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“E a busca da justiça continua” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Textos e Apresentações

 

(Mensagem 24)

Celebramos mais um Dia da Mulher. Desta vez, para além do tradicional e crescido rol das discriminações laborais, excesso de trabalho doméstico, desigualdades salariais, etc. etc., fomos confrontados com a terrível violência de género, origem de um número inusitado de mortes. É vergonhoso e anti-humano. Não pode ser!

Porque construímos uma civilização eminentemente patriarcal e machista? Serão muitas as razões. Mas a ética também não tem as mãos limpas: não só não conseguiu introduzir utopias de libertação da mulher como até, em grande parte, «justificou» o injustificável. Introduziu o que alguém chamou as “falsificações éticas”: que biologicamente a mulher é mais fraca que o homem, que a própria natureza sexual a tornou passiva e ao homem ativo, que a psicologia demonstra que o centro da gravidade da sua vida é o coração e o da parte masculina é a inteligência, etc., etc.

 

Estas falsificações não precisam de ser demonstradas: basta olhar para a realidade que se encarrega de as negar. O que precisam é de ser removidas: a partir da religião, da educação e da cultura, sejam, de uma vez para sempre, retiradas de todas e cada uma das cabeças. E que em sua substituição entre a verdade da igualdade recíproca entre homem e mulher: igualdade de dignidade, mas também específico timbre que potencia a relação e a complementaridade. O que quer dizer que, da mesma forma que há que negar rotundamente qualquer género de superioridades, também importa que o homem não se feminize nem a mulher se masculinize.

Foi a pensar nesta urgência que os «hierarcas» das Igrejas cristãs do Porto encarregaram a sua Comissão Ecuménica de estudarem os temas, os métodos e os meios para se lançarem numa campanha conjunta em favor da promoção da mulher e, logicamente, contra a violência doméstica. Em boa hora, pois a mensagem original da igualdade e da reciprocidade que encontramos no livro do Génesis nem sempre se torna muito visível na ética crente.

Sophia, a mulher, mãe, militante católica e poetisa, cujo centenário do nascimento celebraremos a 6 de novembro próximo, termina um conhecido poema com um grito de libertação e de esperança: “E a busca da justiça continua”. Porventura, diria eu, fundamentalmente neste âmbito da promoção da mulher.

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