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Carta Pastoral - Peregrinos com Maria pelas fontes da alegria pascal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Notas Pastorais

Saudação

Destina-se esta Carta Pastoral a anunciar a todos os diocesanos desta amada Igreja do Porto a alegria de Jesus Ressuscitado, que hoje celebramos. Lembramos e acompanhamos, com particular afeto e afirmada proximidade, nesta hora de Páscoa as famílias que sofrem horas de dor, de provação ou de luto. A nossa presença e a nossa palavra, muitas vezes feita simplesmente de silêncio e de respeito diante de quem sofre, entrecortados de oração, querem dizer que, à luz da Páscoa, Cristo faz sua a nossa cruz para que façamos também nossa a sua Páscoa.

Vimos no contexto desta mesma fé e da alegria pascal que Jesus nos mereceu anunciar os momentos maiores e realçar as etapas determinantes do nosso itinerário pastoral, vivido sob o lema: «Com Maria, renovai-vos nas fontes da alegria».

Entre muitos outros momentos e iniciativas pastorais das paróquias, vigararias, comunidades religiosas, instituições, serviços diocesanos, secretariados e movimentos apostólicos ousamos destacar os que relevam um acrescido sentido diocesano.

Importa que todos nos mobilizemos para a sua preparação e nos sintamos convocados para neles participarmos.

1. Caminhada das Cinzas ao Pentecostes

A Caminhada diocesana da Quaresma-Páscoa desenvolveu-se no espírito que inspira, desde o seu início, o nosso Plano Diocesano de Pastoral 2016-2017.

Ao assumirmos como lema desta Caminhada: A caminho, com Maria, pelas fontes da alegria, quisemos, com a preciosa ajuda da liturgia catecumenal do tempo da Quaresma e com a luz que agora irradia da Páscoa de Jesus, encher as ânforas do nosso viver diário nas fontes da alegria do Evangelho. Desejamos, a partir de hoje, levar durante o tempo pascal a todos quantos habitam nesta área geográfica da nossa diocese o anúncio feliz da Páscoa.

Ao caminho quaresmal, que percorremos com empenhado e criativo entusiasmo, junta-se agora o júbilo pascal, que amplia esta Caminhada até ao Pentecostes. O Espírito Santo, recebido no Pentecostes, trouxe aos apóstolos sabedoria e fortaleza para a missão, plasmou a alma da Igreja ao longo dos séculos e está presente na acção pastoral e na vivência cristã das nossas comunidades.

Acompanha-nos de forma bem visível neste tempo pascal e sobretudo ao longo do mês de maio, em tempo de centenário das Aparições de Fátima, a presença de Maria, Mãe de Jesus, nossa Mãe e modelo da Igreja.

“A Igreja, por seu lado, ao exercer a sua função materna, celebrando os sacramentos de iniciação cristã – que são os sacramentos pascais – reconhece na Virgem Santíssima o exemplo da sua maternidade; mas compreende também que na Mãe de Cristo tem o exemplo e o auxílio para a missão de anunciar o Evangelho, que Cristo lhe confiou depois de ressuscitar dos mortos (cf. Caminhada diocesana, p.4).

2. A Missa Crismal e o Tríduo Pascal

Vivemos ao longo desta semana maior, a semana santa, que ontem terminou, o tempo central da vida da Igreja e celebramos os mistérios da nossa fé como memorial vivo e santo da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

O Tríduo Pascal é antecedido na liturgia da Igreja pela Missa Crismal, na manhã de quinta-feira santa. Aí nos reunimos o bispo com os irmãos bispos e o seu Presbitério para renovarmos as promessas sacerdotais na alegria da comunhão que nos une, na generosidade da nossa resposta ao chamamento de Jesus, na fidelidade à mesma missão de anunciar o Evangelho e no compromisso de serviço fraterno e generoso aos irmãos, sobretudo os mais pobres.

Participámos na bênção solene dos óleos dos catecúmenos e da unção dos enfermos e na consagração do óleo do crisma, destinados aos sacramentos que a partir de agora somos enviados a celebrar nas nossas comunidades.

A participação tão numerosa, tão significativa e tão bela dos sacerdotes na Missa Crismal testemunha a comunhão do Presbitério entre si e com o bispo e afirma a fidelidade que aos presbíteros e bispos se pede para edificar a Igreja que sonhamos: uma Igreja pascal que faz continuamente da alegria do Evangelho a sua missão.

Alegrou-nos verificar a progressiva abertura do coração de toda a diocese e a presença numerosa de leigos, consagrados e diáconos na Missa Crismal que nos fizeram sentir unidos e irmanados nesta gratidão de toda a Igreja pelos seus presbíteros.

Queremos hoje e sempre agradecer a Deus todos os sacerdotes que pertencem ao nosso Presbitério ou que vivem na nossa diocese, muito particularmente os ordenados no último ano e os que celebram este ano o seu jubileu sacerdotal. Envolveremos sempre de aumentado afeto os sacerdotes doentes e idosos e fazemos diariamente memória daqueles irmãos presbíteros e diáconos que já partiram ao encontro de Deus.

