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Homilia na Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção – Santo Tirso PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2017

1.O caminho de peregrinos que nos trouxe das nossas casas e paróquias a este santuário no alto do Monte Córdova, em pleno tempo de verão, a meio do mês de agosto, diz-nos como é bom e belo estarmos aqui!

Este é um lugar de horizontes amplos onde o nosso olhar abarca a cidade e o concelho de Santo Tirso e o nosso coração abraça as suas gentes e acolhe os seus sonhos.

Trazemos connosco orações e preces, promessas a cumprir e gestos de gratidão a entregar no coração da Mãe de Jesus e nossa Mãe. Esta é a casa da Mãe, a Senhora da Assunção, de quem este santuário recebe o nome, o sentido e a missão. Sede bem vindos!

Foi graças aos méritos da redenção de Jesus Cristo, seu Filho, que Maria foi isenta de pecado. Nesta beleza transfigurada da Imaculada Conceição realça-se e anuncia-se a imagem da nova Humanidade, redimida e salva por Jesus Cristo. Em Maria, escolhida por Deus para ser a Mãe de Jesus, revela-se e afirma-se a nossa dignidade de homens e mulheres, salvos pela graça divina que nos permite construir o desígnio feliz da Humanidade.

 

Foi, igualmente, graças aos mesmos méritos de Jesus Cristo, seu Filho, que Maria, “Aquela que gerou e deu à luz o autor da Vida, foi isenta da corrução do túmulo” (cf. Prefácio da Eucaristia de hoje)., e por isso a invocamos e celebramos como Senhora da Assunção.

2. Foi uma longa estrada de vida, desde a sua Conceição Imaculada à sua Assunção ao Céu, aquela que Maria percorreu. Uma estrada de vida e de missão que lhe permitiu acompanhar o Seu Filho, desde o anúncio do Anjo em Nazaré a Jerusalém, desde o nascimento de Jesus até à Sua morte, desde a gruta de Belém até à cruz, no Calvário.

Uma estrada de vida e de missão que lhe pediu, pela voz de Seu Filho na cruz, que acompanhasse, como Mãe, os discípulos, a partir daquela hora.

Sem intervalos nem interrupções, esta é, também, a estrada que Maria, Mãe de Deus, percorre, desde o Pentecostes, como Mãe da Igreja.

A celebração do centenário das Aparições de Nossa Senhora, em Fátima, é um marco dessa história e um sinal evidente do sentido dessa estrada. Assim se compreende a verdade da fé e a firmeza das palavras do Papa Francisco, em Fátima: «Temos Mãe, temos Mãe!» (Papa Francisco, Fátima, Homilia 13.5.2017).

De olhar voltado para Deus e atentos às realidades que envolvem o mundo, afligem o nosso país, inquietam as famílias e fragilizam as pessoas, sobretudo as mais pobres, cumpre à Igreja deixar-se conduzir nesta estrada da vida das pessoas, das famílias e dos povos por Maria, estrela da esperança e farol de um mundo novo e redimido.

3. Maria, a Senhora da Assunção, padroeira da nossa Diocese e titular da nossa Catedral «renova-nos nas fontes da alegria», como nos lembra o lema deste ano pastoral. Uma destas fontes maiores consiste na alegria do encontro com Cristo. Estamos certos de que esse é o melhor contributo que, como Igreja, podemos encontrar nas festas religiosas e devemos prestar ao Mundo.

É do fascínio deste encontro com Cristo e do brilho da luz que irradia da Mãe de Jesus, Senhora da Assunção, que germinará no mundo a esperança de um tempo melhor.

A Igreja procura diariamente esta alegria que a faz caminhar no horizonte do futuro, que é chamada a construir, e a situa no coração do mundo, que é chamada a amar. A Igreja sabe que, em Jesus Cristo, o Salvador, é ela própria sacramento de salvação, momento de milagre e sinal de esperança para toda a Humanidade.

4. Convoco-vos, irmãos peregrinos, para vivermos «a caminho, com Maria pelas fontes da Alegria!»

Lembro com particular afeto os emigrantes que partiram das nossas terras, vivem ao longo do ano dispersos pelo mundo e aqui se encontram hoje em tão grande número, trazidos por exemplar devoção.

Sei, por experiência vivida desde o berço e mais tarde testemunhada no mundo da emigração, no meio de vós e convosco, como é grande a dignidade do vosso trabalho e exemplar o testemunho da vossa fé. Saúdo-vos, irmãos emigrantes, com alegria e asseguro-vos a minha oração que implora para vós e vossas famílias a bênção da Mãe de Deus.

Canto convosco, irmãos e irmãs peregrinos, o belo hino mariano do Magnificat, que Nossa Senhora proclamou junto de sua prima Isabel, como nos referia o Evangelho de hoje (cf. Luc 1, 39-56).

5. Rezai comigo, irmãos e irmãs, e ajudai-me a implorar de Nossa Senhora da Assunção, nossa padroeira, que me fortaleça e dê coragem para confirmar e conduzir pela oração e pela acção a Igreja do Porto tão presente e ativa nestas Terras de S. Bento, em Santo Tirso, uma Igreja «de rosto belo e jovem, missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios mas rica no amor» (cf. Papa Francisco, Fátima, Homilia, 13.5.2017).

Santo Tirso, Santuário de Nossa Senhora da Assunção, 15 de agosto de 2017

António, Bispo do Porto

 
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