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O Ano Europeu do Património Cultural valoriza a criação humana PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Por proposta da Comissão Europeia, o Parlamento Europeu adotou a Decisão de estabelecer o ano de 2018 como o Ano Europeu do Património Cultural (AEPC 2018). Segundo a proposta, este Ano Europeu é enquadrado pelos grandes objetivos da promoção da diversidade cultural, do diálogo intercultural e da coesão social, visando chamar a atenção para o papel do património no desenvolvimento social e económico e nas relações externas da União Europeia.

Encontra-se em preparação uma importante multiplicidade de iniciativas, que deverão surgir em diferentes níveis – europeu, nacional, regional e local - envolvendo todas as entidades públicas e privadas que se queiram associar. A qualidade das propostas, a quantidade de parceiros envolvidos e a diversidade de iniciativas associadas devem contribuir para dar uma nova visibilidade à Cultura e ao Património, e para colocar uma e outro num patamar mais valorativo como realidade humana pessoal e social, designadamente nas iniciativas turísticas, reconhecendo a sua importância e o seu caráter transversal na sociedade, para além da preponderância dos aspetos económicos e políticos que movimentam e ganham mais relevo nas atividades sociais.

Muitos são os sectores em que a dimensão cultural da vida dos cidadãos deve ser valorizada. É neste contexto que a Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE) considera que o Ano Europeu do Património Cultural «é uma iniciativa muito positiva» para o continente, porque «pode representar uma oportunidade para a Igreja valorizar a sua herança e assegurar uma melhor visibilidade e acessibilidade ao património religioso para o público», como refere aquele organismo católico em nota de imprensa. Com efeito, uma grande parte do património cultural nos países europeus é constituído por um conjunto de valores intimamente ligados ao sentido religioso da vida, desde os edifícios às pinturas e esculturas, e outras expressões artísticas, como a música e todas as artes figurativas, onde se podem incluir os próprios “graffiti”.

Em âmbito mais alargado, «num tempo de divisão e incerteza no interior da União Europeia, o Ano Europeu do Património Cultural pode potenciar o sentido de comunidade entre nações e povos europeus», sublinha o comunicado da COMECE, que tem como delegado português o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga.

Esta Conferência Episcopal organiza neste dia 31 de janeiro de 2018, em Bruxelas, uma conferência sobre a promoção do património cristão na Europa.

O encontro conta com a participação do comissário europeu para a Educação, Cultura, Juventude e Desporto, Tibor Navracsics, e do secretário do Conselho Pontifício da Cultura, o bispo Paul Tighe, que profere a conferência “Beleza tão antiga – tão nova: Património religioso na Europa, um tesouro para todos os europeus”.

O programa inclui a apresentação de quatro exemplos de boas práticas na promoção da herança cristã, como o restauro da capela de S. Martinho, na Croácia (um dos vencedores do Prémio da União Europeia para o Património Cultural/Europa Nostra), o caminho de peregrinação de S. Columbano, o legado musical de Samogitia, na Lituânia, e a catedral de Chartres, em França. Poderíamos acrescentar a recuperação da catedral Santa Maria la Antigua, de que neste número damos conhecimento e as recuperações em curso em diversos monumentos da cidade do Porto e em outros lacais do país.

Estes são apenas exemplos de elementos do património religioso que hoje constitui património da humanidade, seja ele ou não declarado.

O turismo dos nossos dias vive em grande parte do aproveitamento dos monumentos religiosos, onde as pessoas encontram fruição ao mesmo tempo da arte e dos valores estéticos, e bem assim da espiritualidade e da qualidade de vida de cada um, mesmo dos não crentes. Para estes o contacto com os espaços religiosos pode tornar-se um caminho de descoberta de valores religiosos e humanos, bem como fonte de conhecimento das nossas raízes culturais para aqueles que vêm de outras regiões e culturas.

Esta dimensão da atividade turística é importante que seja valorizada, para que o turismo se torne aquela forma de lazer que faz crescer o conhecimento e a sabedoria.

Cabe aqui também uma referência específica ao chamado “turismo religioso”, que tem vindo a adquirir valoração muito positiva no conjunto das atividades turísticas.

Por M. Correia Fernandes

 
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