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Inauguração do Restauro dos Órgãos históricos da Sé do Porto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Textos e Apresentações

1.Encontramo-nos na Sé do Porto. A Sé é a igreja-mãe de todas as igrejas da diocese. São 477 as igrejas matrizes de tantas outras paróquias da diocese; aquelas que daqui partem e aqui se reencontram; que daqui se multiplicam em outros templos sagrados onde as comunidades se reúnem em oração para acolher a Palavra de Deus, celebrar a fé, consolidar a comunhão e dai partirem em missão de anúncio feliz da alegria do Evangelho.

Aqui tem a sua sede e a sua cátedra o bispo diocesano, neste vínculo do templo ao tríplice múnus do ministério que consiste em anunciar ao mundo a boa nova do Reino, santificar pelos sacramentos o Povo de Deus que lhe está confiado e servir na caridade e na comunhão todos os irmãos.

 

A Sé é, assim, no contexto de cada Igreja local, de cada diocese, uma igreja única onde toda a comunidade cristã se reúne e se congrega no seu todo para celebrar à volta do altar e sob a presidência do bispo e em comunhão com ele os mistérios sagrados da fé e viver os momentos maiores da vida da Igreja.

2.O Cabido Portucalense é a instituição mais antiga da diocese e a primeira na corresponsabilidade com o bispo diocesano e no serviço à Igreja local. Na nossa diocese, o Cabido tem a mesma idade da Sé e assume a missão de Colégio de Consultores, instância essencial de corresponsabilidade com o ministério do bispo diocesano. Assim como a escolha deste local, após a restauração da diocese, se ficou a dever a D. Hugo, nomeado bispo do Porto nos primeiros anos do século XII, igualmente a ele se deve a construção do Cabido Portucalense.

Compreende-se, assim, este vínculo ininterrupto ao longo do tempo do Cabido com a Sé. Aqui radica o direito que lhe pertence de ai se saber sedeado e a missão que lhe incumbe de assumir a gestão do seu património e o zelo pastoral pelo culto aí celebrado.

Sendo igreja-mãe da diocese, confiada ao desvelo institucional do Cabido, a Sé é escola de referência do culto litúrgico e da vida pastoral da Igreja diocesana. Esta exemplaridade diocesana torna-se mais visível nas grandes celebrações, mas não deixa de estar presente em tudo quanto aqui diariamente se vive e se celebra.

As actividades de culto que na Sé se celebram e as iniciativas de ordem cultural que aqui se realizam espelham de forma visível a vida da Igreja que somos.

Agradeço ao Cónego Jorge Cunha e a todos os Membros do Cabido esta responsabilidade primeira entre todas as instituições da diocese e esta colaboração fraterna que no Cabido encontrei desde o início do meu ministério episcopal ao serviço da Igreja do Porto. Agradeço ao Cónego Amadeu Ferreira da Silva a nobreza do acolhimento e a grandeza da missão diária que como Capelão da Catedral realiza. São muitas as pessoas que, dia a dia, aqui procuram o conforto de Deus encontrado junto daquele que os acolhe. Agradeço a todos os funcionários e colaboradores da Catedral o bem e o trabalho de todas as horas.

3.Este é um dia de festa na nossa Catedral: inauguramos o restauro dos Órgãos históricos da Epístola e do Evangelho da Capela Mor.

Iniciamos há já alguns anos as obras na Sé. Começamos pelo restauro, requalificação e ampliação da Casa do Cabido. Avançamos agora para o restauro dos Órgãos da Capela-Mor.

Urge continuar a perseverar o património desta casa de Deus, que o Estado assumiu como monumento nacional. Há um longo caminho a percorrer para solidificar paredes e estruturas, para recuperar o telhado, para restaurar a talha e o interior, para devolver à sua beleza original a capela do Santíssimo, para dignificar a pequena sacristia. Bispo, Cabido, Cidade e Diocese estamos unidos neste propósito e congregados neste projecto.

A Sé do Porto é um dos monumentos mais nobres e mais belos da nossa cidade e um dos monumentos mais visitados de Portugal. O Porto, os portuenses e todos quantos, vindos de longe e de perto, nos visitam merecem todo o esforço, o interesse e a determinação para darmos à Sé a beleza da sua origem e a dignidade que sempre a envolveu.

4.Hoje é o dia em que se dá voz aos Órgãos históricos da Sé para que eles proclamem em uníssono os louvores de Deus e nos ajudem com a harmonia dos seus sons a agradecer o legado que os nossos antepassados nos transmitiram em herança.

Quero recordar aqui que coube ao Cónego Arnaldo de Pinho, Presidente do Cabido ao tempo, a decisão deste restauro; incumbiu depois ao Cónego António Ferreira dos Santos acompanhar o processo desta obra e a supervisão do trabalho realizado e pertence agora ao Cónego Jorge Cunha, Presidente do Cabido Portucalense prosseguir o esforço deste empreendimento para colocar os Órgãos restaurados ao serviço da liturgia e da arte.

5. A Sé do Porto constituirá com a ajuda de todos, valorizando a liturgia, colocando o património religioso aberto a todos e incentivando o trabalho em rede cada vez mais necessário, um belo exemplo do melhor que se pode fazer no Porto e em Portugal como serviço e missão da Igreja.

Olhamos assim o futuro com confiança e com alegria. Esta é uma hora de gratidão e de compromisso. Obrigado a todos. Contamos com todos!

Porto, 29 de abril de 2017

António, Bispo do Porto

 
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