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Inauguração Órgãos da Sé - Mensagem do Presidente do Cabido Portucalense PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Textos e Apresentações

Ex. Senhor Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos.

Ex. Senhora Vice Presidente da CMP, prof. Guilhermina Rego, em representação do Senhor Presidente.

Ex. Autoridades Civis, Militares e Académicas.

Caros Colegas do Cabido.

Minhas Senhoras e meus Senhores.

A presença de V. Excelências nesta cerimónia muita honra o Cabido Portucalense. Queiram aceitar as boas-vindas a este momento celebrativo!

A Sé é a casa mais antiga da Cidade, naquele sentido em que certas línguas chamam ao monumento correspondente “a Casa”. Sintam-se pois em casa, neste lugar para onde convergiram as gerações que nos precederam, onde celebraram a vida e o seu sentido, onde investiram as forças da sua alma e os recursos do seu talento artístico e onde temperaram o seu sentido cívico, em ânsia pela liberdade e pela cidadania.

 

A Sé do Porto quer continuar a ser isso para os dias de hoje. O Porto foi e é o lugar do “classicismo social em Portugal”, para citar uma palavra de Miguel Torga, pois é uma cidade que assenta na instituição política democrática e na sociedade civil robusta e activa. A Igreja tem uma parte de mérito nesse carácter da nossa cidade. A solidez do granito da nossa Sé é um símbolo disso: virtude cívica, auto-governo democrático, actividade económica intensa, solidariedade social fraterna. Isso fomos e isso queremos continuar a ser.

Na Senhora Vice-presidente, saúdo as instituições públicas que estruturam a nossa sociedade. No Senhor Bispo, saúdo os membros  da Igreja que aqui viveram antes de nós e os que hoje continuam a manter viva a fé e dar o seu contributo para a qualidade da vida social.

Reunimo-nos aqui para assistir à conclusão do restauro dos órgãos históricos, chamados da Epístola e do Evangelho. Depois de um restauro efectuado no início dos anos setenta do passado século, passados que são quase cinquenta anos, os instrumentos estavam necessitados de uma nova intervenção. Nessa altura, foi com o apoio da Fundação Gulbenkian que isso foi possível. Hoje, os tempos são outros e pudemos fazê-lo com diversos apoios próprios, estatais e particulares.

Ao contrário desse tempo, hoje temos em Portugal técnica e capacidade para efectuar um restauro com meios portugueses.

O restauro que agora se conclui foi confiado ao Mestre Dinarte Machado e sua equipa de trabalho. Tendo uma grande experiência e mérito firmado na recuperação de órgãos duplos ou múltiplos, em diálogo, ele estava em condições excelentes para realizar o trabalho de colocar os instrumentos da capela-mor da Sé do Porto no esplendor das suas possibilidades. Assim, foi feito uma recuperação técnica de cada um e uma harmonização de ambos para que possam tocar juntos daqui em diante.

Caro Mestre Dinarte, da parte do Cabido, aqui lhe deixo o agradecimento do Cabido pelo trabalho realizado e o felicito por esta expansão dos seus trabalhos à Cidade do Porto. Como augura o nosso Bispo, esperamos que o trabalho de recuperação de órgãos no Porto possa ser incrementado a partir do trabalho que hoje inauguramos e que muitos os nossos mestres organeiros possam colocar no terreno o seu saber para que muitos outros órgãos possa funcionar em melhores condições no futuro.

O restauro dos órgãos implicou o trabalho de restauro das chamadas caixas, para que o todo pudesse corresponder. A Firma Regra de Ouro realizou este trabalho e aqui lhe coloco igualmente o agradecimento.

Todos os trabalhos que acontecem na Sé do Porto são realizados sob a orientação da Direcção Regional da Cultura Norte em que temos tido uma boa vontade e um apoio que possibilitam todo o melhoramento que ao logo do tempo temos feito, assim cremos, sobre este monumento. Por isso, aqui coloco, na pessoa do Dr. António Ponte e da Arq. Ângela Melo, a expressão do nosso agradecimento por todo o apoio prestado nesta obra. Muitas outros e mais momentosas se vão seguir. Um meu remoto antecessor, como consta de um estudo publicado apresentava a El-rei um relatório sombrio sobre o estado de solidez da Capela-mor. O mesmo apelo faço hoje, não a el-rei, mas à DRC para que as fases seguintes planeadas de obras possam seguir em frente, tendo em conta a justiça da repartição dos recursos existentes e a urgência e visibilidade da Sé do Porto.

Com boa colaboração de tantos, esta obra chega a termo. Não posso enumerar todos. Permitam-me enumerar a colaboração do nosso bispo, D. António Francisco dos Santos, da mesa anterior na pessoa do Cónego. Arnaldo Pinho, da assessoria técnica que acompanhou os trabalhos, na pessoa do Cónego Ferreira dos Santos, das pessoas que diariamente trabalham aqui na Sé, sob a orientação do Cónego Amadeu Ferreira da Silva, da Irmandade dos Clérigos que nos ofereceu um valioso donativo.

Estes instrumentos vêm do passado. Eles são expressão do talento e da convicção de quem viveu antes de nós. Ao colocá-los em funcionamento pleno queremos continuar a tradição e inovar o futuro. Queremos que sirvam à liturgia e à oração aqui na Sé. Queremos igualmente que sejam ocasião de criação artística segundo o gosto e a sensibilidade de hoje. Queremos que estejam ao serviço da cidade. Muita vida musical tem a nossa cidade. A Sé e os seus instrumentos ficam também ao serviço da música na cidade. Esperamos que a sua existência e a sua qualidade possam estar ao serviço de muitas iniciativas que elevam os nossos concidadãos a fruir da arte da música. Que esteja ao serviço da formação de novas gerações de instrumentistas que frequentam as nossas escolas. Que possam recordar-nos à Igreja e à cidade a necessidade e a oportunidade de termos um ensino superior e música sacra, área que tem passado por diversas dificuldades para sobreviver.

Não há sentimento religioso nem experiência humana autêntica sem música. A música é a expansão da palavra para uma mais profunda expressividade. Aqui fica o nosso empenho para que isso seja possível.

Quisemos que o restauros ficasse assinalado com uma publicação. Dela vos falará alguém mais competente do que eu, a Prof. Laura Castro a quem agradeço desde já o esforço de ler antecipadamente. Por mim, agradeço aos estudiosos que nos ajudaram a contextuar este restauro. Os Prof. Ferrão Afonso e Marco Brescia que produziram os estudos históricos. Agradeço igualmente aos artistas, organistas, que nos vão dar a ouvir os órgãos restaurados no dia de hoje e amanhã, a partir das 17, 00 horas.

No termo deste, convido as pessoas presentes a passar pelo Claustro, onde será servido um Porto de Honra!


Jorge Teixeira da Cunha

 
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