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Santa Maria Mãe de Deus - Ano Novo- Dia Mundial da Paz – Eu tenho um sonho - I have a dream PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - “A ALEGRIA DO EVANGELHO É A NOSSA MISSÃO”

Este dia está carregado de motivos celebrativos e de muitos sonhos:

1. Por ser a oitava do Natal, recordamos a imposição do nome de Jesus e a circuncisão do Menino, que definem a identidade e a missão do nosso Salvador.

2. Pelo facto de celebrarmos, neste dia, a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, renovamos a profissão de fé na maternidade divina de Maria, o maior título de Nossa Senhora, e cujo dogma, proclamado no Concílio de Éfeso (431), tem um claro acento cristológico, pois resulta do aprofundamento e consequência da nossa fé em Cristo, “verdadeiro Deus e verdadeiro homem”. É por isso, uma dimensão do mistério da Encarnação que estamos a celebrar nesta solenidade mariana.

3. Mas este é também o primeiro dia do ano, em que invocamos a bênção divina e expressamos os nossos sonhos, em votos, compromissos, desejos. O ano começa sob o olhar protetor de Maria. O nosso ano pastoral está todo animado pela sua inspiração exemplar e pela sua “companhia”: “Com Maria, renovai-vos nas fontes da alegria”.

4. E, por vontade de Paulo VI, desde 1967, este é também o Dia Mundial da Paz. E a paz, na conceção bíblica, representa a síntese de todos os bens, que oferecem ao homem a alegria completa, a realização mais profunda do seu “sonho”.

5. Seria sugestivo associar a este dia, o sonho de Martin Luther King (“I have a dream”…/ trad.: Eu tenho um sonho) e torná-lo expresso e concretizado para a vida em família e em comunidade.

6. O tema da Mensagem do Papa para este dia abordará o caminho da não violência, como único caminho para a Paz. Podemos tornar extensiva a ideia à vida em família, onde nem sempre é fácil “viver em paz”.

“Na família há dificuldades, mas essas dificuldades são superadas com amor. O ódio não supera nenhuma dificuldade. A divisão dos corações não supera nenhuma dificuldade. Só o amor é capaz de superar a dificuldade. Amor é festa, o amor é a alegria, o amor é seguir em frente. Na família há dificuldades. Nas famílias discutimos. Nas famílias, às vezes, «voam os pratos». Nas famílias os filhos dão dor de cabeça. Não vou falar das sogras. Mas nas famílias sempre, sempre, existe a cruz. Sempre. Porque o amor de Deus, o Filho de Deus, também nos abriu este caminho. Por isso, a família é – perdoai-me a palavra – uma fábrica de esperança; esperança de vida e ressurreição, porque foi Deus quem abriu esse caminho” (Papa Francisco, Discurso na Festa das Famílias e Vigília de Oração, em Filadélfia, 26.09.2015).

7. “Uma coisa é sentir a força da agressividade que irrompe, e outra é consentir nela, deixar que se torne uma atitude permanente: «Se vos irardes, não pequeis; que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento» (Ef 4,26). Por isso, nunca se deve terminar o dia sem fazer as pazes na família. «E como devo fazer as pazes? Ajoelhar-me? Não! Para restabelecer a harmonia familiar basta um pequeno gesto, uma coisa de nada. É suficiente uma carícia, sem palavras. Mas nunca permitais que o dia em família termine sem fazer as pazes». Se tivermos de lutar contra um mal, façamo-lo; mas digamos sempre «não» à violência interior” (AL 104).

8. Nunca é de mais recordar as três palavras mágicas para a paz e alegria do amor em família:

“Quando numa família não somos invasores e pedimos «com licença», quando na família não somos egoístas e aprendemos a dizer «obrigado», e quando na família nos damos conta de que fizemos algo incorreto e pedimos «desculpa», nessa família existe paz e alegria. Não sejamos mesquinhos no uso destas palavras, sejamos generosos repetindo-as dia a dia, porque «pesam certos silêncios, às vezes mesmo em família, entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos». Pelo contrário, as palavras adequadas, ditas no momento certo, protegem e alimentam o amor dia após dia” (AL 133; cf. AL 266).


Um texto inspirador

“O amor tudo suporta. Significa que suporta, com espírito positivo, todas as contrariedades. É manter-se firme no meio dum ambiente hostil. Não consiste apenas em tolerar algumas coisas molestas, mas é algo de mais amplo: uma resistência dinâmica e constante, capaz de superar qualquer desafio. É amor que apesar de tudo não desiste, mesmo que todo o contexto convide a outra coisa. Manifesta uma dose de heroísmo tenaz, de força contra qualquer corrente negativa, uma opção pelo bem que nada pode derrubar. Isto lembra-me Martin Luther King, quando reafirmava a opção pelo amor fraterno, mesmo no meio das piores perseguições e humilhações:

«A pessoa que mais te odeia, tem algo de bom nela; mesmo a nação que mais odeia, tem algo de bom nela; mesmo a raça que mais odeia, tem algo de bom nela. E, quando chegas ao ponto de fixar o rosto de cada ser humano e, bem no fundo dele, vês o que a religião chama a “imagem de Deus”, começas, não obstante tudo, a amá-lo. Não importa o que faça, lá vês a imagem de Deus. Há um elemento de bondade de que nunca poderás livrar-te. (...) Outra forma de amares o teu inimigo é esta: quando surge a oportunidade de derrotares o teu inimigo, aquele é o momento em que deves decidir não o fazer. (...) Quando te elevas ao nível do amor, da sua grande beleza e poder, a única coisa que procuras derrotar são os sistemas malignos. Às pessoas que caíram na armadilha deste sistema, tu ama-las, mas procuras derrotar o sistema. (...) Ódio por ódio só intensifica a existência do ódio e do mal no universo. Se eu te bato e tu me bates, e eu te devolvo a pancada e tu me devolves a pancada, e assim por diante… obviamente continua-se até ao infinito; simplesmente nunca termina. Nalgum ponto, alguém deve ter um pouco de bom senso, e esta é a pessoa forte. A pessoa forte é aquela que pode quebrar a cadeia do ódio, a cadeia do mal. (...) Alguém deve ter bastante fé e moralidade para a quebrar e injetar dentro da própria estrutura do universo o elemento forte e poderoso do amor».

Na vida familiar, é preciso cultivar esta força do amor, que permite lutar contra o mal que a ameaça. O amor não se deixa dominar pelo ressentimento, o desprezo das pessoas, o desejo de se lamentar ou vingar de alguma coisa. O ideal cristão, nomeadamente na família, é amor que apesar de tudo não desiste. Deixa-me maravilhado, por exemplo, a atitude das pessoas que, para se proteger da violência física, tiveram de separar-se do seu cônjuge e todavia, pela caridade conjugal que sabe ultrapassar os sentimentos, foram capazes de procurar o seu bem, mesmo através de terceiros, em momentos de doença, tribulação ou dificuldade. Isto também é amor que apesar de tudo não desiste” (AL 118-119).

 
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