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Conhecer a História da Igreja do Porto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Numa edição da Irmandade dos Clérigos foi lançado, em novembro passado, um livro que propõe um itinerário sobre os 28 retratos dos bispos do Porto da coleção do Paço Episcopal e respetivas biografias. Lançamos aqui um olhar sobre esta obra que agora está à venda. Para conhecer melhor a história da Igreja Portucalense que em breve terá um novo bispo

De D. João Peculiar (1137-1138) a D. António Francisco dos Santos (2014-2017) é o percurso que os autores, Luís Amaral e Maria João Oliveira e Silva, propõem no livro “Os retratos dos bispos do Porto na Coleção do Paço Episcopal”. Um verdadeiro itinerário histórico, escrito em português e inglês, que complementa uma visita ao Paço Episcopal. Uma obra original que parte dos retratos dos bispos do Porto para publicar notas biográficas que permitem fazer “uma incursão pela memória e pela história da Igreja da Porto”.

“A primeira notícia relativa a uma série de retratos episcopais existente no paço do Porto data de 1809” devido a um inventário executado por altura da “recuperação da cidade após a retirada das tropas francesas” – pode-se ler na introdução do livro. “Um novo esforço de inventariação” foi promovido no início do século XX “motivado pela implantação da Republica e consequente nacionalização de múltiplos bens eclesiásticos”. É deste espólio de pintura e seguintes retratos executados durante todo o século passado que versa o livro agora publicado.

O acervo de quadros com os retratos dos bispos do Porto “ilustram o governo da diocese do Porto desde o século XII até ao século XXI” – diz a introdução do livro. A obra agora apresentada parte de estudos já anteriormente desenvolvidos e procura não só permitir um “melhor conhecimento biográfico dos bispos portucalenses”, mas também fazer “uma incursão pela memória e pela história da Igreja do Porto” – assinalam os autores no texto introdutório desta obra.

Segundo escrevem os autores, esta obra não é uma “análise estético- artística das pinturas” visando apenas oferecer “um roteiro para a sua visita e interpretação”.

Com cada imagem publicada são apresentadas informações sobre “dimensões, estado de conservação, legenda, autor e data”.

Neste livro são de particular importância “os textos respeitantes a cada prelado” onde se destacam “elementos biográfico-familiares, momentos relevantes da carreira eclesiástica e do governo da diocese”.

Luís Carlos Amaral e Maria João Oliveira e Silva, autores do livro, são investigadores da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e também colaboradores do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e assinam uma obra que é dedicada à memória de D. António Francisco dos Santos.

O saudoso bispo do Porto sempre deu um “permanente incentivo e entusiasmo” à realização deste livro, como destacam os autores deste livro na sua introdução.

A propósito de D. António Francisco dos Santos sublinhamos uma frase bem reveladora do caráter e da personalidade do bispo do Porto que os autores desta obra souberam colher me toda a nota biográfica que lhe dedicam e nesta frase em particular: “A preocupação em estar próximo de todos e de a todos acompanhar de acordo com o ritmo de cada um, fez com que nada antepusesse à individualidade de cada pessoa, demonstrando, invariavelmente, uma natural e transparente bondade”.

Entretanto, aquando da apresentação do livro em novembro do passado ano de 2017, os autores prestaram declarações à VP sobre esta obra, que agora aqui recordamos:

Luís Carlos Amaral

(DHEPI-FLUP / CEHR-UCP / CITCEM-FLUP)

“ Este livro pretende ser um itinerário de visita ao Paço. É dedicado a um segmento do Paço que é a sua coleção de arte e, concretamente, dentro dessa coleção, os retratos dos seus bispos. Portanto, este livro foi pensado por D. António como parte da estratégia de abertura do Paço ao público. O livro é, assim, um instrumento para conhecer esta casa que agora está aberta a todos, tratando de um segmento muito particular do recheio da casa que são os retratos dos bispos.”

“Dos bispos do Porto destacaria D. Frei João Rafael de Mendonça que é o grande responsável pela configuração do Paço que temos hoje. E, sobretudo, a partir do século XIX homens como o Cardeal D. Américo, o D. António Barroso, na transição do século XIX para o século XX, e depois já no século XX D. António Castro Meireles, D. Júlio Tavares Rebimbas que vai iniciar esta fase última de restauro do Paço, depois continuado pelo senhor D. Armindo. Estes são alguns dos nomes significativos, o que de modo nenhum anula o papel de todos os outros, porque todos deixaram aqui de forma mais direta ou indireta a sua marca e as suas memórias.

 

Maria João Oliveira e Silva (CEHR-UCP / CITCEM-FLUP)

“É óbvio que os retratos são uma riqueza fantástica que este Paço Episcopal conserva e seria uma injustiça não lhes fazer essa valorização. Nesse sentido os quadros são muito importantes, mas os homens que estão por trás desses quadros também são muito importantes. Tiveram todos os bispos uma importância concreta para a diocese em determinado período histórico e este livro procura demonstrar como é que cada um destes homens se integrou na diocese, na cidade e no reino e perceber toda essa ligação numa só pessoa e a riqueza que está por trás disso.

Porque não foram apenas líderes espirituais da diocese mas foram também homens de ação: alguns tiveram que liderar governos provisórios, outros tiveram que se manifestar politicamente em momentos muito complicados e outros ainda foram mesmo espoliados dos seus bens ou conheceram o exílio.”

“Dos bispos do Porto destaco o D. António Barroso, não só pelo decreto que foi publicado, em junho deste ano, sobre as virtudes heroicas, mas por todo o seu percurso. Quem lê o percurso de vida deste homem tem de ficar no mínimo enternecido pela coragem e pela forma como encarou todas as dificuldades. Destaco também D. João de França Castro e Moura que pelo seu périplo no Oriente teve um papel fundamental e num período muito complicado de relações diplomáticas também com a Santa Sé. E claro, o D. António Ferreira Gomes por todas as situações que nós conhecemos.”

Por Rui Saraiva

 


 

“Os retratos dos bispos do Porto na Coleção do Paço Episcopal” é uma edição da Irmandade do Clérigos e pode ser adquirida no Paço Episcopal.

 

 
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