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Homilia - DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Homilias 2018

1 – Na mensagem que vos dirigiu para o dia Mundial da Juventude, em preparação do encontro internacional a ter lugar no Panamá em Janeiro de 2019, o Santo Padre coloca à nossa reflexão e meditação, à nossa contemplação uma das figuras maiores, a maior, na História da Salvação, no âmbito do Diálogo Salvífico de Deus com a humanidade. Maria. Essa jovem menina, simples e pobre, oriunda daquela pequenina e desconhecida aldeia de Nazaré, na Galileia dos gentios.

2 – Ela própria define o seu perfile de jovem judia, na resposta final com que conclui o belo e pedagógico diálogo com a Anjo da Anunciação: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra”.

 

3 – A saudação, a proposta do Anjo intrigou aquela menina. Não entendeu. Ficou perturbada. O Anjo ajudou-a, invocando o amor e a indispensável ajuda de Deus. E Maria entrega-se. “Seja o que Deus quiser”.

4 – Naquele seu sim vai a expressão maior da sua fé javista. Da sua confiança absoluta no seu Senhor. O seu amor a quem, ela acredita e sabe, não engana nem ilude nenhum daqueles que n’Ele confiam. Fecha os olhos e entrega-se.

Aí vai protesto da sua pobreza e da sua liberdade em relação a tudo. Ao que pode pensar e julgar, aos seus próprios projetos de futuro.

5 – Coloca-se nas mãos do seu Senhor. Que faça o que entender. E assim sobe à consideração de todas as gerações – todos me chamarão bem-aventurada – , assim se constitui naquele espaço humano aberto e disponível à realização da maior maravilha de Deus - a Incarnação de seu Filho. O Jesus que concebe for força e acção do Espírito santo é o Filho de Deus. Deus Ele mesmo.

6 – A resposta de Maria é a resposta que Deus esperava do Povo que escolhera e que, de há séculos, vinha preparando para acolher o Seu Filho, o Messias Salvador.

7 – E aí começa ela a nascer para a verdade inteira daquele menino que deu à luz. Para a fé no seu Filho.

Das perplexidades da anunciação, superadas pela palavra do Anjo, Maria vai agora confrontar-se com palavras e gestos de seu Filho que não entende, que a deixam a pensar. Não entendia, não compreendeu muitas coisas, diz o evangelista. Mas tudo guardava no seu coração. Esperava e esperou que tudo se viesse a esclarecer.

E acompanha o seu filho até á hora maior da sua vida, a hora que determinou toda a sua existência. A hora que, se em Canaá ainda não tinha chegado, chegou, a Hora da Cruz, o trono da sua glória. Ali, de pé, ali está ela, junto de seu Filho, onde o Espírito, por força do qual concebeu lho revela como o Filho de Deus, Deus Ele mesmo entregue pela redenção do universo, pela salvação da humanidade.

8 – Ela é o modelo do ser cristão que apaixonada pelo seu Senhor com ele vai até á morte, e com ele participa, de modo especial, na sua obra de salvação.

É nesta comunhão que será elevada ao Céu, àquela plenitude de vida que, na fé e esperança todos esperamos. É a Nossa Senhora da Assunção.

9 – Consciente, arriscou, arriscou e venceu. Na sua fé. Na sua confiança. No seu amor àquele que, misericordioso, vive e sente, chora a dor que partilha com os seus filhos, filhos que procura e quer junto de si.

10 – Como Maria, diz o santo Padre “não temais”, não tenhais medo daquilo que Deus vos pede, daquilo que a sociedade e a Igreja esperam de vós.

11 – Mas de que tendes vós medo? Pergunta o Santo Padre, e responde, podeis ser assolados por um “medo de fundo que existe em muitos de vós, o medo de não ser amados, bem-queridos, de não serdes aceites por aquilo que sois”. É daqui e por aqui que alguns de vós enveredam por caminhos ínvios por caminhos que não conduzem a nada.

