajudam-se a perceber o que Deus nos pede e o que urge ensinar na catequese e realizar na vida.

5. Que Nossa Senhora, Mãe, Mestra e Padroeira, nos abençoe na vida e nos ilumine e fortaleça na missão de catequistas, que todos nós somos.

“Com Maria, renovai-vos nas fontes da Alegria”, assim vos peço, caros catequistas, para que, como nos propomos no nosso Plano Diocesano de Pastoral, renovemos nas fontes da Alegria e da Misericórdia esta amada Igreja do Porto.

Porto, Igreja Catedral, 25 de setembro de 2016

António, Bispo do Porto

 
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