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MENSAGEM DO BISPO DO PORTO NO JUBILEU DAS PESSOAS SEM ABRIGO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Textos e Apresentações

EM COMUNHÃO COM O PAPA FRANCISCO, NO DIA 13 DE NOVEMBRO

Ao proclamar o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco, exprimiu o desejo de “ir ao encontro de todas as pessoas, levando-lhes a bondade e a ternura de Deus!”. A grande alegria deste Jubileu destina-se, portanto, a todos os homens e mulheres dum modo tão próximo e pessoal que cada um possa experimentar a ternura do saber-se amado e a presença do Reino de Deus no meio de nós.

Em comunhão com o Santo Padre e toda a Igreja viveremos no dia 13 de novembro a Celebração do Jubileu das Pessoas sem abrigo. Desejamos fazer chegar o abraço imenso da Misericórdia de Deus aos nossos irmãos que vivem esta situação de particular fragilidade.

 

Estando o nosso País a viver um período da sua história que tem sido marcado, nos últimos anos, por graves carências de índole económica e social, constituiu este Jubileu um renovado e forte apelo para que acordemos as consciências adormecidas perante os problemas e dificuldades dos nossos irmãos. Sair da indiferença para ir ao encontro dos que sofrem as mais variadas formas de pobreza, de isolamento ou de exclusão para os ajudar de forma efetiva e afetiva é a forma privilegiada de podermos, também nós, ser “Misericordiosos como o Pai”.

As dificuldades sentidas de forma tão dramática por tantos dos nossos concidadãos vieram estimular, é certo, o voluntariado, católico e não só, cujo empenho dedicado se vem desdobrando em formas concretas e criativas de servir os que têm fome ou sede, os que precisam de casa, de roupa, de cuidados de saúde ou de higiene, necessidades mais básicas da vida humana. Este bálsamo nas feridas dos que se encontram mais excluídos manifesta as obras de misericórdia a que somos chamados, enquanto continuamos a trabalhar por uma sociedade mais fraterna e mais justa.

Não podemos, porém, dar-nos por vencidos enquanto, nas nossas comunidades ditas civilizadas, são recusados a tantas pessoas direitos humanos reconhecidamente fundamentais, como o direito “a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários”, ou mesmo o “de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam”.

Entre estes irmãos, situam-se as pessoas sem abrigo, às quais, de modo especial este dia do Jubileu referencia o Amor de Deus e também o nosso amor como Igreja e comunidade cristã da Diocese do Porto. Os descartados desta economia não são, de modo algum, “descartados” de Deus, que em Jesus se fez pobre entre os pobres, e lhes manifesta especial predileção!

Quero particularmente fazer sentir a nossa proximidade, preocupação e afeto a cada uma destas pessoas, que de modo tão especial estão no coração da Igreja. Nelas, tantas vezes tornadas invisíveis nas nossas sociedades focadas no dinheiro e no sucesso, encontramos o rosto visível de Cristo, nosso Senhor, que também, durante a sua vida terrena, tantas vezes não tinha sequer “onde reclinar a cabeça”. Como escreve o Papa Francisco “nos pobres a carne de Cristo torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga… a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós”.

Desejo dirigir uma palavra de especial apreço a quantos dão do seu tempo, do seu esforço e de si próprios à causa das pessoas sem abrigo, de forma a inseri-las nas redes de solidariedade humana que lhes proporcionam o respeito pelo valor insigne da sua dignidade fundamental; de facto, cada homem é um ser de relação que se constrói perante o olhar do outro, um “eu” que se descobre em diálogo com o “tu”, uma pessoa única, edificando solidariamente a vida social que nos define.

A sabedoria da caridade e da compaixão aprendida na vida de Jesus, impelem--nos ao serviço, cientes de que “os pobres são os privilegiados da Misericórdia divina”. Esse serviço destina-se a melhorar a sua vida, tornando-a digna, responsável e livre, conforme à imagem do nosso Deus.

Esta ocasião, renova o nosso ensejo de dirigir um apelo à sociedade civil, às autarquias e ao próprio Estado para se debruçarem com empenho decidido, de forma a encontrarem respostas estruturais que configurem soluções definitivas para tirar da rua as pessoas sem-abrigo.

A peregrinação à porta da Misericórdia da nossa Catedral, nos possa introduzir na certeza de que o Amor de Deus a todos nos acolhe com incomensurável ternura e de que a Igreja é Mãe e Casa de todos e para todos. Alegro-me com a peregrinação das pessoas sem abrigo à Porta Santa para que, ao atravessa-La, se sintam de verdade acolhidas por Jesus.

Peço à Virgem Maria, Mãe de Misericórdia, que a todos abençoe e acolha no seu Coração, morada que acolheu e deu abrigo ao Salvador e que, hoje e sempre, é porta aberta e caminho que conduz a Jesus, para todos os que, pelos caminhos da vida, procuram a alegria e a dignidade de se saberem e sentirem filhos muito amados de Deus.

Porto, 7 de novembro de 2016

António, Bispo do Porto

 
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