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Monstruosidades PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Documentos - Textos e Apresentações

(Mensagem 32)

Os números arrepiam e fazem levar as mãos à cabeça. Como disse o Papa, lembram-nos os sacrifícios humanos das religiões primitivas em que, para se aplacarem as divindades iradas, se lhes ofereciam o melhor que a comunidade tinha. Quase sempre crianças e adolescentes.

Refiro-me à violência sexual e abusos de crianças. O fenómeno é de sempre e de todas as culturas. Mas, tradicionalmente, não se lhe prestava atenção. Graças a Deus, a nossa época é mais sensível e começam a aparecer estudos credíveis que nos demonstram a extensão do drama.

 

Eis alguns, pouquíssimos em ralação ao que se conhece. A nível global, calcula-se que entre 15 a 20% das nossas crianças sejam vítimas de pedofilia. A Organização Mundial de Saúde estima em 1.000.000.000 (mil milhões!) os menores, dos 2 aos 17 anos, que sofrem violências físicas, emotivas ou sexuais e que os abusos genitais atingiriam 120 milhões de meninas.

 

A Europa não está melhor. A mesma OMS refere que, em 2014, terão acontecido 18 milhões de abusos sexuais, sendo 13,4% deles cometidos sobre meninas e 5,7% sobre meninos. A estes números, haveria que acrescentar 44 milhões de vítimas infantis de violência física e 55 milhões de violência psicológica. Isto o que se sabe. Mas o fenómeno é essencialmente oculto.

Na Itália, o agressor sexual das crianças é, em 73,7% dos casos, o pai/mãe ou o padrasto/madrasta, um parente próximo (3,3%), um amigo da família (3,2%), um conhecido (3%) ou um professor (2,5%). Os estranhos são responsáveis por «apenas» 2,2%. O que fará doer ainda mais a agressão!

Em Inglaterra, um organismo estatal divulgou que 29% das crianças entrevistadas diz ter sofrido moléstias sexuais nos centros desportivos. Quase um terço! Calcula-se em 3 milhões os europeus que praticam turismo sexual, viajando para longe somente para terem sexo pago com menores. E parece que, de sete em sete minutos, aparece na internet uma nova página de conteúdo sexual explícito com menores, por vezes de apenas meses de vida.

Será que este mundo está louco? Será que se animalizou? No mínimo, a extensão e profundidade do fenómeno demonstram um dado: a sua desumanidade. Ou, como referiu o Papa, “o mistério do mal, que se encarniça contra os mais frágeis, porque são imagem de Jesus”.

A Igreja, fonte de humanização e de crescimento em plenitude, nos seus padres e leigo, tem aqui um campo de ação imenso e urgentíssimo: criar nova cultura e nova responsabilidade. E tem de lembrar-se: um único caso de pedofilia no seu seio já seria demasiado!

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