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Homilia na Peregrinação das Vigararias de Vila Nova de Gaia ao Monte da Virgem PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2017

1.Na base deste monumento aqui erguido está uma pedra que guarda um pergaminho que diz assim: “No dia 25 de junho, do ano de 1905 do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo ano do pontificado do Santo Padre Pio X, e quinquagésimo primeiro da definição do dogma da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, reinando D. Carlos I, Rei de Portugal, Eu, D. António José de Sousa Barroso, Bispo do Porto, coloquei esta pedra do monumento e santuário da Bem-aventurada e Imaculada Virgem Maria, erigida neste Monte Grande, hoje chamado Monte da Virgem, que vão ser edificados com esmolas dos fiéis, em memória da definição dogmática. Em testemunho deste facto assinei pela minha mão o presente documento, no ano e dia acima referidos”.

Cento e doze anos depois, no mesmo dia e mês, aqui estamos para evocar este gesto do Bispo do Porto, D. António Barroso, precisamente uma semana depois do Papa Francisco ter declarado as «virtudes heróicas» deste Bispo e o apresentar como Servo de Deus e Venerável, apressando assim o caminho da sua beatificação e canonização.

 

Cento e doze anos depois, numa bela coincidência, aqui regressamos como peregrinos de todas as paróquias do concelho de Gaia, para neste lugar dedicado à Virgem nos centrarmos no Plano Diocesano de Pastoral, vivermos este ano pastoral em comunhão com o Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, celebrarmos a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto e evocarmos um ano depois a presença da Imagem peregrina de Fátima neste mesmo lugar nesse abençoado momento da vida da nossa Diocese do Porto.

Cento e doze anos depois, aqui vimos de novo, a exemplo de D. António Barroso, para retomarmos os seus sentimentos, as suas palavras e os seus sonhos pastorais expressos em crónica da época desta forma: “D. António Barroso dirigiu a palavra àquela enorme multidão e numa alocução vibrante congratulou-se pela presença, naquele lugar, do seu clero, do povo, e das autoridades fraternalmente unidos numa hora tão solene de amor à Virgem Imaculada” (cf. O Monte da Virgem, Padre Luís G. Pinho Rocha, 1956, p.s 14 e 15)).

Cento e doze anos depois, sob a bênção de D. António Barroso, ousemos dar a este santuário e a este monte da Virgem o valor que a beleza do lugar, a consagração à Mãe de Deus e a declaração de santuário diocesano lhe conferem para bem da paróquia de Oliveira do Douro, da cidade e do concelho de Gaia e de toda a Igreja do Porto.

Vêm ao encontro destes sonhos pastorais e deste desígnio de missão que aos santuários a Igreja confia as mensagens recentes do Papa Bento XVI e do Papa Francisco nas suas visitas a Fátima:

2. No dia 13 de Maio de 2010, um dia antes de vir ao Porto celebrar a Eucaristia na Avenida dos Aliados, transformada em grande templo aberto à cidade e à diocese e bem para lá de uma e de outra, o Papa Bento XVI, em Fátima, começava assim: “Vim a Fátima para rejubilar com a presença de Maria e sua materna protecção. Vim a Fátima porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida por seu Filho Jesus como instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade. Enfim, vim a Fátima para confiar a Nossa senhora e à sua protecção materna os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus”.

E o Santo Padre continuava pedindo a Nossa Senhora que a esperança lance raízes na vida de cada um de nós. Também, hoje, neste santuário de Nossa Senhora do Monte da Virgem, confesso a mesma fé, sinto a fortaleza desta igual esperança e dirijo a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, as mesmas preces do Papa Bento XVI.

Alicerçado nas palavras do Santo Padre e com os olhos postos no nosso Plano Diocesano de Pastoral convido-vos a sermos mensageiros da esperança, como Igreja educadora da fé e escola das bem-aventuranças, diariamente chamada a «caminhar com Maria para se renovar nas fontes da Alegria» (cf. PDP, 2016/2017).

3. Sete anos depois é o Papa Francisco, peregrino da esperança e da paz, que na homilia do passado dia 13 de maio, em Fátima, nos diz de forma tão simples e tão bela, quase óbvia: “Queridos peregrinos, temos Mãe, temos mãe! Agarrados a ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus…Como uma âncora fundeemos a nossa esperança nessa humanidade de Jesus colocada nos Céus à direita do Pai (cf. Ef 2,6). Seja esta esperança a alavanca que nos sustente sempre, até ao último respiro. Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da terra” (Papa Francisco, Fátima, Homilia 13.5.2017).

Abraçados pelo Céu que nos cobre de sol e de beleza e pelo manto de luz de Nossa Senhora que nos ilumina neste monte grande e alto, aqui estamos como o Papa Francisco, também nós peregrinos para agradecer as bênçãos recebidas por cada um de nós, pelas nossas famílias, pelas paróquias das vigararias de Gaia e pela Igreja do Porto.

4. “Temos Mãe, Temos Mãe!” afirmava o Papa Francisco, em Fátima. Digamo-lo também nós, hoje, neste santuário diocesano do Monte da Virgem e diante desta bela Imagem da Imaculada Conceição!

Digamo-lo igualmente diante da Igreja e como Igreja que é Mãe, espelhando no seu ser e no seu viver este rosto terno e este coração materno da Mãe de Jesus e Mãe da Igreja. Lembremos uma vez mais e sempre o que nos disse o Papa Francisco ao terminar a sua homilia na Eucaristia do passado dia 13 de maio: “Sob a protecção de Maria, sejamos no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”.

Ainda na passada quinta-feira sentia como é urgente esta missão da Igreja em tantas periferias da vida e em tantos lugares do mundo ao visitar no Centro Hospitalar de Gaia, acompanhado pelos Padres Avelino Jorge, Albino Reis e José Pedro Azevedo, Monsenhor Adélio, capelão deste santuário do Monte da Virgem, ali hospitalizado e ao encontrar-me depois com vários doentes.

5. Neste Monte da Virgem, neste teu chão, teu lar e teu santuário, rezo-te, Mãe, por Monsenhor Adélio, servidor dedicado da Igreja do Porto e presença diária aqui, que está doente, por todos os que sofrem e por todos quantos aqui sobem com as suas preces e súplicas, dores e promessas, sonhos e esperanças, atos de louvor e gestos de gratidão.

Ajuda-nos, Mãe, a cumprir o sonho dos que desde há cento e doze anos aqui erguem diariamente este santuário, proclamando como Maria os louvores de Deus e as maravilhas realizadas nos humildes e nos simples de coração.

Quero dizer-te, Mãe, em nome de todos os peregrinos aqui reunidos, em nome das suas famílias, das paróquias de Gaia e desta amada Igreja do Porto:

Obrigado, Mãe!

Gaia, Santuário do Monte da Virgem, 25 de junho de 2017

António, Bispo do Porto

 
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