Sabemos que as comunidades cristãs, se reuniram ao longo destes dias, com acrescido sentido de comunhão, em torno do seu pároco, para participar nas celebrações do Tríduo Pascal. Aí se viveu a alegria da comunhão da Igreja e se preparou o anúncio feliz da Páscoa do Senhor, que hoje irradia de formas, as mais diversas, vindas da tradição do passado ou nascidas de iniciativas criativas mais recentes, por toda a diocese. Proclamamos todos a uma só voz e com a mesma fé a alegre e feliz boa nova: Jesus ressuscitou. Aleluia! Aleluia!

3. Com o Papa Francisco, peregrinos na esperança e na paz

O mês de maio tem, na tradição cultural portuguesa e na espiritualidade cristã em todo o mundo, uma densidade mariana muito grande. Este espírito filial e mariano faz de maio o mês da Mãe e o mês de Maria por excelência.

Desde há cem anos, a 13 de maio de 1917, que a Cova da Iria, lugar onde Maria, a Mãe de Jesus, apareceu a Lúcia, Jacinta e Francisco, se tornou um oásis de fé, uma escola de santidade para a Igreja e um porto de abrigo espiritual para milhares de peregrinos, vindos de todo o mundo.

Fátima recebeu como peregrinos, desde 13 de maio de 1967, Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. Cem anos depois das aparições, o Papa Francisco vem a Fátima, a exemplo dos seus antecessores para rezar e afirmar este vínculo indelével da mensagem de Fátima à vida da Igreja e à missão dos Sucessores de Pedro.

A presença do Papa Francisco diz-nos, neste gesto simples e profético de peregrino no meio de peregrinos, que Fátima e a mensagem da Mãe de Jesus aqui trazida são uma bênção de esperança e de paz para o mundo. Um século depois das aparições, a mensagem que Nossa Senhora confiou aos pastorinhos conserva permanente actualidade, igual novidade e invulgar urgência.

4. Dias Diocesanos, Celebrações da Catequese e Festas Religiosas

O tempo pascal, o mês de maio e a época do verão congregam e convocam, ano a ano, a diocese e as paróquias para a celebração dos dias diocesanos, das etapas da catequese e das festas religiosas em torno dos santos, nossos intercessores e padroeiros.

Estas celebrações são momentos marcantes da nossa fé, que urge viver com profundo e intensificado espírito cristão e que importa valorizar como tempo privilegiado de unidade das comunidades e de formação da fé dos seus membros.

Os dias diocesanos, as etapas do percurso catequético e as festas religiosas devem centrar-nos no encontro com Cristo e no amor à Igreja, assumindo como dimensões essenciais o anúncio do Evangelho, a celebração da fé e o serviço da caridade.

A centralidade da família, o valor da comunidade e o sentido da consciência diocesana devem ser visíveis e estar presentes como dimensões essenciais de todas as actividades pastorais e de todas as festas religiosas.

5. Jubileu dos Diáconos Permanentes

Vamos celebrar, no próximo dia 26 de abril, o jubileu da ordenação dos primeiros diáconos permanentes da nossa diocese. Nesse mesmo dia e mês de 1992 foram ordenados pelo senhor D. Júlio Tavares Rebimbas dezoito diáconos permanentes para o serviço desta Igreja diocesana.

Mais tarde, depois de longo interregno, foi retomada a decisão de preparar e ordenar novos diáconos. Hoje, a diocese do Porto tem 96 diáconos permanentes. Prosseguimos, agora, o trabalho de acolhimento, de discernimento e de formação para que, ano a ano, haja novas ordenações. O diaconado permanente constitui uma bênção e um desafio de ministério e de missão para toda a Igreja e muito concretamente para a nossa diocese.

Sabemos que a preparação dos diáconos permanentes implica um esforço convergente e complementar de abertura da diocese à novidade deste grau do ministério ordenado assim como a preparação em tempo simultâneo das famílias dos novos diáconos, dos presbíteros que os vão receber e das comunidades onde vão servir. Queremos agradecer nesta hora jubilar este imenso trabalho comum, conjunto e simultâneo que nos tem permitido avançar pelo bom caminho da comunhão e do acolhimento aos novos diáconos repartidos por toda a diocese.

O jubileu que vamos celebrar oferece-nos uma acrescida razão para darmos graças a Deus pelo dom da vida e do ministério dos diáconos permanentes na nossa diocese. No próximo dia 26 queremos recordar, na memória da oração e da gratidão, aqueles que já partiram ao encontro de Deus e partilhar com as famílias dos diáconos e com todas as comunidades da diocese a alegria vivida pelos diáconos ordenados há 25 anos, que é, também, júbilo de toda a Igreja do Porto.

