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Homilia na Festa das Missões na Diocese do Porto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2017

1.É de saudação e de gratidão esta minha primeira palavra nesta hora. Saúdo-vos como Igreja que somos e agradeço-vos pela pelo sentido de missão que vivemos. Saúdo os sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, que diariamente assumem a alegria do Evangelho como sua missão, na bela expressão do Papa Francisco. Saúdo as crianças, jovens, famílias, idosos e doentes de toda a diocese que são os verdadeiros protagonistas da missão da Igreja em cada lugar e em cada tempo.

Saúdo os institutos religiosos e seculares sedeados na nossa diocese e distribuídos pelas 109 comunidades presentes no Porto. Saúdo-vos com particular afeto a vós voluntários que ides receber missão e envio em nome desta Igreja do Porto, para partirdes no próximo verão ao encontro de gentes e lugares de primeira evangelização. Rezo com todos e por todos os que estão connosco em comunhão nesta hora e nesta Festa diocesana das Missões.

 

Sem todos, e sem cada um de vós, a alegria desta hora não seria possível nem completa. Lembro nesta Eucaristia todos os missionários nascidos na nossa diocese que vivem dispersos pelo mundo na vanguarda da missão.

Peço-vos que agradeçamos todos quantos nos precederam no tempo e no caminho da missão e já partiram ao encontro de Deus. Que eles vivam junto de Deus esta hora e sejam bênção da missão para esta Igreja que tão bem serviram e tanto amaram!

2. Na caminhada pastoral da nossa diocese dedicamos esta semana à peregrinação – esta peregrinação interior no íntimo de cada um de nós – ou então esta peregrinação que hoje fazemos à nossa Catedral vindos de toda a diocese para, com Maria, nos renovarmos nas fontes da alegria.

Mas neste mesmo espírito de peregrinação vivemos esta semana mundial de oração pelas vocações sob o lema: «Queres dar-te a Deus? Com Maria, impelidos pelo Espírito para a Missão». Como é tão oportuna esta coincidência e tão apropriado este lema para este dia de Festa das missões na Igreja do Porto!

Deus continua a chamar. Os jovens são hoje tão generosos como sempre. Importa que todos nós sejamos mediadores deste chamamento e protagonistas desta confiança no valor da vocação e da generosidade dos chamados.

3. Esta é a hora de missão por Deus sonhada para a nossa diocese que nos deve envolver a todos e congregar neste caminho sinodal de missão que nos propusemos percorrer.

Recordemos a Palavra de Deus, agora proclamada, a começar pela narração dos Atos dos Apóstolos, na primeira leitura: “No dia de Pentecostes, Pedro, de pé, com os onze apóstolos ergueu a voz e falou ao povo: Seja-me permitido falar com liberdade. Deus ressuscitou Jesus e disso somos testemunhas” (cf. Act 2, 14-33).

Pedro, ele mesmo, escreve na sua primeira Carta, que ouvimos na segunda leitura: “Irmãos, acreditais em Deus que ressuscitou Jesus dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e a vossa esperança estejam em Deus” (cf. 1 Ped 1, 17-24)

No evangelho encontramo-nos com a bela narração dos discípulos de Emaús que regressavam de Jerusalém tristes e desanimados pela morte de Jesus. Surpreende-os a estranha presença de um companheiro que a eles se junta no caminho. Quando, na fracção do pão, sentados à mesa da ceia, reconhecem que este estranho companheiro de viagem é Jesus ressuscitado, repartem depressa rumo a Jerusalém para anunciarem aos outros discípulos esta alegria pascal do encontro com Jesus ressuscitado. Aí começa para eles, de imediato, o tempo novo da missão.

4. A missão começa sempre, também para nós, na certeza de que Deus nos ama e nos quer felizes. Multiplica-se depois em vidas disponíveis, que Deus toca e transforma, em comunidades vivas e dinâmicas que Deus modela, em caminhos aplanados que Deus percorre connosco, como outrora com os discípulos de Emaús.

Na Exortação Apostólica “Alegria do Evangelho”, o Papa Francisco convida-nos a sermos “evangelizadores”, capazes de sair de nós mesmos para irmos ao encontro dos outros. Aqui se inspira a minha mensagem, dita com renovado vigor e acrescido encanto nesta Festa das Missões como iniciativa pioneira do Secretariado Diocesano das Missões.

Evangelizar é ser anunciador das maravilhas de Deus, ter força para proclamar a novidade do evangelho com ousadia, ser capaz de comunicar a boa nova a todos, sem esquecer ninguém. E isto só se consegue, se a nossa acção evangelizadora for “mais ardorosa, alegre, generosa, ousada, cheia de amor até ao fim e feita de vida contagiante”, diz-nos o Papa Francisco.

Viver em Igreja esta paixão evangelizadora é a nossa missão. A minha e a vossa missão. Somos Igreja que vive a alegria do encontro com Cristo, que é “o primeiro e maior evangelizador” (EG n.º12). Somos Igreja de rosto missionário, decidida a ser comunhão de pessoas e de famílias, de comunidades e de movimentos apostólicos, de instituições e de serviços pastorais. Somos Igreja disponível para fazer da evangelização prioridade, urgência e missão.

Fascinados pelo exemplo dos discípulos de Emaús e evangelizadores em nome de Jesus ressuscitado queremos inserir-nos a fundo na sociedade, partilhar a vida com todos, ouvir as suas preocupações, alegrar-nos com os que estão alegres, chorar com os que choram. Não podemos viver distantes dos dramas humanos nem ficar insensíveis aos seus desafios, diz-nos o Papa Francisco.

5. Acompanha-nos neste caminho de missão, Maria, Mãe de Jesus, com particular proximidade neste centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima. Com Maria, como nos propomos no lema do Plano Diocesano de Pastoral, queremos renovar-nos nas fontes da alegria!

À Mãe do Evangelho e Rainha das Missões, peço, com as palavras do Papa Francisco, “que nos ajude a anunciar a todos a mensagem da salvação, que nos ensine a acreditar na força revolucionária da bondade, da ternura e do afecto e nos dê a santa audácia de buscar novos caminhos para que chegue a todos o dom da beleza que não se apaga”, a alegria da fé e a certeza das bem-aventuranças (EG, n.º 288).

Porto, Igreja Catedral, 30 de abril de 2017

António, Bispo do Porto

 
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