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Natal: guardadores de sonhos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - “A ALEGRIA DO EVANGELHO É A NOSSA MISSÃO”

1. No Natal não celebramos uma recordação, mas uma profecia. O Natal não é uma festa sentimental, mas o juízo sobre o mundo e o novo ordenamento de todas as coisas. Naquela noite, o sentido da história tomou outra direção: Deus para o homem, o grande para o pequeno, do alto para baixo, de uma cidade para uma gruta, do templo para um campo de pastores. A história recomeça dos últimos. E, por isso, para onde enviou Deus o Seu Filho? Para um palácio? Para uma cidade? Para construir uma empresa? Não. Enviou-O para uma família. Deus entrou no mundo numa família. E pôde fazê-lo porque essa família era uma família que tinha um coração aberto ao amor, que tinha as portas abertas.

2. Enquanto que em Roma se decidem as sortes do mundo, enquanto as legiões mantêm a paz com a espada, neste mecanismo perfeitamente oleado cai um grão de areia: nasce uma criança, suficiente para mudar a direção da história. A nova capital do mundo é Belém.

3. No Presépio de Belém, literalmente, «a Casa do Pão», ali Maria dá à luz o seu filho primogénito, envolve-O em faixas e depõe-n’O numa manjedoura... no comedouro dos animais, que Maria, na sua necessidade, lê como um berço, um berço dourado pelo amor. O estábulo e a manjedoura são um "não" aos modelos mundanos de riqueza, um "não" à fome de poder, um "não" ao que está estabelecido. Deus entra no mundo do ponto mais baixo, para que nenhuma criatura nunca mais esteja por baixo, para que ninguém fique de fora do seu abraço que salva.

4. Havia naquela região alguns pastores... uma nuvem de asas e de canto envolve-os. É muito belo que Lucas anote esta visita única, um grupo de pastores a cheirar a lã e a leite. É belo para todos os pobres, os últimos, os anónimos, os esquecidos. Deus recomeça deles. São eles, os pastores, os que estão de guarda, na noite. São eles os guardadores de ovelhas e de sonhos. Os pastores “guardam” o sonho da noite de Natal, porque se abeiram dele com o espanto dos simples, porque o conservam “puro” e “pobre”, porque o contemplam despojado e sem ornamento e porque deixa brilhar nos corações a notícia da grande alegria. Bem podem dizer:

“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”.

Álvaro de Campos, in "Poemas"

5. Vão ao Presépio e encontram uma criança. Contemplam-na: os seus olhos são os olhos de Deus, a sua fome é a fome de Deus, aquelas mãozinhas que se estendem para a mãe são as mãos de Deus estendidas para eles.

O Natal é assim a "reconsagração" do corpo. A certeza de que a nossa carne que Deus assumiu, amou, fez sua, é sagrada em qualquer dos seus membros, que a nossa história é sagrada qualquer que seja a sua página (cf. P. Ermes Ronchi, in "La Chiesa", Trad.: Rui Jorge Martins, publicado em 23.12.2014) e que “toda a vida é uma dádiva e não uma dívida” (AL 81).

6. Mas o Natal é também a reconsagração da família. “Deus não quis vir ao mundo senão através duma família. Deus não quis aproximar-se da humanidade senão através duma casa. Para Si mesmo, Deus não quis outro nome senão o de «Emanuel» (cf. Mt 1,23): é o Deus connosco. E este foi, desde o princípio, o seu sonho, o seu propósito, a sua luta incansável para nos dizer: «Eu sou o Deus convosco, o Deus para vós»” (Papa Francisco, Discurso em Manila, 16.01.2015). Por isso, a partir do Presépio de Belém e da Família de Nazaré, toda a família é sagrada. E nós, como os pastores, somos chamados a guardar este tesouro e a fazer de “toda a vida da família um «pastoreio» misericordioso. Cada um, cuidadosamente, desenha e escreve na vida do outro” (AL 322).

7. Há dois mil anos Deus sonhou. E foi Natal em Belém. Sonha também. Se o jumento corou e o boi se ajoelhou, não deixes tu de sonhar também (adaptado de D. António Couto, Estação de Natal, Ed. Paulus, 2012, p. 37).


Um texto inspirador

 

Oração à Sagrada Família

Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.
Ámen.

Papa Francisco, AL 325

 
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