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A caixa da farinha PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Textos e Apresentações

(Mensagem 13)

Celebramos a Imaculada. O plano divino da salvação passa, indelevelmente, por Ela. Como?

Maria de Nazaré é o protótipo daquele compasso ternário que marca o ritmo de qualquer pessoa… humanizada: receção, diálogo, dádiva. Recebe, de facto, o anúncio do Anjo e o próprio Filho de Deus tornado seu Filho; certamente, como todas as mães, durante a gravidez, dirige a palavra, fala, diz coisas ao seu bebé e planta-o no seu coração; não obstante o desvelo com que o trata, não o retém para si, mas dá-o ao mundo.

Sim, este último até é o aspeto que mais chama a atenção: apresenta-o no tempo de Jerusalém, mau grado a fúria de todos os Herodes; fá-lo passar as fronteiras do Egipto, correndo os riscos do contacto com o paganismo; introdu-lo no contexto familiar de Nazaré, mesmo sabendo que este o haveria de acusar de estar fora de si; leva-o a Jerusalém, não obstante o perigo dos saduceus, dos escribas e dos fariseus; assiste à cena do Calvário com fortaleza de ânimo, pois sabia que “se a semente lançada à terra não morrer não dá fruto”.

 

E daí? Daí… que isso implique connosco. Como pessoas e como Igreja. Até porque esta «nasce» dela. Não a chamamos “Mãe da Igreja”? Se o é, transmitiu-nos a sua «herança genética»: não há Igreja, não há crente que, como Maria Imaculada, não seja recetora da iniciativa divina, orante ou dialogante com Deus e anunciadora de Jesus Cristo. Ou missionária. Melhor: discípula missionária.

Ai, como estamos longe da velha mentalidade do simples “salva a tua alminha” ou do “deves ser bonzinho e não te mistures com os pecadores”. É evidente que a meta da bondade e da salvação continua a ser a tarefa das tarefas de qualquer fiel em Cristo. Mas será bom aquele que pensa no seu bem e despreza o dos semelhantes, mesmo que seja para não se «contaminar»?

Antigamente, quando não havia limpa-pratas e os talheres bons só se usavam nas festas ou visitas, era habitual conservá-los numa caixa com farinha para evitar a sua oxidação ou o tom escuro. Era habitual fazer deles… um «tesouro enterrado» que nem se via nem servia.

Igreja de Deus que estás no Porto, não sejas caixa de farinha. Põe os melhores talheres ao serviço do reino de Deus. Mesmo que a chuva ou o sol os tentassem mudar de cor: sabes bem que onde há uso não há ferrugem.

 
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