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Documentos - “A ALEGRIA DO EVANGELHO É A NOSSA MISSÃO”

3.ª SEMANA DO ADVENTO: MENSAGEIROS DOS SONHOS

 

Na primeira leitura, o profeta Isaías (Is 35,1-6.10) continua a sonhar “com brados de alegria” e a encorajar o Povo na esperança de um Deus, que vem salvar-nos. O tempo da espera é comparável ao tempo da paciência do agricultor (cf. Tg 7,7-10). Modelos de espera, de paciência e de sofrimento, são, de facto, os “profetas” esses sonhadores, que aguardam o tempo maduro para a ceifa.

No Evangelho, João manda perguntar a Jesus se é Ele o Messias ou se devemos esperar outro. E Jesus responde, por sinais, que estão à vista de todos. E fala de João, como o prometido «mensageiro, que iria à frente» a preparar o caminho do Messias.

 

A temática da Liturgia pode conduzir-nos a fazer recordar que todos os cristãos e todos os membros da família são verdadeiros “mensageiros do sonho de Deus”. Todos são discípulos missionários. Todos, crianças, jovens, adultos e anciãos, em família, em Igreja, são chamados a sonhar, a anunciar, a evangelizar, a dar testemunho.

É importante impulsionar todos os membros da família a serem “sonhadores” do “sonho” de Deus, pois “os grandes valores do matrimónio e da família cristã correspondem à busca que atravessa a existência humana. Se constatamos muitas dificuldades, estas são um apelo para «libertar em nós as energias da esperança, traduzindo-as em sonhos proféticos, ações transformadoras e imaginação da caridade»” (AL 57).

 

Na família todos sonham.

Na família sonham os casais:

“Querer formar uma família é ter a coragem de fazer parte do sonho de Deus, a coragem de sonhar com Ele, a coragem de construir com Ele, a coragem de unir-se a Ele nesta história de construir um mundo onde ninguém se sinta só” (AL 321).

 

Na família sonham os pais:

“Cada criança está no coração de Deus desde sempre e, no momento em que é concebida, realiza-se o sonho eterno do Criador. Pensemos quanto vale o embrião, desde que é concebido! É preciso contemplá-lo com este olhar amoroso do Pai, que vê para além de toda a aparência” (AL 168).

"A mulher grávida pode participar deste projeto de Deus, sonhando o seu filho: «Toda a mãe e todo o pai sonharam o seu filho durante nove meses. (...) Não é possível uma família sem o sonho (AL 169).

 

Na família, sonham as crianças:

“Toda a criança tem direito a receber o amor de uma mãe e de um pai, ambos necessários para o seu amadurecimento íntegro e harmonioso. Como disseram os Bispos da Austrália, ambos «contribuem, cada um à sua maneira, para o crescimento duma criança. Respeitar a dignidade duma criança significa afirmar a sua necessidade e o seu direito natural a ter uma mãe e um pai». Não se trata apenas do amor do pai e da mãe separadamente, mas também do amor entre eles, captado como fonte da própria existência, como ninho acolhedor e como fundamento da família. Caso contrário, o filho parece reduzir-se a uma posse caprichosa” (AL 172).

“O fenómeno contemporâneo do sentir-se órfão, em termos de descontinuidade, desenraizamento e perda das certezas que dão forma à vida, desafia-nos a fazer das nossas famílias um lugar onde as crianças possam lançar raízes no terreno duma história coletiva” (AL 193).

 

Na família sonham os jovens:

“Com efeito, o amor é o dom livre de quem tem o coração aberto; o amor é uma responsabilidade, mas uma responsabilidade maravilhosa, que dura toda a vida; é o compromisso diário de quem sabe realizar grandes sonhos. Ai dos jovens que não sabem sonhar, que não ousam sonhar! Se um jovem, na vossa idade, não é capaz de sonhar, já se aposentou, não serve” (Papa Francisco, Homilia no Jubileu dos Adolescentes, 24.04.2016).

“Nesta noite, faço minhas as palavras com que Pedro, quando o dia de Pentecostes estava para terminar, anunciou àqueles que o escutavam a realização da promessa de Deus: «Derramarei o meu Espírito sobre toda a criatura. Os vossos filhos e as vossas filhas hão de profetizar; os vossos jovens terão visões e os vossos velhos terão sonhos» (At 2,17). Nestes dias o Espírito entrega-vos a vós, jovens, o «sonho» de Deus: que todos os homens façam parte da sua família, que todos os cristãos sejam um só. Entrai com este sonho no novo milénio” (São João Paulo II, Discurso de despedida, Roménia, 09.05.1999).

 

Na família sonham os anciãos:

“As histórias dos idosos fazem muito bem às crianças e aos jovens, porque os ligam à história vivida tanto pela família como pela vizinhança e pelo país. Uma família que não respeita nem cuida dos seus avós, que são a sua memória viva, é uma família desintegrada; mas uma família que recorda é uma família com futuro. Por isso, «numa civilização em que não há espaço para os idosos ou onde eles são descartados porque criam problemas, tal sociedade traz em si o vírus da morte», porque «se separa das próprias raízes»” (AL 193).

As famílias devem tornar-se sujeitos e protagonistas da evangelização, e não apenas destinatárias (cf. AL 290), sujeitos ativos da pastoral familiar (cf. AL 287), sobretudo através da educação dos filhos (cf. AL 260 ss.), da transmissão da fé (cf. AL 287-290) do testemunho de vida, da experiência partilhada, da preocupação por outras famílias, da preparação dos casais para o matrimónio, da defesa da própria vida desde a sua conceção ao seu ocaso natural, da catequese familiar, etc.

“Quando as famílias permitem às crianças nascer para este nosso mundo, as educam na fé e em sãos valores e as ensinam a dar a sua contribuição para a sociedade, tornam-se uma bênção ao seu redor. As famílias podem tornar-se uma bênção para o mundo. O amor de Deus torna-se presente e ativo a partir do modo como nós amamos e das boas obras que praticamos. Fazemos crescer o Reino de Cristo neste mundo. Ao fazê-lo, mostramo-nos fiéis à missão profética que recebemos no Batismo” (Papa Francisco, Discurso em Manila, 16.01.2015).

 

UM TEXTO INSPIRADOR

«Os velhos deviam ser como exploradores». Tomo este repto para percorrer a Bíblia e reparo, mais uma vez, que no seu conjunto, a Bíblia conta mais primaveras que outonos, e algumas delas bem tardias e inesperadas. Obriga-me sempre a parar, por exemplo, aquela profecia de Joel: «Derramarei o meu espírito sobre toda a humanidade. Os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos» (Jl 3,1). É possível os anciãos terem sonhos? Normalmente pensa-se que os sonhos pertencem à primeira etapa da vida: a seguir estamos condenados a somar receios, prudências e temores.

«Os velhos deviam ser como exploradores» - e a Bíblia sabe-o. É disso que nos fala já a narrativa inaugural de Abraão (Gn 12,1-4). Nem por acaso o primeiro modelo da fé bíblica é um ancião que se torna viajante, um aposentado que se faz à estrada, um homem que em princípio devia estar a viver do rendimento dos seus bens e que Deus manda olhar para os vastos céus, como se ele fosse um jovem enamorado, e tivesse as mãos vazias e os olhos rasgados de futuro. Mas o crente é assim: um peregrino com as mãos sempre vazias e os olhos cheios do que virá.

 

José Tolentino Mendonça, in Diário de Notícias da Madeira, 07.02.2011

 
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