Não vos deixeis dominar por esses medos e perturbações.

12 – Acreditai em Deus. Nesse Deus que, como outrora e sempre, vos conhece, sente e vive os vossos problemas, as vossas dificuldades e interrogações. Nesse Deus que veio, que veio no seu Filho que entregou para a libertação dos homens que procurava e queria junto de si. Que veio e continua a vir pelas mais diversas mediações a que precisamos de estar atentos e discernir, na nossa vida. Esse Deus que deposita em vossos corações o seu Espírito de amor, que vos ilumina, e vos faz ver naquele Jesus, o seu Filho, a maior expressão do seu amor. Que nele vos faz ver a verdade e o caminho da vida, da vida autêntica

13 – Juntai-vos, diz o Santo Padre, fazei silêncio à vossa volta e rezai. Deixai-vos penetrar por essa força de Deus. Disponibilizai-vos, felizes, para Ele fazer de vós o que muito bem entender. Colocai-vos nos seus braços. Não tenhais medo. Sereis felizes.

14 – Acreditai na Igreja que sois e constituis e que de Jesus recebeu a missão de o tornar visível no decorrer das gerações, por uma vida de proximidade, de amizade, de perdão e de misericórdia, de tolerância e compaixão, Igreja que permanentemente vos estende a mão de Jesus amigo. Igreja que vos pensa e vos ama. Que vos dispensa a palavra de Deus, os sacramentos da vida, e vos traça e aponta os caminhos do Senhor.

15 – Acreditai na bondade da vida que recebeis do amor de Deus, nesta vida que o Pai conduzirá sempre a bom porto, ainda que, às vezes, por caminhos difíceis.

16 – Acreditai nos homens e acreditai em vós, nas vossas capacidades e energias.

17 – São caminhos de vitória e de liberdade, são caminhos de paz e serenidade, estes caminho fé nas suas diversificadas expressões.

18 – E depois, meus queridos jovens, não vos esqueçais nunca: se Deus quer precisar de voz para a realização do seu projeto de salvação, também a Igreja e a sociedade tem necessidade de vós para abrir e romper caminhos de novidade e de vida. Precisamos de vós, assim como sois.

Com a vossa fome e exigência de verdade e coerência num mundo que às vezes parece envolvido e dominado pela e mentira e falta de transparência nas relações entre os homens.

Temos necessidade da vossa alegria de viver para entusiasmar e trazer à festa da vida tantos e tantas que têm a vida como um fardo pesado e difícil de transportar, fonte de pesadelos e desilusões.

Precisamos do vosso amor e sensibilidade à paz, neste nosso tempo, em que a violência e a guerra ainda têm um lugar tão grande na relação dos homens e dos povos. Os homens matam-se por razões políticas e religiosas, em razão de medos e frustrações familiares e sociais.

Temos muita necessidade da vossa juventude, do vosso amor, da vossa alegria, da vossa força e capacidade de novidade.

18 – Tende confiança. Não tenhais medo. Deus está convosco e a Virgem Maria que Jesus nos deu como mãe, cuida de vós. Atenta á vossa vida, como outrora em Caná, também hoje ela leva ao cuidado de seu Filho o que são os nossos problemas, as nossas lutas, e Jesus operará, como enão, as suas maravilhas em nós e no meio de nós.

19 – Aqui e daqui queremos saudar o nosso Bispo D. Manuel linda. Agradecemo-lo a Deus que no-lo deu e ao Santo Padre que no-lo enviou. Para ele pedimos à Virgem Maria. Nossa, Mãe, que o cubra com o carinho da sua bênção maternal, e o assista no desempenho do seu ministério episcopal, na nossa Diocese.

Desta “amada Diocese” como gostava de dizer o nosso “querido Bispo” D António Francisco a quem pedimos nos lembre ao Pai do Céu junto de quem se encontra.

2018.03.25

+ António Maria Bessa Taipa

 
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