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Epifania: os reis do sonho PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - “A ALEGRIA DO EVANGELHO É A NOSSA MISSÃO”

1. Não são três nem são reis. São uns Magos vindos do Oriente! Mas a tradição depressa fez deles “reis”, ao interpretar esta visita, à luz do Salmo 71 (72): “Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes; os reis da Arábia e de Sabá trarão as suas ofertas”.

2. Pelo seu desapego a toda a importância, pela sua ânsia de conhecer a verdade, pela sua busca errante mas assertiva, estes bem podem ser “os reis do sonho”, que Isaías profetizou, na sua visão, aquela que marcou o sonho inaugural do Advento.

3. Começámos a nossa caminhada, com esse sonho de Isaías e a nossa caminhada continuará, por certo, porque o caminho faz-se caminhando e é “pelo sonho que vamos”… E os Magos introduzem-nos hoje nesse sonho de chegar a ver o Salvador, de encontrar aquela Luz da Verdade, que preenche o coração e a nossa casa de alegria.

4. “Guiados pelo Espírito, chegam a reconhecer que os critérios de Deus são muito diferentes dos critérios dos homens, já que Deus não Se manifesta no poder deste mundo, mas vem até nós na humildade do seu amor. O amor de Deus é certamente grande. O amor de Deus é forte, sem dúvida. Mas o amor de Deus é humilde, tão humilde” (Papa Francisco, Homilia Epifania 2015).

 

5. Os Magos vão guiados pelo sonho da Estrela e assim chegam ao Presépio, tomando como bússola a Palavra das Escrituras e evitando os perigos e ameaças. Por isso, depois do encontro com o Menino, “avisados em sonhos, os Magos regressaram à sua terra por outro caminho” (cf. Mt 2,1-12). Este é também o objetivo desta caminhada: ajudar-nos a escolher o caminho, um caminho novo, que realmente nos ajude a não frustrar e a realizar o sonho de Deus, na nossa terra, na nossa família, na nossa comunidade, nem que, para isso, tenhamos de “atravessar a noite”.

6. Por outro lado, os Magos são “visitas” do Menino, em tempo de Natal. Vêm de longe, vêm depois dos Pastores. Dobram-se diante do Menino em adoração e desdobram-se em gestos de gratidão. Os Magos convidam-nos assim em tempo de Natal e em família ou em comunidade, a fazermos parte dos presentes… (presentes, no duplo sentido de dom e de presença) mas também a estarmos sempre prontos para acolher as surpresas de Deus. Neste Natal, faça parte dos presentes!

7. Os Magos ajudam-nos a continuar a sonhar, “a levantar os olhos para a estrela e seguir os anseios grandes do nosso coração. Ensinam-nos a não nos contentarmos com uma vida medíocre, sem «grandes voos», mas a deixarmo-nos sempre fascinar pelo que é bom, verdadeiro, belo... por Deus, que é tudo isso elevado ao máximo! E ensinam-nos a não nos deixarmos enganar pelas aparências, por aquilo que, aos olhos do mundo, é grande, sábio, poderoso. É preciso não se deter aí. É necessário guardar a fé. Neste tempo, isto é muito importante: guardar a fé. É preciso ir mais além, além da escuridão, além do fascínio das sereias, além da mundanidade, além de muitas modernidades que existem hoje, ir rumo a Belém, onde, na simplicidade duma casa de periferia, entre uma mãe e um pai cheios de amor e de fé, brilha o Sol nascido do alto, o Rei do universo. Seguindo o exemplo dos Magos, com as nossas pequenas luzes, procuramos a Luz e guardamos a fé” (Papa Francisco, Homilia na Epifania 2014) e o nosso coração enche-se com a alegria do Natal, que é, no Presépio, a alegria do amor em família.

Um texto inspirador

Tentemos percorrer o caminho dos Magos como se fosse uma crónica da alma.

O primeiro passo está em Isaías: «Olha ao redor e vê». Saber sair dos esquemas, saber correr direito a um sonho, a uma intuição do coração, olhando mais longe.

O segundo passo: caminhar. Para encontrar Deus é preciso viajar, com inteligência e com o coração. É preciso procurar, de livro em livro, mas sobretudo de pessoa em pessoa. Então estamos vivos.

O terceiro passo: procurar em conjunto. Os Magos (não «três» mas «alguns», segundo o Evangelho) são um pequeno grupo que olha na mesma direção; eles fixam o céu, com os olhos de criaturas, atentos às estrelas e atentos uns aos outros.

O quarto passo: não temer os erros. O caminho dos Magos está cheio de enganos: chegam à cidade errada; falam da criança com o assassino de crianças; perdem a estrela, procuram um rei e encontram um bebé, não no trono mas entre os braços da mãe.

Todavia não se rendem aos seus erros, têm a infinita paciência de recomeçar, até que ao verem a estrela experimentam uma imensa alegria. Deus seduz sempre porque fala a linguagem da alegria.

Entrados em casa viram o Menino e sua Mãe… Não só Deus é como nós, não só é connosco, mas é pequeno entre nós. Ide informar-vos acerca do Menino e avisai-me para que também eu vá adorá-lo. Esse rei, esse Herodes assassino de sonhos, está dentro de nós: é o cinismo, o desprezo que destrói os sonhos do coração.

Mas eu gostaria de resgatar as suas palavras e repeti-las ao amigo, ao teólogo, ao poeta, ao cientista, ao trabalhador, a cada um: encontraste o Menino?

Procura agora, com cuidado, nos livros, na arte, na história, no coração das coisas; procura no Evangelho, na estrela e na palavra, procura nas pessoas, e a fundo na esperança; procura com atenção, fixando os abismos do céu e do coração, e depois faz-mo saber para que também eu venha adorá-lo.

Ajuda-me a encontrá-lo e irei, com os meus pequenos presentes e com todo o orgulho do amor, proteger os meus sonhos de todos os Herodes da história e do coração.


P. Ermes Ronchi © SNPC (trad.) | 05.01.2014


 

 

ESTRELA DO OCIDENTE

Por teus olhos acesos de inocência

Me vou guiando agora, que anoitece.

Rei Mago que procura e desconhece

O caminho,

Sigo aquele que adivinho

Anunciado

Nessa luz só de luz adivinhada,

Infância humana, humana madrugada.

Presépio é qualquer berço

Onde a nudez do mundo tem calor

E o amor

Recomeça.

Leva-me, pois, depressa,

Através do deserto desta vida,

À Belém prometida...

Ou és tu a promessa?

Miguel Torga, Coimbra, Natal de 1959


 
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