Este é, igualmente, o momento certo para manifestarmos a nossa gratidão a todos os que assumiram, ao longo destes 25 anos, o múnus de Delegados Episcopais para o Diaconado e a todos quantos, neste mesmo espaço de tempo, trabalharam na formação inicial e contínua dos diáconos permanentes na nossa diocese.

6. Ordenação de Diáconos e Presbíteros

A ordenação de presbíteros e diáconos a caminho do presbiterado constitui uma bênção e um momento maior da vida da Igreja em todas as dioceses do mundo. Damos continuamente graças a Deus pelo dom de novos diáconos e presbíteros que Deus tem concedido à Igreja do Porto todos os anos e pela forma como esse momento é valorizado e celebrado na nossa diocese.

É dever de toda a Igreja, mas concretamente de todos nós sacerdotes, nunca nos deixarmos abalar pelo desalento ou pelo cansaço no campo inesgotável da pastoral vocacional. Importa continuar a semear com alegria neste chão sagrado e fecundo, que é a nossa diocese, para a seu tempo a Igreja colher com abundância.

Temos feito esforço e caminho para que à celebração de ordenação dos diáconos e presbíteros diocesanos se associem as Ordens, Congregações e Institutos Religiosos presentes na diocese, e assim a uma só voz possamos dar graças a Deus por aqueles que Ele chama e se decidem a segui-Lo, nos diferentes carismas de consagração.

Anunciamos desde já, com renovada alegria, a toda a diocese que a celebração de ordenações gerais de presbíteros e de diáconos a caminho do presbiterado terá lugar no próximo dia 9 de julho, na Sé do Porto.

Juntar-se-ão a nós os diáconos da Companhia de Jesus, que aqui vão ser ordenados presbíteros. Sabemos todos como é importante iniciar desde já a nossa oração a favor daqueles que vão ser ordenados.

7. Peregrinação Diocesana a Fátima

Neste ano centenário das Aparições de Nossa Senhora, e a exemplo do gesto do Papa Francisco, quer a Igreja do Porto com os seus leigos, consagrados(as), diáconos, presbíteros e bispos, com as suas paróquias e vigararias, com os seus Seminários e Colégios, com as associações, instituições, irmandades e movimentos apostólicos ser «peregrina na esperança e na paz» junto de Nossa Senhora, em Fátima.

Vamos agradecer, um ano depois, a visita que a Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima fez ao Porto, de 10 de abril a 1 de maio de 2016.

Vamos como Igreja inteira peregrinar a Fátima para caminharmos com Maria pelas fontes da alegria. Escolhemos como lema desta peregrinação diocesana: Com Maria, Senhora de Fátima, Igreja do Porto peregrina e missionária.

Colocamos no coração da Mãe, a Senhora da Mensagem de Fátima, os sonhos e projectos da Igreja do Porto neste caminho sinodal aberto a todos.

Dada a dimensão da peregrinação, foi constituída uma Comissão Coordenadora Diocesana presidida por D. António Augusto Azevedo, em ordem a tudo fazermos para prepararmos com tempo, programarmos com eficiência, celebrarmos com fé e vivermos com alegria todos os momentos de peregrinação e daí trazermos com a bênção da Mãe de Jesus, Senhora de Fátima, encanto, ousadia e vigor para a missão de servir a Igreja do Porto e anunciar a alegria do Evangelho.

Queremos, desde já, convocar toda a diocese para participar nesta peregrinação diocesana, no próximo dia 9 de setembro, e aí iniciarmos o novo ano pastoral.

Apelamos à compreensão e à participação de todas as comunidades cristãs, conscientes de que a presença dos sacerdotes e diáconos na peregrinação diocesana obrigará a que sejam reorganizadas e suprimidas algumas celebrações vespertinas nas paróquias.

Somos uma Igreja que se estende pelas terras de Santa Maria e tem a Senhora da Assunção como padroeira da catedral e da diocese. O Porto, cidade da Virgem, invoca a Senhora de Vandoma e guarda com filial devoção a sua imagem esculpida no brasão da cidade e impressa na alma dos portuenses.

Confiamos, em cada manhã, à Mãe de Deus e nossa Mãe, com as mesmas orações que as nossas mães nos ensinaram a rezar, esta amada Igreja do Porto, os seus habitantes e quantos diariamente nos procuram para trabalhar ou nos visitam e aqui encontram a beleza da terra, o valor do património, os campos abertos da cultura, o espírito acolhedor das nossas gentes e o testemunho feliz da nossa fé em Cristo vivo e ressuscitado.


Uma santa e feliz Páscoa!

Porto, 16 de abril, na Páscoa da Ressurreição do Senhor, de 2017

António Francisco dos Santos, Bispo do Porto

António Bessa Taipa, Bispo Auxiliar do Porto

Pio Alves de Sousa, Bispo Auxiliar do Porto

António Augusto Azevedo, Bispo Auxiliar do Porto

 
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